O Troféu Elaine Rodrigues

O Prêmio Marcos de Castro para Boas Reportagens na Internet é o contraponto ao King of the Kings, que reconhece quem esculhamba o jornalismo brasileiro, cascateando em cima do leitor. Para o Troféu Boimate, que premia a redação mais cascateira, porém, ainda não havia um oposto. Por sanar esse problema, agora que o PMC chega a sua segunda seletiva, lanço o Troféu Elaine Rodrigues. O Prêmio Marcos de Castro para Boas Reportagens na Internet é o contraponto ao King of the Kings, que reconhece quem esculhamba o jornalismo brasileiro, cascateando em cima do leitor. Para o Troféu Boimate, que premia a redação mais cascateira, porém, ainda não havia um oposto. Por sanar esse problema, agora que o PMC chega a sua segunda seletiva, lanço o Troféu Elaine Rodrigues.

Conheci Elaine na Comunicação da UFF, onde chegara dois anos antes de mim, que lá aportara em 1980.  Apesar das discordâncias políticas significativas (ela era do MR-8, quem viveu aquela época sabe o que significava), fiquei encantado com a inteligência e clareza de raciocínio e exposição dela. Tivemos pouco contato na época, pois ela logo começou a trabalhar em jornalismo, acumulando com outros afazeres profissionais.

Alguns anos depois, calhou de sermos eleitos para a diretoria do Sindicato dos Jornalistas, onde, novamente, encantei-me com sua inteligência e tranquilidade (e também com a habilidade de datilografar velozmente sem olhar para o teclado). Já nessa época, nossas posições políticas estavam mais próximas (acontece muito, jovens), mas, infelizmente, bem distantes da maior parte da diretoria da entidade e acabamos expulsos dela. Mais um tempo de separação até que nos encontramos pela última vez no Globo, eu como pauteiro, ela como repórter da área de saúde (e, se não me falha a memória já idosa, de educação). Neste momento, a minha admiração cresceu de maneira exponencial. Pude testemunhar as várias madrugadas que ela passou lendo os Diários Oficiais do Estado e do Município para buscar pautas (“é aqui que saem as sacanagens”, costumava dizer), que, generosamente como sempre, me passava.

A última vez que a vi foi alguns meses antes de ela falecer de um câncer na mama de origem genética (a mãe e avó morreram do mesmo mal), num encontro casual na Rua do Ouvidor.  Estava com minha companheira na época, que testemunhou os pouco mais de cinco minutos de conversa (sobre um escândalo na área de saúde, não me lembro mais qual). Nos despedimos e não tínhamos andado nem dez passos quando minha companheira, mulher de grande Inteligência e perspicácia, comentou: “Ivson, que mulher inteligente!”.

Sim, era. Mas não só e nem principalmente. Para mim, ficou, mais até do que a inteligência pela qual aprendi a admirá-la, o exemplo de coragem e generosidade. Por essa admiração totalmente pessoal, faço essa modesta homenagem. Bem, vamos ao resultado da segunda seletiva do PMC e as primeira parcial do Troféu Elaine Rodrigues.

1. As estranhas condenações dos “terroristas” brasileiros (Agência Pública): 16 votos (14% do total de 113 votos).
2. Fuja dos impostos no Brasil: funde uma igreja (Nacionais.Net): 13 (12%).
3. Censo de 1872: o retrato do Brasil da escravidão (Nexo): 12 (11%).
4. PM assassina menor e revolta família (Ponte): 11 (10%).
5. Mato Grosso, a terra da chacina no campo (Nexo) : 10 (9%).
6. “Malta files”: 148 brasileiros têm contas no paraíso fiscal do Mediterrâneo (Agência Sportlight): 10 (9%).
7. Dívida ativa de empresas atinge bilhões (Volt): 8 (7%).
8. Banalizada, senzala vira nome de restaurantes e casas de show (Colabora): 8 (7%).

Apenas sete concorrentes deveriam ser classificadas, mas como houve empate na sétima colocação, entram as duas. As classificadas em 8º, 9º e 10º lugares voltam na próxima seletiva.

