O Extra e sua muralha

No primeiro momento, quando o Extra começou sua campanha contra o goleiro Muralha, do Flamengo, em 1º de setembro passado, colocando um “comunicado” na primeira página (abaixo), achei babaca e desrespeitoso, mas não cheguei a prestar muita atenção, pois ações deste tipo nunca foram raras em redações e, atualmente, são decididamente comuns.

Mesmo na semana passada, quando o jornal voltou a jogar nas mãos do atleta a culpa por mais uma derrota do rubro-negro nos pênaltis – algo comum para todos os clubes –, e a consequente perda do título da Copa do Brasil para o Cruzeiro, apenas achei que algum responsável pela primeira do Extra tinha algo de pessoal contra o jogador, já que no caderno de esportes, a culpa foi atirada sobre Diego (como se houvesse culpa em perder uma cobrança numa decisão e não algo perfeitamente esperado na vida de um jogador como Diego, principal atleta do time e cobrador oficial). A contradição pode ser vista abaixo.

No dia seguinte, porém, soube da situação pré-falimentar do Grupo Abril e os ataques do Extra contra Muralha ganharam algum sentido – não tenho como afirmar, já que não possuo mais acesso aos números do Instituto Verificador de Circulação (IVC), mas passei a suspeitar que as capas contra Muralha indicam que o Extra está sofrendo uma séria queda em sua circulação.

Como se sabe – e pode-se ver claramente nas ruas de qualquer grande cidade brasileira – a crise econômica abalou seriamente as classes C, D e E, o público ao qual o jornal se dirige. O fato de ser feito pensando nessas classes de consumo faz com que o Extra seja um “jornal de banca”, ou seja, ele praticamente não possui as assinaturas que mantêm os chamados quality papers voltados para as classes A e B (que também sofrem com a queda de circulação causada pela fuga dos assinantes, mas esse é outro capítulo da história). Dessa forma, o Extra necessita de chamadas fortes, “quentes”, para capturar a atenção de seus potenciais leitores e levá-los a coçar o bolso.

O jornal sempre atuou desse jeito, claro, com manchetes inteligentes e divertidas, mas, diante de uma queda acentuada como a que o jornal tem sofrido, inteligência não tem tanto efeito quanto o bom e velho sensacionalismo. Assim, a publicação partiu para este caminho com esta capa agressiva e politicamente perigosa (publicada duas semanas antes da primeira contra o jogador).

Compreensivelmente, ela provocou uma chuva de críticas, que, embora certamente não provenientes de seu público alvo, devem ter repercutido na redação. Ademais, declarar o Rio em guerra funciona bem para vender jornal, mas também provoca medo e esse sentimento não pode ser usado sempre, já que tende a provocar um “stress” social talvez incontrolável pelo Grupo Globo como um todo. É necessário dar uma aliviada, mas sem perder o foco na provocação de polêmicas sensacionalistas. Assim, a direção de redação do Extra parece ter resolvido apelar para uma velha técnica para cativar o público menos crítico: criou um vilão.

O vilão é o oposto do herói, obviamente, mas é essencial para que este exista e a luta entre ambos é o que faz uma história funcionar. Essa técnica literária é conhecida de qualquer roteirista de novela ou história em quadrinhos. E foi isso que o Extra fez com Muralha –transformou-o num vilão, mesmo sem um herói definido para enfrentá-lo. Funcionou muito bem por fatores intrínsecos à própria pessoa: o goleiro é realmente fraco tecnicamente (mas sempre o foi e o Extra não criticou sua convocação para a seleção brasileira há precisamente um ano), tem um apelido que é bom marketing para os bons momentos, mas péssimo para os maus, e apresenta uma figura fora do modelo idealizado pela sociedade brasileira – é mulato, corta o cabelo à moicano, é barbudo, um perfeito oposto de Diego, aquele que realmente decretou a derrota no Mineirão, mas foi escondido na parte interna do jornal (e ainda apresentado com um elogio enviesado a sua beleza).

