O Globo vence 3ª seletiva do King of the Kings e iguala a Folha na liderança do Troféu Boimate

Vitória fácil

Não chegou a ser surpresa. A cascata do Globo colocando a foto das malas de Geddel Vieira abaixo de uma manchete sobre Lula e Dilma venceu a terceira seletiva do King of the Kings-2017 com boa vantagem sobre a segunda colocada – a do Estadão dizendo que Temer não comprou votos do Congresso para se livrar das denúncias de corrupção. O Globo também igualou a Folha na liderança do Troféu Boimate, que premia a redação mais cascateira do país, ambas com três finalistas já classificadas para a final do King of the Kings, que se realizará em janeiro de 2018.

Após a contagem de 264 votos, as cascatas classificadas para a finalíssima foram as seguintes:

1. O Globo dá foto sobre Malas do Geddel, mas com manchete sobre Lula e Dilma. (59 votos, 22%)
2. Estadão afirma que Temer não comprou Congresso para fugir das acusações de corrupção. (45/17%)
3. IstoÉ afirma que PT tem célula dentro da PGR e domina Lava-Jato. (38/14%)
4. Míriam Leitão acusa “forças do atraso” que ajudou a pôr no poder pela tentativa de liberação do trabalho escravo. (27/10%)
5. History Channel mente a historiadores para produzir programa que deturpa a História do Brasil. (26/10%)

As cascatas que ficaram em sexto, sétimo e oitavo lugares voltarão para a última seletiva. São elas:

• Folha demite repórter com medo de seguidores de Danilo Gentilli.
• Veja já tem pronta matéria sobre condenação de Lula.
• Superinteressante fala da ameaça da Coreia do Norte aos EUA, mas esquece de falar das razões do ódio dos norte-coreanos.
• SporTv chama assassinato de torcedor de “fatalidade”

Vamos à 3ª seletiva do King of the Kings-2017!

Redações em plena atividade

 

Você vai ficar um tanto decepcionado/a, mas não há tantas cascatas assim para disputar a terceira seletiva do King of the Kings-2017. Há dois motivos básicos para o fato, creio. O primeiro é que, como já mencionei mais de uma vez, meus critérios cascatológicos, desenvolvidos em mais de duas décadas, são extremamente rígidos. Para entrar na lista de concorrentes ao KofK, a cascata precisa ser de muito baixo nível. O segundo motivo é decorrente do primeiro – o jorro de cascatas de baixo nível caiu muito desde que o Golpe de 2016 desandou e os antigos aliados começaram a ser atacados pelos veículos de comunicação, os quais também, vendo que já não detêm um controle absoluto sobre o golpe que comandaram, começaram a passar um paninho, posando, novamente, de “isentos, imparciais e objetivos”. Quem não os conhece que os compre.

Por estes motivos, são apenas dez as cascatas que estarão na disputa por uma vaga para a final de janeiro de 2018. Antes de nomeá-las, vamos às regras:

1. Você pode votar em até cinco concorrentes.
2. As cinco não classificadas voltam para a última seletiva.
3. O pleito segue até dia 19 de novembro, dando, portanto, duas semanas para você ler e votar com calma.

 

Então, vamos às concorrentes!

1. SporTV chama assassinato de torcedor de “fatalidade”.
2. Veja já tem pronta matéria sobre condenações de Lula.
3. IstoÉ usa investigação para acusar senadora que defende governo da Venezuela.
4. IstoÉ afirma que PT tem célula dentro da PGR e domina Lava-Jato.
5. Superinteressante fala da ameaça da Coréia do Norte aos EUA, mas esquece de falar das razões do ódio dos norte-coreanos.
6. O Globo dá foto sobre Malas do Geddel, mas com manchete sobre Lula e Dilma.
7. Folha demite repórter com medo de seguidores de Danilo Gentilli.
8. Míriam Leitão acusa “forças do atraso” que ajudou a pôr no poder pela tentativa de liberação do trabalho escravo.
9. History Channel mente a historiadores para produzir programa que deturpa a História do Brasil.
10. Estadão afirma que Temer não compra Congresso para fugir das acusações de corrupção.

