Mapa do tesouro: onde encontrar jornalismo de qualidade na internet

A Infoglobo mandou mais 30 embora na outra semana e passou os jornalistas que sobraram para nova redação, no prédio erguido na Marques de Pombal, fruto de uma operação pra lá de estranha e que deu até em demissão de poderoso. A medida de economia – por que se tratou disso, certo? – foi disfarçada pela desculpa de transformar a cultura do jornal de impresso para o “digital first”, um santo graal que nem jornais mais ricos e com direção bem mais competente, como NYT, Washington Post, The Guardian ou El País, alcançaram.

Como o desenvolvimento previsível da ação é uma queda ainda maior da qualidade do produto, os cidadãos terão que se virar sozinhos para ter acesso a jornalismo de qualidade – não apenas “conteúdo” supostamente do mesmo quilate. Aí bate a perplexidade: onde um jornalismo assim pode ser encontrado? Bom lugar para você começar é este levantamento divulgado em meados do ano passado pela Agência Pública e que continua sendo incrementado com a ajuda dos internautas. Quem quiser ir além, pode consultar este estudo oriundo do México, também de 2016, com indicações de toda a América Latina.

Esses dois estudos já bastam, mas como sou gato-mestre (jornalista sempre é, não tem jeito), ponho aqui uma listinha própria, que comecei a publicar na página da Coleguinhas na plataforma do Zuck. Não é exaustiva e tive como outro critério de escolha, além do que considero qualidade jornalística (que pode ser muito diferente do que você considera), a ausência de militância política explícita. Assim, veículos que admiro, acompanho e com os quais até contribuo, como Conexão Jornalismo, Tijolaço, GGN, Outras Palavras, Diário do Centro do Mundo, Sul21 e outros, ficaram de fora. Ok? Vamos lá:

Agência Pública: É dos poucos que não tem problemas de grana (um de seus financiadores é a Open Society, de George Soros). Mantém gente boa no seu conselho consultivo, como Ricardo Kotscho e Leonardo Sakamoto, mas quase fica de fora da lista pela mania, típica da mídia corporativa, de ouvir só um lado em alguns temas – na série “Amazônia em Disputa” (financiada pela norte-americana Climate and Land Use Alliance, mantida pelas fundações Ford, Packard (HP), Moore (Intel) e Cargill) só foi enfocado quem era contra hidrelétrica, por exemplo. No entanto, do jeito que anda o jornalismo no Brasil, e como eles só vacilam mesmo no tema meio ambiente, botei na listinha.

Agência Sportlight: É a caçula da lista, tendo começado há dois meses, e também um prodígio – a segunda matéria publicada (sobre o estranho crescimento da rede de restaurante Riba) já virou destaque na Veja-Rio. É tocada por Lúcio de Castro, um repórter multipremiado, e filho (aqui vai a primeira de uma série de avisos ao leitores sobre minhas ligações pessoais) do imenso, magnífico, Marcos de Castro. Ele foi um dos mais brilhantes jornalistas com que convivi. Por uns 15 dias, no Globo, tentou me ensinar a ser um bom redator – não conseguiu, evidentemente, mas não por culpa dele – e, anos depois, em protesto contra uma demissão injusta minha pela qual se sentiu responsável (não era), pediu demissão do JB em solidariedade.

Aos Fatos: Tendo como diretora de jornalismo a vascaína fanática Tai Nalon, o AF assume o estilo zagueiro-zagueiro do Odvan: checa as afirmações dos políticos, confrontando-as com dados públicos e atribui-lhes um selo: verdadeira, imprecisa, exagerada, falsa ou insustentável. Sem firula. O AF faz parte do International Fact-Checking Network (IFCN), que, como o nome diz, é uma rede internacional de checadores, aquela que foi chamada pelo Facebook para combater as notícias falsas. Bruzundanga-Bananão é representado no consórcio também pela Agência Lupa e a já citada Agência Pública.

AZMina – Sabe a doçura feminina? Não passou nem no bairro aqui. É a revista eletrônica de um projeto educacional voltado para conscientização, empoderamento (ok, também não gosto da palavra, mas o conceito é meio novo, daqui a pouco a gente acostuma), defesa e auxílio das mulheres. É extremamente focado o que faz a publicação ser muito consistente, apesar da multiplicidade e diversidade das colaboradoras.