Em suma, da maneira como vejo a coisa, Muralha ser esculachado pelo Extra tem pouco a ver com sua capacidade técnica ou mesmo a importância de suas supostas falhas nas derrotas do Flamengo. Estas apenas forneceram a oportunidade para a direção de redação do jornal alavancar as vendas às custas de ridicularizar publicamente um ser humano. A má notícia agora: o viés do Extra não vai mudar porque a muralha econômica que enfrenta é intransponível enquanto a situação econômica não mudar.

Globonews vence segunda seletiva do King of King-2017. Folha assume liderança no Troféu Boimate.

A notícia, dada em termos festivos, de que a recessão tinha reduzido a inflação e devolvido o poder de compra aos brasileiros deu à Globonews a vitória na segunda seletiva do King of the Kings-2017, com 161 (16%) dos 944 votos computados. O KofK é o único prêmio dedicados aos coleguinhas que mais se destacam na tarefa de avacalhar o jornalismo brasileiro.As seis classificadas para a grande final marcada para janeiro de 2018 foram:

1. Jornalista da GloboNews festeja recessão e desemprego por devolver poder de compra aos brasileiros. (161 votos, 16%)

2. Estudante tem a cabeça quebrada por cassetete empunhado por policial e e Folha diz que foi por “homem trajado de PM”. (139, 14%)

3. Miriam Leitão afirma ter sido agredida por petistas durante voo, mas ninguém vê. (O Globo)  (127, 13%).

4. Veja acusa Lula de usar Dona Marisa para escapar de Moro. (121, 13%)

5. Procuradores da PGR dão “coletiva em off” para vazar nomes da Lista da Odebrecht. (Vários). (105, 11%).

6. Folha usa perito Molina para desqualificar gravações de Joesley Batista que mostram Temer cometendo diversos crimes. (88, 9%).

Com duas cascatas classificadas para a final do Kofk-2017, a Folha assumiu a liderança do Troféu Boimate-2017, que reconhece o esforço coletivo das redações em prol da desmoralização da profissão de jornalista no Brasil, com 3 concorrentes. A colocação do Troféu Boimate, você pode conferir à direita.

Não há só cascata: vamos à primeira seletiva do Prêmio Marcos de Castro de bom jornalismo na internet!

Após duas semanas de cascatas, é hora do lado A do jornalismo brasileiro – vamos à primeira seletiva para o Prêmio Marcos de Castro, criado este ano visando reconhecer o bom trabalho jornalístico realizado por veículo independentes na internet e contrabalançar o King of the Kings, que premia as cascatas. As regras gerais da premiação já foram informadas em outro post, mas há ainda as específicas para a votação, portanto, vamos a elas:

1. Você pode votar em seis (6) das onze indicadas.

2. As cinco que não forem classificadas voltarão para disputar todas as seletivas do ano.

3. A votação vai até 23 de abril.

Ainda antes de passar às concorrentes, mais três pontos:

a. “Full disclosure”: Lúcio de Castro, da Agência Sportlight, é filho de Marcos de Castro, que dá nome ao troféu;

b. Aconselho vivamente ler todas as matérias. Ao contrário das cascatas, que, em geral, são bem conhecidas, as boas matérias não circulam muito (há um estudo recente que indica este ponto, o qual enfocarei em breve). Dessa forma, é pouco provável que você tenha lido todas como eu – o mais certo é que tenha lido nenhuma.

c. Os editores dos sites, caso desejem, podem fazer campanha por suas matérias.