O investimento em publicidade da Petrobras de 2011 a 2016 – III (Jornal)

Nessa semana, vamos nos debruçar sobre a distribuição de verbas da Petrobras aos jornais, no período 2011/2016.  Antes de começar, porém, como de praxe, vamos às notas metodológicas:Nessa semana, vamos nos debruçar sobre a distribuição de verbas da Petrobras aos jornais, no período 2011/2016.  Antes de começar, porém, como de praxe, vamos às notas metodológicas:

1. Há uma cisão temporal. Até 2013 (inclusive), os dados se referem a valores autorizados – empenhados, em burocratês -, não necessariamente realizados. De 2014 para cá, porém, são os valores efetivamente executados.

2. À primeira vista, manter os dois tipos de dados juntos não seria correto. No entanto, a junção não muda a tendência, no caso dos jornais (assim como ocorreu em TV), já que o fato de os valores terem sido previstos demonstra a orientação estratégica, a intenção de se investir neste meio e em determinadas empresas.

3. Como não pedi a relação previsto/realizado no período, não há como se ter uma ideia do percentual médio de execução orçamentária. Ano que vem, solicitarei essa relação.

4. Foquei a análise no G5, grupo dos cinco jornais (ou grupo de jornais) que mais receberam verbas da Petrobras no período estudado.

5. As conclusões não têm o objetivo de esgotar o assunto. Ao contrário, gostaria muito de que outros se debruçassem sobre os dados a fim de extrair deles outras visões. Creio que os que trabalham na Academia poderiam fazer este trabalho com grande proveito para todos.

6. Para facilitar esta tarefa, clique aqui para obter o arquivo zipado com todos os PDFs enviados pela Petrobras com as tabelas de 2011 a 2016.

7. As conclusões políticas – se existirem – ficam por sua conta e risco, certo?

 

Agora, vamos lá:

 

1. Diferente do caso das TVs, no qual as quatro maiores redes sempre concentraram as verbas de publicidade, nos jornais a Petrobras procurou seguir a indicação geral do Governo Federal de pulverizar a compra de espaço, estratégia que sempre contou com forte oposição das grandes organizações. A estratégia começou a ser abandonada em 2014, mas só deixada mesmo de lado em 2016, quando a distribuição assumiu o mesmo perfil da TV. Abaixo a tabela mostra a evolução da distribuição por ano, em termos percentuais:

No entanto, é bom observar que, como dito no item 2 das notas metodológicas, entre 2011 e 2013, os números se referem às autorizações de veiculação. Assim, pode ser que, das verbas autorizadas, um percentual maior tenha sido realmente usado para compra de espaço publicitário nos grandes veículos, aproximando a realização dos percentuais daqueles praticados no subperíodo seguinte. Também observe-se que os Jogos Olímpicos foram realizados no Rio e este fato pode ter contribuído para a concentração, já que dos R$ 9.171.968,82 destinados aos cinco jornais enfocados, R$ 7.823.837,88 (85,3%) foram para os jornais do Infoglobo (O Globo/Extra), Estado de São Paulo e Folha, notadamente os do primeiro grupo, que ficaram com R$ 3.995.443,79 (43,56% da verba destinada aos três e 39,15% do total geral destinado ao meio jornal).

2. O ano de 2014 foi totalmente fora da curva: nada menos do que 37,29% do total da verba publicitária destinada aos jornais no período (R$ 111.491.752,47) foi executada neste ano – R$ 41.578.408,07. O motivo, claro, foi a realização da Copa do Mundo.

 

 

 

Os jornais do Infoglobo foram os mais aquinhoados no período, o que não surpreende dados os fatos de que ambos estão na cidade onde se encontra a sede da Petrobras e que houve a concentração no ano de 2016, apontada no item 2 acima. Interessante observar o cuidado da companhia em equilibrar a distribuição da verba de publicidade no que se refere aos principais jornais de São Paulo.