Agora, a classificação no Troféu Elaine Rodrigues, após as duas primeiras rodadas:

1. Ponte Jornalismo, Agência Pública, Agência Sportlight e Nexo: 2
2. Poder360, Jota, AosFatos, Nacionais.Net, Volt e Colabora.

Foto da Folha leva primeira seletiva do King of the Kings-2017. Equilíbrio marca Troféu Boimate.

A Folha, que colocou foto de uma manifestação de 2016 pelo impeachment de Dilma como se fosse o do fracassado ato do MBL de 26 março passado, venceu a primeira seletiva para o King of the Kings-2017, que escolherá a maior cascata do ano, com 77 dos 544 votos computados (14%). Numa demonstração de que a competição será muito equilibrada em 2017, o Troféu Boimate para a redação que mais procura enganar seu público não teve uma que se destacasse – cinco tiveram um voto (o outro não contou por ser uma cascata geral). O KofK e o Boimate procuram reconhecer aqueles jornalistas e empresas que mais se destacam na busca pelo total avacalhamento do jornalismo praticado no Brasil – a história e a galeria dos premiados estão na faixa lá em cima.

Veja os resultados da seletiva:

1. Folha usa foto de manifestação de 2016 para mostrar que protesto do MBL de 2017 foi um sucesso. (77 votos/14% do total)

2. Maluco conhecido diz ter levado mala de dinheiro para Lula e IstoÉ dá capa. (72/13%)

3. Exame usa exemplo de Mick Jagger para defender reforma da Previdência. (71/13%)

4. Apresentadora da Record diz que índios deviam ficar sem remédios contra malária para morrerem. (61/11%)

5. Delegado da PF diz que não de precisa de provas para prender Lula, apenas “timing” certo. (Veja) (57/10%)

6. PF afirma que carne é enxertada com papelão e vitamina C é cancerígena e veículos publicam sem checar (Vários). (57/10%)

 

As quatro cascatas que não conseguiram classificar-se para a final, a ser disputada em janeiro de 2018, terão nova oportunidade na segunda seletiva. Foram elas:

Estado de São Paulo acusa erradamente juiz do Amazonas de ligação com facção criminosa e ele passa a ser ameaçado por outra.

Site 247 recebe informação de leitor, não checa e publica que presidente do Bird criticou governo por acabar com programas sociais

Procuradores da PGR dão “coletiva em off” para vazar nomes da Lista da Odebrecht. (Vários)

Elio Gaspari defende que Temer deve ficar porque “ruim com ele, pior sem ele”. (Folha e Globo).

Com saudade? Pois vamos à primeira seletiva do King of the Kings-2017!

Já estamos em abril! Rápido, né? Então, já é hora da primeira seletiva do King of the Kings de 2017! Selecionei dez matérias e sei que você vai reclamar (“mas teve muito mais”) e devo concordar. No entanto, como faço há alguns anos – desde que os coleguinhas de redação perderam de vez a noção e a vergonha e passaram a cascatear como se não houvesse amanhã -, tenho sido muito rígido na escolha das cascatas que chegam à seletiva: elas precisam ser bem escancaradas, cabeludas mesmo, para chegarem ao seu escrutínio.
Como sempre, comecemos pelas regras:

1. Você pode votar em até seis (6) concorrentes entre as dez da lista.
2. Você ainda terá uma nova chance de votar nas quatro não classificadas, pois elas voltarão na próxima seletiva.
3. A votação terminará no próximo domingo, 9 de abril.

Agora, às concorrentes:

1. Estado de São Paulo acusa erradamente juiz do Amazonas de ligação com facção criminosa e ele passa a ser ameaçado por outra.

2. Apresentadora da Record diz que índios deviam ficar sem remédios contra malária para morrerem.

3. Exame usa exemplo de Mick Jaegger para defender reforma da Previdência.

4. Delegado da PF diz que não de precisa de provas para prender Lula, apenas “timing” certo. (Veja)

5. Maluco conhecido diz ter levado mala de dinheiro para Lula e IstoÉ dá capa.

6. Site 247 recebe informação de leitor, não checa e publica que presidente do Bird criticou governo por acabar com programas sociais