Agora sim, vamos aos exemplos do bom jornalismo brasileiro na internet.
1. Rede Riba abre restaurantes em pontos caros do Rio graças a ajuda de Sérgio Cabral e Eduardo Paes (Lúcio de Castro, Agência Sportlight)

2. Hábito alemão: todos na sauna, todos nus (Renata Malkes, Projeto Colabora)

3. Vídeo mostra seguranças do Habib´s arrastando menino que apareceu morto logo depois (Kaike Dalapola, Ponte Jornalismo)

4. Renan Calheiros explica como Eduardo Cunha manda no governo Temer (Tales Faria, Poder360)

5. Sem alarde, governo reduz em 20% rede de farmácias populares (Sérgio Spagnuolo, Aos Fatos)

6. O preconceito do mercado de trabalho com as pessoas de mais 50 anos (Cátia Moraes, Projeto Colabora)

7. Política pública de mobilidade ignora diferenças de gênero e idade (Natália Mazotte, Gênero&Número)

8. Agências de vigilância privada ajudaram Forças Armadas na repressão durante a ditadura militar (Ciro Barros e Iuri Barcelos, Agência Pública)

9. Rei dos Ônibus do Rio recebe benesses do comitê que organizou os Jogos Olímpicos do Rio (Lúcio de Castro, Agência Sportlight)

10. Sarney briga na Justiça por aposentadorias de R$ 73 mil depois de ter sido obrigado a devolver dinheiro (Joelma Pereira e Édson Sardinha, Congresso em Foco)

11. Buscador abre dados de todos os processos da Lava-Jato (Laura Diniz, Márcio Falcão, Livia Scocuglia, Gustavo Gantois, Jota)

 

A quarta (e última) seletiva para o King of the Kings-2016

Fim de ano chegando, é hora da última seletiva para a finalíssima do King of the Kings-2016, marcada para janeiro. O KofK, como você talvez saiba, é a única premiação a reconhecer, desde 2008, a determinação e o esforço dos coleguinhas em sua labuta por desmoralizar irremediavelmente o jornalismo brasileiro (os premiados dos anos anteriores estão na faixa lá de cima, no “Hall da Infâmia”). Desde o ano passado, há também o Troféu Boimate, que premia a redação mais cascateira.

Como acontece há alguns anos, desde que os coleguinhas entraram num frenesi cascateiro, espero até o finzinho do ano para realizar a votação das últimas concorrentes. Este ano, como estarei viajando a partir do dia 30, terei de torcer para que nenhuma grande cascata role nos dois dias finais de 2016 para que não haja uma grande injustiça.Se acontecer tentarei atualizar, mas não posso dar certeza.

Bom, antes de passar à lista, seguem as duas regrinhas do pleito:

1. Você pode votar em até sete (6) concorrentes entre as 8 da lista. (ATUALIZAÇÃO: são 9 agora. Tive que botar a capa da Veja com a Marcela #ForaTemer)

2. A votação terminará no domingo, dia 8 de janeiro.

Passemos às concorrentes, pois.

1 .Veja é multada por divulgar pequisa eleitoral sem registro

2. Folha publica notícia antiga para expor blogs de esquerda

3. Lula é indiciado após Lava-Jato anunciar investigação no Governo FHC

4. Temer chama entrevista ao Roda-Viva de “propaganda”

5. IstoÉ insinua ameaça de petistas a delatores

6. Só Estadão vê 600 mil pessoas protestando em Copacabana

7. O Globo apresenta reforma que ataca direitos trabalhista é apresentada como boa para trabalhadores

8. Nove em cada 10 brasileiros atribuem sucesso financeiros a Deus

9. Veja aposta em Marcela para salvar Temer.

A tragédia e os gatos-mestres do jornalismo

Nessa semana, não tive cabeça para fazer contas e analisar gráficos e o texto vai ser curto. Como quase todo mundo (veremos que nem todos), fiquei abalado pela tragédia do voo da Chapecoense e mais ainda porque nela morreu um velho amigo. Se já estava mal, fiquei ainda pior ao me deparar com casos descontrolados e, ao que parece, incuráveis, do Transtorno do Gato-Mestre (TGM). A gato-mestrice pode ser descrita como a insopitável vontade de dar palpites sobre assuntos a respeito do qual nada se entende e/ou procurar lados obscuros de temas que são ou foram muito debatidos, não para descobrir realmente algo novo ou contribuir para o aumento do conhecimento sobre eles, mas apenas para parecer inteligente e, recentemente, em busca de cliques e curtidas.