 

1. Impressionam logo à primeira vista as curvas dos jornais do Infoglobo, do Estado de São Paulo (até fins de 2012, junto com o Jornal da Tarde) e da Folha, representação visual do sobe e desce da destinação das verbas publicitárias a esses veículos por parte da Petrobras. Mesmo levando-se em conta a mudança de metodologia de 2013 para 2014 e da realização da Copa do Mundo neste último ano, o aumento de 883,41%, da verba para a Folha, de 787,81%, referente ao Estado de São Paulo, e de 581,85%, no caso do Infoglobo, foi excessivo. Este fato comprova-se com a queda de 428,19%, no primeiro caso, 456,97%, no segundo, e de 512,04%, no terceiro, na comparação 2014/2015.

2. As curvas do Valor e do Correio Braziliense são mais suaves em relação à distribuição de verbas, mas chamam a atenção por outro fato: de 2015 para 2016 houve uma inversão, com o jornal de Brasília passando a receber uma verba significativamente maior que o jornal de economia, resultante do salto de 548,11% no subperíodo do primeiro, e da queda de 333,58% do segundo. Essa inversão já ocorrera em 2012 (verbas autorizadas, sempre bom lembrar), mas não fora tão flagrante.

3. Na comparação ponta a ponta de 2014/2016 – ou seja, no subperíodo em que as verbas foram efetivamente usadas -, o Valor também foi o jornal que mais saiu perdendo, com uma redução de 1.376,56% na verba de publicidade da estatal, contra 456,89%, do Estadão, 312,20% (Folha), 256,22% (O Globo) e 155,87% (Correio).

Vamos à segunda seletiva do King of the Kings-2017!

O meio do ano já chegou! O tempo voa mesmo, como dizia minha avó. Então, é hora da segunda seletiva para o King of the Kings-2017! Das dez concorrentes desta seletiva, quatro estão na repescagem da primeira e seis são novas. Antes de começar, vamos às regras, como sempre.

1. Você pode votar em até seis concorrentes.

2. Também dessa vez, as quatro não classificadas terão nova chance na próxima seletiva.

3. A votação vai até o próximo domingo, dia 16.

E vamos às concorrentes!

1. Estado de São Paulo acusa erradamente juiz do Amazonas de ligação com facção criminosa e ele passa a ser ameaçado por outra.

2. Site 247 recebe informação de leitor, não checa e publica que presidente do Bird criticou governo por acabar com programas sociais.

3. Elio Gaspari defende que Temer deve ficar porque “ruim com ele, pior sem ele”. (Folha e Globo).

4. Procuradores da PGR dão “coletiva em off” para vazar nomes da Lista da Odebrecht. (Vários).

5. Estadão afirma que 59 milhões de tuiteiros apoiaram Dória em polêmica com Amazon.

6. Jornalista da GloboNews festeja recessão e desemprego por devolver poder de compra aos brasileiros.

7. Estudante tem a cabeça quebrada por cassetete empunhado por policial e a Folha o descreve como “homem trajado de PM”

8. Veja acusa Lula de usar Dona Marisa para escapar de Moro.

9. Miriam Leitão afirma ter sido agredida por petistas durante voo, mas ninguém vê.

10. Folha usa perito Molina para desqualificar gravações de Joesley Batista que mostram Temer cometendo diversos

 

Investimentos em publicidade da Administração Direta do Governo Federal (2011-2016) – IV (Internet)

Já cansou? Vamos! Está quase chegando ao fim! Nessa semana, o foco vai para o investimento publicitário da Administração Direta do Governo Federal em internet – na próxima, será a vez do rádio, depois do apanhado geral e c‘est fini! Quer dizer…A parte da Administração Direta…Depois haverá os dados da Secom que apareceram miraculosamente após a pentelhação; a Administração Indireta (se os órgãos responderem, o que está longe de ser certo)…Mas não ponhamos a carroça a adiante dos bois, como dizia Vó Sinhá.

Primeiro, os dados sobre a internet, então.

 

Antes da análise, um toque importante: os números englobam as operações na internet atreladas às outras mídias. Por exemplo, no que se refere ao Grupo Globo são dos sites dos Infoglobo e, da Rede Globo (G1 dentro); da Folha, o site do jornal (mas não o UOL) etc.  É meio óbvio, eu sei, mas não custava nada deixar ainda mais claro, né?Então, vamos à análise.

Análise

1. O ano em que a Administração Direta federal “descobriu “ a internet foi 2012. Do ano anterior para este, houve um acréscimo de 99,86%.