Gênero & Número: As questões de gênero e o jornalismo de dados se encontraram, deram aquela mirada, se aproximaram e, de repente, apareceu este bebê. O G&N ainda está engatinhando, mas já virou xodó do Vovô Iv, ao ser tão promissor e necessário por enfocar o universo feminino e de outros gêneros partindo de dados.

Marco Zero Conteúdo – Os conterrâneos não negam a raça – vão direto ao ponto: “Para manter a independência, não recebemos patrocínios de governos, empresas públicas ou privadas. Por isso, precisamos da doação das pessoas que acham importante para a sociedade e para a democracia a existência de um jornalismo que investigue as questões com profundidade, qualidade e independência”. Tem parceria com a Agência Pública no Truco, a checagem de dados de declarações de políticos, mas voltado só para Pernambuco.

Meus Sertões: Mais Nordeste, dessa vez no semiárido. A ideia é “descobrir e contar histórias relacionadas às 1.133 cidades do semiárido brasileiro”, pois a região “apesar de sua diversidade, costuma ser retratada de forma preconceituosa pelos meios de comunicação, com ênfase na seca e tragédia. Nossa proposta é mostrar todos os aspectos da vida sertaneja, debater questões cruciais e promover a cultura da região”. Novo aviso: sou suspeito – o criador do site, Paulo Oliveira, é amigo de mais de 30 anos e um dos jornalistas que mais admiro.

Mulheres 50+ : AzMina é bacana, mas, como elas mesmo apregoam, se dirige às moças até 40 anos (provavelmente porque todas as suas mantenedoras têm menos do que essa idade). Só que, obviamente, a vida das mulheres (e nossa também, embora ninguém tenha me perguntado a respeito) não acaba aos 40 – alguns dizem mesmo que começa exatamente nessa idade, mas aí é exagero. Mulheres 50+ cobre a lacuna com competência e sensibilidade. Outro aviso: sou muito suspeito com esse aqui também – das sete mantenedoras do site, tive a imensa honra de trabalhar com seis, sendo fã de todas.

Nexo: É um dos meninos grandes da vizinhança, junto com a Agência Pública, mas, diferente desta, não especifica de onde vem a grana (desculpe, mas não dá para manter aquela estrutura de pessoal, administração e tecnologia na base do pinga-pinga de assinatura). Apresenta um conteúdo bem acima da média não só dos independentes como até mesmo da maioria dos jornalões, mas me chateia em dois pontos, que são interligados: a arrogância típica dos paulistas da USP e da Poli, na linguagem e abordagem dos temas, e a mania de tacar gráficos cheios de bossa na cara dos leitores sem contextualização, de uma maneira que só gente com alguma base de estatística consegue ler (e com dificuldade, às vezes).

Projeto Colabora: Também sou meio suspeito pra falar desse aqui por ser amigo de metade da direção e conhecer a outra metade, sem falar de um monte de colaboradores (há um monte muito maior). O foco é em sustentabilidade e inclusão social, mas faz incursões por outras áreas bacanas, sempre “com um olhar + criativo, tolerante e generoso”.

Como avisei antes – e dá para notar pelo número de suspeições -, é uma lista bem pessoal. Dou força para que você faça a sua, partindo ou não desta lista ou das publicadas pela Agência Pública e pela mexicana Factual. Com um pouco de paciência, ao fim do processo, você terá acesso a um conteúdo jornalístico de qualidade e sob medida, pelo qual poderá pagar sem se arrepender (Ei! Jornalista tem supermercado e condomínio para pagar também, amigo/a!).

FÉRIAS!
Após quase 21 anos, resolvi dar férias da Coleguinhas para vocês. Ao longo destes anos, sempre arranjei uma maneira de publicar algo aos domingos, estivesse em Londres, Curitiba, Istambul, Recife, Santorini ou São Miguel do Gostoso. Dessa vez, porém, resolvi parar mesmo e só retornar em março, após o Carnaval. Então, fique na paz e até a volta!