Como é possível depreender da descrição, a TGM tende a atacar em maior escala algumas profissões, destacando-se, dentre elas, o jornalismo – eu mesmo sou um exemplo com 20 anos de existência. Alguns profissionais, no entanto, quando desenvolvem a TGM, tornam-se casos agudos e, com frequência, sem remissão. Tive a infelicidade de me deparar com alguns assim nessa semana, sendo o mais grave o de certo coleguinha que, em sua página no Facebook (plataforma que está para a gato-mestrice como os ratos estiveram para a Peste Negra), perguntou quem tinha pagado a passagem dos companheiros de profissão mortos no desastre.

Apoiado por seus iguais – os gatos-mestres, em geral, andam em bando, numa relação de cooperação e rivalidade das mais interessantes para quem aprecia os aspectos psicológicos das relações humanas -, o coleguinha trouxe à baila a questão como forma de demonstrar (como se ainda fosse necessário diante do que se passa no país há anos) que as empresas jornalísticas têm interesses ocultos além daqueles de informar o público de maneira fidedigna. Não lhe passou pela cabeça, porém, por exemplo, levantar a questão sobre como eram os contratos de trabalho dos colegas mortos, pois, se forem de pessoas jurídicas, abrir-se-á (também sei usar mesóclise, não é difícil) brecha para que os patrões eximam-se de pagar indenizações trabalhistas. Esta possibilidade foi levantada por outro colega, amigo de quatro das vítimas e que, apesar de sua ampla capacidade profissional, é notavelmente resiliente à gato-mestrice. Ele, como eu, sobrevive há tempo demais no ramo e sabe do que são capazes os “barões da mídia”. Por que o coleguinha não pensou nisso? Porque isso não o faz parecer mais “esperto”, “crítico”, “atento”, blá-blá-blá, e não lhe aumenta o número de curtidas e/ou seguidores (as)

Como tratei do assunto com o gato-mestre? De maneira civilizada e gentil, mandei-o se foder.

Enfim, meu amigo foi enterrado hoje. Descansará em paz, enquanto continuarei por aqui, neste vale de lágrimas, até chegar a minha vez. Por que chegará a vez de todos, até dos gatos-mestres.

Vamos falar de financiamento ao bom jornalismo?

Me dá uma mão?

Me dá uma mãozinha?

 

Vou dar uma paradinha na análise dos dados da pesquisa da FSB sobre o consumo de mídia dos deputados federais para falar sobre um assunto que tem me incomodado nas últimas semanas: como financiar o bom jornalismo.

Não creio que haja mais dúvidas sérias de que a chamada mídia corporativa no Brasil chegou a um estado tal que só resta botar os gatos para jogar terra em cima e esquecer. Simplesmente não quer acompanhar o que se passa no país no momento em que ele caminha, decidido, para o brejo. E não quer por ter vendido seu negócio por um punhado de reais a mais do governo golpista, como fez a Folha (mas não só ela). Acabou como fonte confiável para o cidadão. Foi.

Há muita gente boa que acredita que esse fato não é problema delas – “Posso viver sem jornalismo. Não muda nada na minha vida”, pensam. No entanto, a não ser que se resida num atol do Oceano Pacífico, numa escarpa entre o Butão e o Nepal, numa brenha da Amazônia ou em algum ermo semelhante, infelizmente essa independência é impossível (ao menos, indesejável). Habitando em qualquer lugar influenciado diretamente pelo que hoje entendemos por civilização é fundamental – só para ficar em dois exemplos -, ter acesso a matérias como essa para ter uma ideia do que pode acontecer com seu emprego e o que fazer com suas economias para a aposentadoria, ou essa, para estar atento ao que pensa a geração de seus filhos.