2. Nesse duplo carpado, todo mundo se deu bem, mas ninguém como o UOL, que deu suas piruetas para frente e obteve um aumento de 340% (de R$ 316.642,52 para R$ 1.076.403,30 o que pode ser explicado pelo fato de ser o maior portal de língua portuguesa do mundo. Bem também se deram o Terra (+ 108%) e a Folha, que teve um salto percentual de inacreditáveis 545,13%, mas, em termos absolutos, recebeu pouco menos de R$ 64 mil.

3. Na série, o ano de maior investimento foi 2014, ano da Copa do Mundo, com  R$ 9.114.043,62 – 477,18% acima do investido em 2011 e 242,5% mais do que no ano anterior (R$  3.758. 322,15).

4. Neste ano, em termos absolutos, o Grupo Globo foi o maior beneficiado com R$  3.701.147,11 (40,61%), mas, se observarmos que o investimento no GG engloba as operações internet de todos os veículos do grupo, então, proporcionalmente, o mais bem aquinhoado foi o UOL, que, sozinho, abocanhou R$  2.077.539,87 (22,79%) do total.

5. Com o fim da Copa, houve uma queda em 2015 de era de 49,61%, com uma recuperação de 32,56% em 2016, ano de Jogos Olímpicos.

6. No total do período, o Grupo Globo foi o que mais recebeu investimentos em internet do Governo Federal, com um total de R$  10.186.324,07. No entanto, levando-se em consideração o exposto no item 4, o UOL, com 25%, foi o mais beneficiado. O gráfico abaixo mostra a situação geral.

Investimentos em publicidade da Administração Direta do Governo Federal (2011-2016) – II (Jornal). Ou “é pentelhando que se recebe” .

O que não faz uma pressãozinha exercida por um chato de galochas, né? Você deve lembrar que tenho cortado um dobrado há dois meses para obter os dados sobre a publicidade do Governo Federal fornecidos pela Secom desde o ano 2000. Usando a Lei de Acesso à Informação (LAI), fiz o pedido dos dados e a secretaria disse que só era responsável pela programação da Administração Direta (Presidência e ministérios), me chutando para os demais órgãos se eu quisesse mais informações. Recorri até a CGU, que pediu uns 70 dias para obter as informações. Pois bem. Na terça-feira, tive uma sensação e fui olhar de novo o lugar em moravam as planilhas e…voilá! Lá estavam os dados que a Secom dissera que não era obrigação dela obter. Aliás, tem até mais: o investimento publicitário das empresas que não concorrerem no mercado (ou seja, fora BB, Caixa, Petrobras e Correios, basicamente) e a AD.

No entanto, não vou interromper a numeralha do investimento da Administração Direta do Governo Federal, que comecei semana passada. Os motivos são dois:

1. Gosto de terminar o que começo.
2. Os dados de investimento que estou usando remetem ao que foi concretizado, em termos de anúncios. Já os que agora, após a empentelhação, a Secom disponibilizou, referem-se ao que foi programado para ser gasto – o que, na Administração Pública, chama-se empenho -, mas que pode ou não ter sido realmente efetivado. Esses dados servem para análises mais estratégicas, para saber, por exemplo, se o governo está gastando menos em jornais do que em internet, como se poderia esperar dada a queda de audiência e alcance dos primeiros e o crescimento concomitante da segunda mídia.

Para obter o que equivalente dos números da AD que estou mostrando na Administração Indireta – principalmente empresas estatais -, aproveitei o mole da Secom de ter escrito que devia procurar as empresas, já comecei a pedir dados iguais a elas. Até o momento, BB, Caixa e Petrobras, a primeiras felizardas, não se dignaram a responder, mas eu, claro, continuarei pentelhando.

Dito tudo isso, vamos aos dados de investimento em publicidade da AD federal nos três principais jornais do país, entre 2011 e 2016.

20170604_tabela_jornais

20170604_gráfico_jornais

Análise
1. Salta aos olhos a queda ocorrida de R$ 1.804.228,30 para R$ 718.786,40 entre 2012 e 2013 – cerca de 60%.