Acusação de suborno do NYT pelo PT vence o King of the Kings de maior cascata de 2016

A acusação do colunista da Época Guilherme Fiúza de que o New York Times recebeu pagamento do PT para criticar #foraTemer, publicada em junho, foi eleita como maior cascata de 2016 pelos leitores da Coleguinhas. No pleito, que contou com o maior número de sufrágios (2.670) dentre as suas nove edições, a cascata da semanal da Editora Globo susperou por apenas dois votos – 171 a 169 – a segunda colocada, o lero da Veja de que Lula pediria asilo na Itália para escapar da Lava-Jato, chorumelada em março.

Abaixo as Dez Mais das cascatas de 2016, com seus respectivos autores (quando identificados):

 

20170129_tabela-kofk

 

Alguns comentários sobre a eleição cascatal de 2016:

1. O título individual foi da Época, mas o melhor desempenho cascatal por equipe foi da redação do Estado de São Paulo, que, por este motivo, conquistou o Troféu Boimate

2. A redação do jornal cinquentecentão de São Paulo também teve o maior número de cascatas entre as Top Ten (3)

3. Metade das Dez Mais foi publicada em revistas semanais, com Época e Veja dividindo a primazia, com duas cascatas cada.

4. Numa divisão por assunto, a tentativa de encobrir o golpe de estado parlamentar e a Lava-Jato diretamente foram objeto de três cascatas cada, ficando ataques pessoais à presidente Dilma e o RP puro e simples para o Golpista, com duas.

Rufem os tambores! Que comece a eleição da maior cascata de 2016!

Não, meu caro/minha cara, 2016 ainda não acabou – sobrou um compromisso importante a ser quitado: a eleição da maior cascata do ano. Esta é a nona vez que o pleito é realizado de maneira seguida (em era anterior da Coleguinhas, era realizado de maneira esporádica). O King of the Kings – desculpe a falta de modéstia – é único no cenário do jornalismo brasileiro por não haver outro que reconheça o esforço e a determinação dos coleguinhas na busca pela completa desmoralização da própria profissão, quebrando aquele contrato tácito de que o jornalista deveria apenas contar a verdade da melhor maneira que pudesse a fim de que o leitor fizesse seu julgamento. Caso você tenha interesse em ver os premiados desde 2008 e a origem do nome do prêmio é só ir em “Hall da Infâmia do King of the kings”, aí na aba superior.
Este ano, são 28 cascatas na disputa e as regras e dicas para a eleição são as seguintes:

1. Você pode votar em até 14 concorrentes. Não é proibido de votar em menos, mas, francamente, creio que você vai é achar o número bem limitado, dada a qualidade das cascatas (e a consequente falta de vergonha na cara das matérias).

2. Como é uma final – o que obriga a uma responsabilidade maior no ato de votar -, o prazo normal de uma semana será estendido para duas, a fim de que você pese com calma antes sufragar suas escolhidas. Assim, a eleição termina em 29 de janeiro.

3. Caso você tenha alguma dúvida sobre uma ou mais cascatas específicas, os links para elas estão aqui do lado direito.

Então, vamos lá! Vote! Premie aqueles que mais tentaram engabelá-lo/a com mentiras, meias-verdades e manipulação.

Estadão conquista o Troféu Boimate de redação mais cascateira de 2016. Últimas concorrentes ao Kofk são definidas.

Após um ano e quatro seletivas, chegamos às 28 finalistas do King of the Kings-2016, com a escolha das últimas seis candidatas. A definição encerrou também a disputa pelo título de redação mais cascateira do país – a vitória coube aos coleguinhas do Estado de São Paulo, que emplacaram 9 das 28 candidatas a maior cascata do ano (32%). Um desempenho tão excepcional que mesmo que a Veja não fosse “hours concours” a redação do Estadão teria vencido.

Vejam a agora as escolhidas na última seletiva do King of the Kings-2016.

1. O Globo apresenta reforma que ataca direitos trabalhistas como boa para trabalhadores – 44 votos

2. Veja aposta em Marcela para salvar Temer – 36

3. Temer chama entrevista ao Roda-Viva de “propaganda” – 33

4. Só Estadão vê 600 mil pessoas protestando em Copacabana – 21

5. Folha publica notícia antiga para expor blogs de esquerda – 16

6. Lula é indiciado após Lava-Jato anunciar investigação no Governo FHC (Época) – 12
Na semana que vem começa a votação para a escolha da maior cascata de 2016. Prepare-se!

