Acusação de suborno do NYT pelo PT vence o King of the Kings de maior cascata de 2016

A acusação do colunista da Época Guilherme Fiúza de que o New York Times recebeu pagamento do PT para criticar #foraTemer, publicada em junho, foi eleita como maior cascata de 2016 pelos leitores da Coleguinhas. No pleito, que contou com o maior número de sufrágios (2.670) dentre as suas nove edições, a cascata da semanal da Editora Globo susperou por apenas dois votos – 171 a 169 – a segunda colocada, o lero da Veja de que Lula pediria asilo na Itália para escapar da Lava-Jato, chorumelada em março.

Abaixo as Dez Mais das cascatas de 2016, com seus respectivos autores (quando identificados):

 

20170129_tabela-kofk

 

Alguns comentários sobre a eleição cascatal de 2016:

1. O título individual foi da Época, mas o melhor desempenho cascatal por equipe foi da redação do Estado de São Paulo, que, por este motivo, conquistou o Troféu Boimate

2. A redação do jornal cinquentecentão de São Paulo também teve o maior número de cascatas entre as Top Ten (3)

3. Metade das Dez Mais foi publicada em revistas semanais, com Época e Veja dividindo a primazia, com duas cascatas cada.

4. Numa divisão por assunto, a tentativa de encobrir o golpe de estado parlamentar e a Lava-Jato diretamente foram objeto de três cascatas cada, ficando ataques pessoais à presidente Dilma e o RP puro e simples para o Golpista, com duas.

Rufem os tambores! Que comece a eleição da maior cascata de 2016!

Não, meu caro/minha cara, 2016 ainda não acabou – sobrou um compromisso importante a ser quitado: a eleição da maior cascata do ano. Esta é a nona vez que o pleito é realizado de maneira seguida (em era anterior da Coleguinhas, era realizado de maneira esporádica). O King of the Kings – desculpe a falta de modéstia – é único no cenário do jornalismo brasileiro por não haver outro que reconheça o esforço e a determinação dos coleguinhas na busca pela completa desmoralização da própria profissão, quebrando aquele contrato tácito de que o jornalista deveria apenas contar a verdade da melhor maneira que pudesse a fim de que o leitor fizesse seu julgamento. Caso você tenha interesse em ver os premiados desde 2008 e a origem do nome do prêmio é só ir em “Hall da Infâmia do King of the kings”, aí na aba superior.
Este ano, são 28 cascatas na disputa e as regras e dicas para a eleição são as seguintes:

1. Você pode votar em até 14 concorrentes. Não é proibido de votar em menos, mas, francamente, creio que você vai é achar o número bem limitado, dada a qualidade das cascatas (e a consequente falta de vergonha na cara das matérias).

2. Como é uma final – o que obriga a uma responsabilidade maior no ato de votar -, o prazo normal de uma semana será estendido para duas, a fim de que você pese com calma antes sufragar suas escolhidas. Assim, a eleição termina em 29 de janeiro.

3. Caso você tenha alguma dúvida sobre uma ou mais cascatas específicas, os links para elas estão aqui do lado direito.

Então, vamos lá! Vote! Premie aqueles que mais tentaram engabelá-lo/a com mentiras, meias-verdades e manipulação.

Estadão conquista o Troféu Boimate de redação mais cascateira de 2016. Últimas concorrentes ao Kofk são definidas.

Após um ano e quatro seletivas, chegamos às 28 finalistas do King of the Kings-2016, com a escolha das últimas seis candidatas. A definição encerrou também a disputa pelo título de redação mais cascateira do país – a vitória coube aos coleguinhas do Estado de São Paulo, que emplacaram 9 das 28 candidatas a maior cascata do ano (32%). Um desempenho tão excepcional que mesmo que a Veja não fosse “hours concours” a redação do Estadão teria vencido.

Vejam a agora as escolhidas na última seletiva do King of the Kings-2016.