2. Esse novo – e muito mais baixo – patamar foi mantido até 2015, apesar da recuperação parcial de R$ 400.092,46, em 2014, que reduziu a perda de publicidade da Folha, Estado de São Paulo e O Globo para 38% do valor de 2012.

3. A recuperação total veio apenas em 2016, quando o valor total até superou o ano-base (2012) – R$ 1.839.431,24 contra R$ 1.804.228,30.

4. O maior dado da série é o de 2011, quando o investimento em publicidade da AD federal nos três maiores jornais do país atingiu R$ 1.919.224,43. Esse montante deve ser superado em 2017, pois, como mostra a tabelinha abaixo – apenas nos primeiros três meses do ano em curso, o montante já atingiu R$ 1.241.470,52, ou seja 64,7% do total de 2011 (e 67,5% do total de 2016).

20170604_tabela_jornais_1tri_2017

5. Tomando-se o ano com o patamar mais alto da série (2011) e comparando-o com o mais baixo (2013), o jornal que mais perdeu, percentualmente, foi O Estado de São Paulo, com 67,1% de redução, seguido pelo Globo (- 65,3%) e Folha, com -54,3%.

6. Já na retomada 2015/2016, o jornal dos Frias foi o mais beneficiado, com uma elevação 227,77%, com o dos Mesquita ficando com 168,33%, enquanto o dos Marinho teve de contentar-se com um crescimento “apenas” na casa de dois dígitos (81,62%).

7. Apesar de ter severas dúvidas sobre uma ligação mecânica entre as verbas publicitárias e os fatos políticos, não há como que os dados sugerem essa ligação de uma maneira mais forte nos jornais do que nas TVs. No período 2013-2015, quando a verba publicitária destinada aos três grandes jornais do país caiu drasticamente, estes elevaram em muito sua agressividade contra o governo federal, ao passo que, na retomada de 2016, ano transcorrido em sua maior parte sob o governo #ForaTemer, Folha, Estado e O Globo foram bem mais suaves em relação ao Governo Federal.

Foto da Folha leva primeira seletiva do King of the Kings-2017. Equilíbrio marca Troféu Boimate.

A Folha, que colocou foto de uma manifestação de 2016 pelo impeachment de Dilma como se fosse o do fracassado ato do MBL de 26 março passado, venceu a primeira seletiva para o King of the Kings-2017, que escolherá a maior cascata do ano, com 77 dos 544 votos computados (14%). Numa demonstração de que a competição será muito equilibrada em 2017, o Troféu Boimate para a redação que mais procura enganar seu público não teve uma que se destacasse – cinco tiveram um voto (o outro não contou por ser uma cascata geral). O KofK e o Boimate procuram reconhecer aqueles jornalistas e empresas que mais se destacam na busca pelo total avacalhamento do jornalismo praticado no Brasil – a história e a galeria dos premiados estão na faixa lá em cima.

Veja os resultados da seletiva:

1. Folha usa foto de manifestação de 2016 para mostrar que protesto do MBL de 2017 foi um sucesso. (77 votos/14% do total)

2. Maluco conhecido diz ter levado mala de dinheiro para Lula e IstoÉ dá capa. (72/13%)

3. Exame usa exemplo de Mick Jagger para defender reforma da Previdência. (71/13%)

4. Apresentadora da Record diz que índios deviam ficar sem remédios contra malária para morrerem. (61/11%)

5. Delegado da PF diz que não de precisa de provas para prender Lula, apenas “timing” certo. (Veja) (57/10%)

6. PF afirma que carne é enxertada com papelão e vitamina C é cancerígena e veículos publicam sem checar (Vários). (57/10%)

 

As quatro cascatas que não conseguiram classificar-se para a final, a ser disputada em janeiro de 2018, terão nova oportunidade na segunda seletiva. Foram elas:

Estado de São Paulo acusa erradamente juiz do Amazonas de ligação com facção criminosa e ele passa a ser ameaçado por outra.

Site 247 recebe informação de leitor, não checa e publica que presidente do Bird criticou governo por acabar com programas sociais

Procuradores da PGR dão “coletiva em off” para vazar nomes da Lista da Odebrecht. (Vários)

Elio Gaspari defende que Temer deve ficar porque “ruim com ele, pior sem ele”. (Folha e Globo).