Só que é aquela coisa – não há almoço grátis, como dizia o zura do tio Milton. E nem bom jornalismo, acrescento eu. Dessa forma, temos de meter a mão no buraco do pano se quisermos ter alguém apurando matérias que nos façam pensar, ter uma visão multifacetada da realidade e nos ajude a descobrir o sentido possível num mundo cuja normalidade é o caos. Ok, está ruim para todo mundo, estou sabendo. Mas há maneiras de ajudar ainda assim, creio. Sem pretensão de apresentar uma resposta (o que, no meu caso, marrento que sou, é algo incrivelmente raro), dou meu exemplo de como lido com a situação.

Como não sou exatamente um cara que nada em dinheiro, estabeleci um teto anual, para 2016, de R$ 120,00 para minhas contribuições para cada veículo. É pouquinho, 10 “real” por mês para cada um, por que resolvi pulverizar a contribuições (você pode concentrá-las), contando que, além das assinaturas, os veículos arranjem outras formas de se manter (campanhas de crowdfunding especiais, patrocínios, investimentos de agências internacionais e até mesmo publicidade selecionada). Acredito que as contribuições podem dar um suporte mínimo, pagar uns 50% das contas (incluindo salários razoáveis), e não resolver o problema de sustentabilidade por si sós.

Na prática? Bem, a lista dos veículos dos quais sou assinante atualmente: AzMina, #Colabora, GGN, Nexo e Outras Palavras. Participei ainda de projetos de crowdfunding (aí com contribuições bem variáveis) de: Agência Pública, DCM, Farol do Jornalismo (newsletter semanal) e Observatório da Imprensa. Como dá pra ver, não sou o Pierre Omidyar e não vou construir nenhuma First Look Media, tento fazendo um favor a mim mesmo ao procurar manter o que resta de bom jornalismo aqui no Bananão. Humildemente, sugiro que você pense a respeito de fazer o mesmo.

P.S.: Segue os links, tá?

 

Oito cascatas garantem vaga no King of Kings-2016. Estadão é virtual campeão do Troféu Boimate.

A terceira seletiva do King of the Kings-2016 visava classificar mais sete finalistas para a grande final da premiação, em janeiro de 2017. No entanto, um empate na sétima colocação forçou a classificação de mais uma concorrente. Dessa forma, já são 22 as cascatas que disputarão a edição 2016 do único prêmio dedicado a reconhecer os jornalistas que mais se destacaram no esforço de esculhambar a própria profissão no Brasil neste ano.

Em termos de “cascatas por equipe”, a redação do Estado de São Paulo dificilmente perderá o “Troféu Boimate” – mesmo faltando dois meses para o fim de 2016, o time editorial do tradicional jornal dos Mesquita conta com nove indicações, número igual à soma de todos os outros concorrentes. No entanto, é bom lembrar que a Veja, por seu histórico, é “hours concours”, não disputando o título por equipes, apenas o individual.

Conheça abaixo as oito classificadas na terceira seletiva para a finalíssima do kofK-2016, na qual foram computados 150 votos:
1. Temer confessa que não houve motivo para o golpe, mídia esconde e colunista do Estado que tenta desmentir passa vexame – 21 votos (14%)
2. Folha manipula resultado de pesquisa para favorecer Temer e é flagrada – 17 (11%)
3. Época mente ao dizer que Dilma furou fila da aposentadoria – 17 (11%)
4. Folha mostra delações contra Lula e esconde as que falam de FHC e Renan – 15 (10%)
5. Estado de São toma desmentido do Procurador da Suíça por manipulação – 15 (10%)
6. Estado de São Paulo manipula pensamento de Marc Bloch e toma descompostura da neta do historiador – 13 (9%)
7. Colunista do Globo calunia Lula durante o dia e se retrata na madrugada – 11 (7%)
Veja plagia capa da Newsweek para atacar Lula – 11 (7%)