1. O Globo apresenta reforma que ataca direitos trabalhistas como boa para trabalhadores – 44 votos

2. Veja aposta em Marcela para salvar Temer – 36

3. Temer chama entrevista ao Roda-Viva de “propaganda” – 33

4. Só Estadão vê 600 mil pessoas protestando em Copacabana – 21

5. Folha publica notícia antiga para expor blogs de esquerda – 16

6. Lula é indiciado após Lava-Jato anunciar investigação no Governo FHC (Época) – 12
Na semana que vem começa a votação para a escolha da maior cascata de 2016. Prepare-se!

A quarta (e última) seletiva para o King of the Kings-2016

Fim de ano chegando, é hora da última seletiva para a finalíssima do King of the Kings-2016, marcada para janeiro. O KofK, como você talvez saiba, é a única premiação a reconhecer, desde 2008, a determinação e o esforço dos coleguinhas em sua labuta por desmoralizar irremediavelmente o jornalismo brasileiro (os premiados dos anos anteriores estão na faixa lá de cima, no “Hall da Infâmia”). Desde o ano passado, há também o Troféu Boimate, que premia a redação mais cascateira.

Como acontece há alguns anos, desde que os coleguinhas entraram num frenesi cascateiro, espero até o finzinho do ano para realizar a votação das últimas concorrentes. Este ano, como estarei viajando a partir do dia 30, terei de torcer para que nenhuma grande cascata role nos dois dias finais de 2016 para que não haja uma grande injustiça.Se acontecer tentarei atualizar, mas não posso dar certeza.

Bom, antes de passar à lista, seguem as duas regrinhas do pleito:

1. Você pode votar em até sete (6) concorrentes entre as 8 da lista. (ATUALIZAÇÃO: são 9 agora. Tive que botar a capa da Veja com a Marcela #ForaTemer)

2. A votação terminará no domingo, dia 8 de janeiro.

Passemos às concorrentes, pois.

1 .Veja é multada por divulgar pequisa eleitoral sem registro

2. Folha publica notícia antiga para expor blogs de esquerda

3. Lula é indiciado após Lava-Jato anunciar investigação no Governo FHC

4. Temer chama entrevista ao Roda-Viva de “propaganda”

5. IstoÉ insinua ameaça de petistas a delatores

6. Só Estadão vê 600 mil pessoas protestando em Copacabana

7. O Globo apresenta reforma que ataca direitos trabalhista é apresentada como boa para trabalhadores

8. Nove em cada 10 brasileiros atribuem sucesso financeiros a Deus

9. Veja aposta em Marcela para salvar Temer.

Oito cascatas garantem vaga no King of Kings-2016. Estadão é virtual campeão do Troféu Boimate.

A terceira seletiva do King of the Kings-2016 visava classificar mais sete finalistas para a grande final da premiação, em janeiro de 2017. No entanto, um empate na sétima colocação forçou a classificação de mais uma concorrente. Dessa forma, já são 22 as cascatas que disputarão a edição 2016 do único prêmio dedicado a reconhecer os jornalistas que mais se destacaram no esforço de esculhambar a própria profissão no Brasil neste ano.

Em termos de “cascatas por equipe”, a redação do Estado de São Paulo dificilmente perderá o “Troféu Boimate” – mesmo faltando dois meses para o fim de 2016, o time editorial do tradicional jornal dos Mesquita conta com nove indicações, número igual à soma de todos os outros concorrentes. No entanto, é bom lembrar que a Veja, por seu histórico, é “hours concours”, não disputando o título por equipes, apenas o individual.

Conheça abaixo as oito classificadas na terceira seletiva para a finalíssima do kofK-2016, na qual foram computados 150 votos:
1. Temer confessa que não houve motivo para o golpe, mídia esconde e colunista do Estado que tenta desmentir passa vexame – 21 votos (14%)
2. Folha manipula resultado de pesquisa para favorecer Temer e é flagrada – 17 (11%)
3. Época mente ao dizer que Dilma furou fila da aposentadoria – 17 (11%)
4. Folha mostra delações contra Lula e esconde as que falam de FHC e Renan – 15 (10%)
5. Estado de São toma desmentido do Procurador da Suíça por manipulação – 15 (10%)
6. Estado de São Paulo manipula pensamento de Marc Bloch e toma descompostura da neta do historiador – 13 (9%)
7. Colunista do Globo calunia Lula durante o dia e se retrata na madrugada – 11 (7%)
Veja plagia capa da Newsweek para atacar Lula – 11 (7%)

Tem eleição para o King of the Kings também! Vamos à terceira seletiva!