7. Procuradores da PGR dão “coletiva em off” para vazar nomes da Lista da Odebrecht. (Vários)

8. PF afirma que carne é enxertada com papelão e vitamina C é cancerígena e veículos publicam sem checar (Vários).

9. Folha usa foto de manifestação de 2016 para mostrar que protesto do MBL de 2017 foi um sucesso.

10. Elio Gaspari defende que Temer deve ficar porque “ruim com ele, pior sem ele”. (Folha e Globo).

 

Empreiteiras e veículos de comunicação, uma longa relação

Hoje vai ser rápido aqui, mas muito mais longo fora. Não sei se mencionei aqui – no facebook tenho certeza de que sim -, estou lendo “Estranhas catedrais: as empreiteiras brasileiras e a ditadura civil-militar, 1964-1988”, tese de doutorado na UFF de Pedro Henrique Pedreira Campos, professor do Departamento de História e Relações Internacionais da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, editada pela EdUFF.

A pesquisa trata dos primórdios da relação entre as empreiteiras que hoje estrelam a Lava-Jato e o Estado brasileiro no tempo da ditadura civil-militar de 1964 (aquele tempo em que não havia corrupção no país, segundo alguns). Não vou enganá-lo/a – é leitura difícil mesmo, até por ter havido pouco esforço por parte dos editores para apagar as origens acadêmicas da obra. Estou há dois ou três meses capinando sentado em cima dela e só cheguei a cerca de 60% das 444 páginas (é certo, porém, que fiz leituras paralelas que lhe paralisaram o avanço por uns tempos). No entanto, se você quiser não falar muita besteira sobre a relação de odebrechts, queiroz galvões, andrades gutierrez et caterva com as sucessivas administrações do Brasil, a obra é incontornável.

Para os jornalistas, o capítulo 3 é o mais interessante por enfocar as relações entre a imprensa e as empreiteiras. Nesta parte é que encontramos apanhado sobre como os empreiteiros corrompiam – não há outra palavra – os grandes veículos de comunicação. É este subcapítulo que copiei do livro e disponibilizo em pdf aqui. São umas sete páginas que valem a pena ler.

Com vocês, o Prêmio Marcos de Castro de melhor reportagem na internet

Como quase todo brasileiro, sou muito de reclamar, mas pouco de apresentar soluções ou apontar exemplos positivos. Tentando mudar um pouco esse hábito, estou instituindo o Prêmio Marcos de Castro de melhor reportagem, com o objetivo de ser um contraponto ao tradicional King of the Kings, que há anos reconhece aqueles coleguinhas que se esforçam para avacalhar o jornalismo brasileiro por meio das cascatas mais descabeladas. O Marcos de Castro – homenagem a um dos jornalistas mais íntegros que conheci e meu mestre na arte, hoje quase perdida, de copidescar matérias jornalísticas-, porém, tem algumas regras diferentes do KofK. Vamos a elas:

1. Só concorrem matérias publicadas na internet, podendo ser em texto, vídeo ou outro tipo de narrativa. Veículos impressos, porém, estão fora. O motivo é tentar igualar os concorrentes, pois um veículo impresso denota maior capacidade econômica.

2. Pelo mesmo motivo, só entram na disputa veículos brasileiros que não tenham ligação com grupos jornalísticos, econômicos ou políticos daqui ou de fora. Poderão ter acordos de parceria para publicação de conteúdo, mas não remuneração direta. As matérias também não poderão fazer parte de projeto que tenha recebido apoio de instituições de quaisquer dos tipos citados.

3. Não há problema se os editores dos sites enviarem sugestões de matérias a serem incluídas para disputar o prêmio, dada a sua natureza positiva. Elas serão julgadas pelos leitores como as outras que vierem de outras fontes.

Espero que vocês colaborem com o Prêmio Marcos de Castro tanto quanto ajudam no King of the Kings (e, por meio deste, com Troféu Boimate, que premia a redação mais cascateira). Por fim, aviso que já estou recebendo inscrições.