A quarta (e última) seletiva para o King of the Kings-2016

Fim de ano chegando, é hora da última seletiva para a finalíssima do King of the Kings-2016, marcada para janeiro. O KofK, como você talvez saiba, é a única premiação a reconhecer, desde 2008, a determinação e o esforço dos coleguinhas em sua labuta por desmoralizar irremediavelmente o jornalismo brasileiro (os premiados dos anos anteriores estão na faixa lá de cima, no “Hall da Infâmia”). Desde o ano passado, há também o Troféu Boimate, que premia a redação mais cascateira.

Como acontece há alguns anos, desde que os coleguinhas entraram num frenesi cascateiro, espero até o finzinho do ano para realizar a votação das últimas concorrentes. Este ano, como estarei viajando a partir do dia 30, terei de torcer para que nenhuma grande cascata role nos dois dias finais de 2016 para que não haja uma grande injustiça.Se acontecer tentarei atualizar, mas não posso dar certeza.

Bom, antes de passar à lista, seguem as duas regrinhas do pleito:

1. Você pode votar em até sete (6) concorrentes entre as 8 da lista. (ATUALIZAÇÃO: são 9 agora. Tive que botar a capa da Veja com a Marcela #ForaTemer)

2. A votação terminará no domingo, dia 8 de janeiro.

Passemos às concorrentes, pois.

1 .Veja é multada por divulgar pequisa eleitoral sem registro

2. Folha publica notícia antiga para expor blogs de esquerda

3. Lula é indiciado após Lava-Jato anunciar investigação no Governo FHC

4. Temer chama entrevista ao Roda-Viva de “propaganda”

5. IstoÉ insinua ameaça de petistas a delatores

6. Só Estadão vê 600 mil pessoas protestando em Copacabana

7. O Globo apresenta reforma que ataca direitos trabalhista é apresentada como boa para trabalhadores

8. Nove em cada 10 brasileiros atribuem sucesso financeiros a Deus

9. Veja aposta em Marcela para salvar Temer.

Os deputados e os veículos de comunicação – VIII (Redes Sociais-3)

E assim, não mais que de repente, chegamos ao fim da análise da pesquisa da FSB o consumo de mídia dos deputados federais.

Mentira – demorou pacas e você não aguentava mais. Mas, enfim, essa é a última coluna sobre o tema, a terceira falando apenas da interação dos nobres parlamentares com as redes sociais – no caso, se compartilham e/ou postam ou não. Como sempre, comecemos recordando os pontos básicos da metodologia usada pela FSB:

1. O universo abrange apenas os deputados federais.

2. Foram ouvidos 230 parlamentares de 26 partidos, nos dias 8 e 9 de março.

3. A escolha foi aleatória, mas observou-se a proporcionalidade das bancadas.

4. Partidos com apenas um representante não fazem parte da amostra por permitirem a identificação dos respondentes.

5. Para 2016, as respostas alcançam apenas o primeiro trimestre.

6. Só duas redes sociais foram enfocadas – Facebook e Twitter.

Sigamos, então:

Gráfico 1

20161225_relatorio_midia_e_politica_fsb_2016_postagens_wp

 

Gráfico 2

20161225_relatorio_midia_e_politica_fsb_2016_compartilhamento_wp

 

Análise

1. No caso das postagens, repete-se, com mais vigor, uma observaação algo surpreendente – os deputados mais jovens (abaixo de 40 anos), escrevem menos vezes nas redes do que seus colegas mais velhos – 50% postam “sempre” (18%) ou “às vezes (32%), contra, por exemplo, 56% dos parlamentares com idades acima de 60 anos (32% “sempre”, 24% “às vezes”). O percentual é abaixo também da média geral de 55% (24% e 31%, respectivamente). Os mais jovens, que viveram a maior parte de suas vidas tendo a internet presente, parecem ser mais retraídos em relação ao meio do que seus colegas mais velhos, talvez por terem acompanhado mais de perto, como usuários, os seus problemas.