Não é só na eleição para vereador e prefeito que você tem possiblidade de exercer o direito do voto. Começa hoje a terceira seletiva para a final do prêmio King of the Kings-2016, que, como você talvez saiba, desde 2008 reconhece o esforço dos coleguinhas das redações em esculhambar completamente o jornalismo do país. A finalíssima do prêmio, que já tem 14 concorrentes (veja ao lado), será em janeiro de 2016.
Desta vez, vou fazer um pedido especial. É que o Facebook, por algum motivo que não sei exatamente qual é, mas desconfio, cortou minha possiblidade de impulsionar a publicação, visando que ela chegue ao conhecimento de um número maior de pessoas. Como a plataforma, só apresenta os posts a apenas 4% dos meus amigos e seguidores gratuitamente, eis que o colégio eleitoral fica restrito. Assim, mais do que nunca, preciso que você compartilhe o King of the Kings. Desde já, muito obrigado pela ajuda.
Vamos às regras do pleito:

1. Você pode votar em até sete (7) concorrentes entre as 14 da lista.

2. Você ainda terá uma nova chance de votar nas sete não classificadas, pois voltarão em outras seletivas.

3. A votação terminará no domingo, dia 9 de outubro.

 

Agora, as concorrentes:

1. Folha mostra delações contra Lula e esconde as que falam de FHC e Renan.

2. Colunista do Globo calunia Lula durante o dia e se retrata na madrugada.

3. Valor depõe Dilma Rousseff.

4. Estado de São Paulo mente sobre investigação e é desmentido pela Procuradoria da Suíça.

5. Estado de São Paulo infla lista de apoio a Moro.

6. Estado de São Paulo não ouve defesa de Lula sobre sítio de Atibaia.

7. Veja mente sobre salário de Aderbal Freire-Filho.

8. Estado de São Paulo manipula pensamento de Marc Bloch e toma descompostura da neta do historiador.

9. Folha manipula resultado de pesquisa para favorecer Temer e é flagrada.

10. Veja é multada por divulgar pequisa eleitoral sem registro.

11. Veja plagia capa da Newsweek para atacar Lula.

12. Temer confessa que não houve motivo para o golpe, mídia esconde e colunista do Estado que tenta desmentir passa vexame.

13. Folha publica notícia antiga para expor blogs de esquerda.

14. Época mente ao dizer que Dilma furou fila da aposentadoria.

 

A fraude da Folha e o chute no balde

A fraude – desculpe aí, mas Glenn Greenwald e Erick Dau estão certos, não tem outra palavra – que a Folha cometeu ao divulgar pesquisa dizendo que 50% dos brasileiros querem que #foraTemer continue no governo, quando a verdade inteiramente diferente, quase oposta, para mim confirma que os donos dos veículos impressos de comunicação simplesmente chutaram o balde, desistiram do negócio – ou passaram a considerá-lo apenas um acessório de outros, em ramos diferentes. Confirma porque não foi o primeiro desatino editorial cometido nos últimos anos: centenas, talvez milhares, de matérias anteriores insuflaram o golpe de estado ora em andamento, os exemplos são numerosos e os mais significativos podem ser consultados por quem se interessar no Hall da Infâmia do King of the Kings (aí em cima).

Você pode argumentar que não foi o Otavinho que editou a lambança. Poderia ser assim se fosse uma cascata normal, dessas que a Folha edita três ou quatro vezes por semana. Essa não. Mentir deliberadamente para o leitor não está na alçada da direção de redação – arriscado demais, é decisão para dono, para quem manda, para quem toma as decisões estratégicas.

E sabe do que mais? Do ponto de vista de um dono de jornal, de cara que pensa apenas na última linha do balanço, aquela em que se vê se houve lucro ou prejú, a decisão de Otavinho é defensável.