Mapa do Tesouro 2 – Onde encontrar mais jornalismo de qualidade na internet

Cento de dezessete compartilhamentos, 259 reações, 14.991 pessoas alcançadas. Caramba, sabia que a galera estava sedenta de jornalismo de qualidade, mas só tive ideia de quanto ao publicar, antes de sair de férias, post com uma lista personalíssima de sites que considero fazer um bom trabalho em Bruzundanga-Bananão e ter o retorno citado. Diante da resposta, e também por ter lembrado de um monte de outros sites legais, publico o Mapa do Tesouro 2. Como o primeiro, é muito pessoal, de sites que curto e/ou acho importantes, e por isso não vai ser completo nunca e não agradará a todos. Espero mesmo que você faça a sua lista – e se quiser compartilhar comigo, ficarei feliz e honrado.

Então, vamos lá.
Geledés: Ser negro no Brasil é terrível, mas tem coisa pior: ser mulher negra. Daí a importância do Geledés Instituto da Mulher Negra, entidade que existe fará 29 anos em abril próximo e tem como foco principal (mas não único) as questões que tocam esta parcela da sociedade daqui.

Ponte Jornalismo: É tiro, porrada e bomba. Não podia ser diferente num veículo especializado em cobrir segurança pública, direitos humanos e justiça em Bruzundanga-Bananão. Seu enorme time de jornalistas e colaboradores de diversas áreas produz matérias a respeito de assuntos que a grande imprensa hegemônica (ou grande, ou corporativa, nunca sei como tratar…Mas você entendeu) prefere ignorar – e, quando não o faz, prefere o viés criminalizante. A Ponte tem uma parceria forte com o site da Carta Capital, revista que lhe publica o conteúdo, num modelo que devia ser explicado no site de ambos.

Consultor Jurídico: Em 2010, segundo a OAB, Bruzundanga-Bananão tinha 1.240 cursos de direito contra 1.100 de todos os outros países do mundo somados e embolados. Assim, não é de admirar que haja um monte de sites (sem falar de blogs) sobre Direito. O mais antigo é o veteraníssimo Consultor Jurídico, que a Dublê Editorial mantém na rede desde 1997 (só um ano mais novo que a Coleguinhas, portanto), tendo construído grande credibilidade durante esses 20 anos e também desenvolvido os Anuários de Justiça cujo foco são tribunais superiores (STF, STJ, TST, TSE e STM), na Justiça Federal, Tribunais Regionais do Trabalho e na Justiça Estadual (TJ-SP, TJ-RJ, TJ-MG e TJ-RS).

Jota: Criado por seis jornalistas e um engenheiro de telecomunicações, é o mais diversificado nos serviços que oferece, indo da simples assinatura até cobertura de fusões e análise de riscos.

Justificando: O slogan é “mentes inquietas pensam Direito” e por isso é o único que não usa terno e gravata todo o tempo, apresentando vídeos bem-humorados no “Explica aí” e no “Coisas que você precisa saber”. Tem parceria com a Carta Capital, como a Ponte, com quem forma uma boa dupla para aqueles que pretendem ter uma visão ampla da Justiça em Bruzundanga-Bananão.

Congresso em Foco: Escrevi (no primeiro Mapa do Tesouro) que sites políticos não entravam na lista. Isso queria dizer sites com viés para um lado do espectro político. Não é o caso do Congresso em Foco. Na rede desde fevereiro de 2004, é o mais antigo dos sites que focalizam o dia a dia da política de Bruzundanga-Bananão. É tão conceituado que o prêmio que distribui anualmente como reconhecimento aos parlamentares que honram os votos que receberam é colocado no currículo dos vencedores. Vive de anúncios e de assinaturas, as quais dão direito à revista, em versões impressa e digital, que começou a circular em 2011.

Poder360: Reivindica o título de “operação jornalística nativa digital sobre política e assuntos do poder mais antiga em atividade contínua na internet brasileira”, por ter entrado em rede em 18 de abril de 2000. É uma afirmação discutível, já que era apenas uma página de política escrita pelo megapremiado (e, às vezes, polêmico) Fernando Rodrigues, hoje diretor de redação. Como Poder360 mesmo, não tem nem um ano (passou a ter este nome em novembro passado). A par disso, é um site que procura enfocar mais a análise da política, embora também cubra o dia a dia do Congresso, uma linha que parece ser mais forte ainda no serviço Drive Premium, voltado para empresas. (Aviso: o editor, Tales Faria, é amigo de quase 30 anos).