2. Note-se-se, porém, que o “nunca” em termos de postagem é bem mais consistente em relação as postagens. Das quatro faixas etárias, somente a penúltima (51-60 anos) fica abaixo da média geral, de 17% (13% para ser exato). Este fato parece indicar que, apesar e duvidarem das redes, os deputados não as desprezam mais do que os colegas mais velhos.

3. Já a resposta “sempre” mostra uma discrepância bem maior, com variações de 6 pontos percentuais abaixo da média de 24% (na faixa até 40 anos) a mais 8 p.p., entre os deputados com mais de 61 anos. Pode bem ser que esta diferença indique um esforço dos parlamentares mais antigos (ou de suas assessorias) de fazê-los parecer “mais modernos” aos olhos dos eleitores e também de estar mais perto deles, contornando os meios mais tradicionais.

4. O escrito sobre as postagens, vale para o tema compartilhamento. Também quando se trata dessa ação, os deputados mais jovens menos assíduos, compartilhando 49% no somatório de “sempre” (16%) com “às vezes” (33%), sendo superados por todas as outras faixas etárias, principalmente pela que lhe é imediatamente superior, na qual o percentual chega a 56% (29% mais 27%). Se neste último caso, o percentual é igual à média geral – apesar da composição diferente (24% e 32%, respectivamente) -, é amplamente inferior à faixa de 41 a 50 anos, 7 p.p.

Das três colunas sobre a relação entre os deputados e as redes sociais, percebe-se que, apesar de estarem atentos a elas, os parlamentares ainda lhes dão um peso menor em comparação aos meios tradicionais, até por confiar muito menos nelas do que neles. Dessa forma, a influência das redes, pelo menos no que diz respeito aos congressistas brasileiros, é pequena. Esses números, porém, mudar dentro em pouco, já que estão previstas novas eleições gerais em 2018 e, ainda, com a surpreendente eleição recente de Donald Trump para a presidência dos EUA, numa campanha que não só apoiou-se quase totalmente nas mídias sociais, como até em confronto direto com as mídias tradicionais.

Os deputados e os veículos de comunicação – VII (Redes Sociais-2)

Esta é a segunda parte da análise da pesquisa da FSB sobre o consumo de mídia dos deputados federais no que se refere às redes sociais (ainda haverá mais uma). Nesta semana, o foco recai sobre a importância dada pelos parlamentares à repercussão nas mídias sociais de sua atuação no Congresso e também às menções pessoais, tanto em geral quanto no recorte por idade.

Recordando as notas sobre a metodologia:

1. O universo abrange apenas os deputados federais.
2. Foram ouvidos 230 parlamentares de 26 partidos, nos dias 8 e 9 de março.
3. A escolha foi aleatória, mas observou-se a proporcionalidade das bancadas.
4. Partidos com apenas um representante não fazem parte da amostra por permitirem a identificação dos respondentes.
5. Para 2016, as respostas alcançam apenas o primeiro trimestre.
6. Só duas redes sociais foram enfocadas – Facebook e Twitter.

Vamos lá:

20161218_relatorio_midia_e_politica_fsb_2016_repercussao_geral_wp

20161218_relatorio_midia_e_politica_fsb_2016_repercussao_pessoal_wp

20161218_relatorio_midia_e_politica_fsb_2016_repercussao_por_idade_wpAnálise

1. A média da repercussão pela atuação política (gráfico 1) é de 5,3 pontos. No entanto, 41% se encontram acima da média, enquanto 28% estão abaixo dela.

2. Já o gráfico 2 (atuação pessoal), a média é levemente superior (5,6 pontos) e o percentual daqueles que se importam mais sobe para 46%, contra 27% abaixo.

3. O gráfico de idade mostra que a faixa que vai de 41 a 50 anos mostra um preocupação acima da média com a repercussão na mídia social, seja sobre a atuação política (5,7%), seja no que se refere às menções pessoais (6%). Os percentuais são significativamente maiores do que os apresentados na faixa seguinte (51 a 60), que ficam em 5% e 5,3%, respectivamente, em ambos os casos abaixo da média geral.

4. O cruzamento dos três primeiros itens aponta para um crescimento da atenção dos parlamentares no que diz respeito às mídias sociais nos próximos anos. A previsão, porém, pode sofrer variações fortes após as eleições gerais marcadas para 2018, quando é prevista uma renovação maciça no Parlamento.