Dê uma olhada nesta dupla tabela/gráfico. Ela foi montada a partir daquela pesquisa realizada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República publicada ano passado, com dados apurados no fim de 2014, que vimos exaustivamente por aqui, e antes, portanto, da “débâcle” da circulação ocorrida ao longo de 2015 e início deste ano e apontada pelos números de IVC, também vistos por aqui (aliás, falaremos sério sobre os dados do IVC semana que vem, ok?).

 

 

Frequência de leitura de jornais por idade
Não precisa nenhum estatístico para ver qual o problema. Três em cada quatro brasileiros simplesmente não leem jornal. Nunca. Muito ruim, mas há mídia em situação pior – as revistas. Veja (com trocadilho, por favor).

 

Frequência de leitura de revistas por idade
O problema dos veículos impressos não se restringe ao Brasil, obviamente, e os dados obtidos pelo Pew Research Center e divulgados há pouco demonstram isso nos Estados Unidos. Esta situação se estende a quase todos os países, nos quais os jornais há muito deixaram de ser fontes primárias de notícias, como se vê nos gráficos abaixo, retirados do Digital News Report, edição 2015, publicado pelo Reuters Institute de Oxford – o primeiro mostra a variação dos meios como fontes primárias de notícias na Alemanha e na Dinamarca; o segundo a distribuição desta mesma variável por 15 países, incluindo o Bananão.

 

Reuters Institute Digital News Report 2015_Variação de fontes de notícias_Alemanha e Dinamarca.png

 

Reuters Institute Digital News Report 2015_Fontes de notícias por país.png
A diferença entre lá fora e aqui é a atitude dos “publishers” no que diz respeito ao declínio inexorável dos veículos impressos. Enquanto potências como New York Times e o grupo Axel Spring, da Alemanha, se viram procurando tornar suas reputações, construídas durante décadas, fontes de receitas por meio de novas ferramentas e produtos, os donos de veículos brasileiros definiram que, já que suas reputações nunca valeram de muito mesmo, vão radicalizar o que sempre fizeram: usar as publicações como armas apontadas para os Executivos visando tomar deles o que puderem em termos de publicidade oficial.

É dentro deste conceito que pode ser vista a fraude perpetrada pela Folha e capturada (haha) pelo The Intercept. Como jamais desenvolveram capacidades gerenciais reais, dedicando-se apenas a aprender as melhores formas de mamar nas tetas governamentais, os “publishers” tupinambás resolveram raspar o tacho – armaram o golpe e, agora, com o governo de #foraTemer no poder, partem com tudo para cima das verbas publicitárias manejadas pelo notório Eliseu Padilha. Se, pela boa, conseguirem emplacar um tucano em 2018 (se não alcançarem a meta de melar as eleições presidenciais até lá, o que seria melhor), terão mais cinco anos (é o novo período de mandato presidencial, lembra?) para saquear o que restar – se sobrar algo.

Se der tudo errado e a esquerda voltar ao poder, então se verá o que fazer. Uma opção para todos seria a “solução Abril”: vender parte minoritária das ações (como os Civita fizeram para o Naspers, em 2006) e/ou ir fundo no “branded content” (matéria ou publicações inteiras que falam de um tema de forma jornalística, mas pagas por anunciante ou grupo de anunciantes – um passo além do publieditorial, pois não há aviso de que é matéria paga em lugar algum). A autorização, por parte de #foraTemer, permitindo que o Grupo Globo repasse indiretamente as suas concessões poderia ser um passo preliminar para a primeira ideia. O Grupo Folha da Manhã, nesse contexto, está numa posição muito boa, pois, hoje, o jornal, além de arma para assaltar os cofres públicos, é pouco mais do que um gerador de tráfego para o UOL, a “rede Globo” dos Frias.

Assim, quando mestre Bob Fernandes pergunta se os donos das empresas de comunicação não sabem que as pessoas estão vendo a hipocrisia deles no processo político pelo qual o país passa atualmente, a resposta é sim. Sabem. Só não se importam.

P.S.: Você seguiu os links, certo?