Os Divergentes: Tales também faz parte deste interessante…hããã…”blog coletivo”?… Bem, seja o que for reúne outros quatro jornalistas com larga quilometragem na cobertura de política – Andrei Meireles, Helena Chagas, Ivanir José Bortot e Orlando Brito. A análise é a força quase exclusiva deste site, cuja apresentação é hilária.

Farol Reportagem: Como a Agência Sportlight, do Lúcio de Castro (citado no Mapa do Tesouro 1), é veículo de um homem só, no caso Lúcio Lambranho, catarinense que trabalhou em Brasília (inclusive no Congresso em Foco), e resolveu voltar pra terrinha. O foco é Santa Catarina, mas, às vezes, espraia para o âmbito nacional. O site foi indicado pela leitora Andréa Lenora, de Floripa. Muito legal isso e dou força para você fazer o mesmo – mande uma sugestão que eu dou uma olhada e se achar que vale, boto numa futura lista. Não tem garantia de aparecer numa, mas que vou lá, vou.

Farol Jornalismo: Seguindo fachos de farol, damos com este aqui. Só que não é site, é uma newsletter semanal editada pelo casal Marcela Donini e Moreno Osório, cujo foco total é especular e analisar os caminhos do jornalismo – até porque Marcela e Moreno são jornalistas intelectuais mesmo, professores e tudo o mais. Sou assinante antigo e cocei o bolso para ajudá-los a manter o bom (e praticamente único por aqui) trabalho.

Objethos: Já que entrei na seara dos jornalistas intelectuais falo deste site, formado exclusivamente por pesquisadores das federais de Santa Catarina (onde surgiu, no departamento de Jornalismo, claro), Paraná e Fluminense (Niterói). O foco absoluto é a ética jornalística e faz parte da Rede Nacional de Observatórios (Renoi), que, para falar a verdade, não tinha a menor ideia que existia e parece mortinha, já que as últimas postagens são de 2013. Aviso: uma das pesquisadoras associadas é Sylvia Moretzohn, amiga de 30 anos.

Observatório da Imprensa: Falar de observatório e jornalismo tem que falar do dinossáurico OI – surgiu em abril de 96, mês e pouco antes da Coleguinhas, tendo ainda uma versão impressa na época. Dirigido pela lenda do jornalismo brasileiro Alberto Dines, tem o apoio do Projor – Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo e projeto original do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), mas andou malzinho das pernas, tendo que fazer um crowdfunding para se manter (colaborei e até ganhei camiseta). Ao que parece, porém, já está em forma de novo, apesar de, devido à mudança nos ventos políticos, tenha sido banido da EBC, tanto na TV quanto no rádio. Aviso: a chefe de redação do programa de TV era Emília Ferraz, amiga de…Ah! Você já sabe de quanto tempo.

Acusação de suborno do NYT pelo PT vence o King of the Kings de maior cascata de 2016

A acusação do colunista da Época Guilherme Fiúza de que o New York Times recebeu pagamento do PT para criticar #foraTemer, publicada em junho, foi eleita como maior cascata de 2016 pelos leitores da Coleguinhas. No pleito, que contou com o maior número de sufrágios (2.670) dentre as suas nove edições, a cascata da semanal da Editora Globo susperou por apenas dois votos – 171 a 169 – a segunda colocada, o lero da Veja de que Lula pediria asilo na Itália para escapar da Lava-Jato, chorumelada em março.

Abaixo as Dez Mais das cascatas de 2016, com seus respectivos autores (quando identificados):

 

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Alguns comentários sobre a eleição cascatal de 2016:

1. O título individual foi da Época, mas o melhor desempenho cascatal por equipe foi da redação do Estado de São Paulo, que, por este motivo, conquistou o Troféu Boimate

2. A redação do jornal cinquentecentão de São Paulo também teve o maior número de cascatas entre as Top Ten (3)

3. Metade das Dez Mais foi publicada em revistas semanais, com Época e Veja dividindo a primazia, com duas cascatas cada.

4. Numa divisão por assunto, a tentativa de encobrir o golpe de estado parlamentar e a Lava-Jato diretamente foram objeto de três cascatas cada, ficando ataques pessoais à presidente Dilma e o RP puro e simples para o Golpista, com duas.