Investimentos em publicidade da Administração Direta do Governo Federal (2011-2016) – I (TV)

Muito bem. Conforme prometido, vamos à numeralha da verba de publicidade do governo federal, no que tange à Administração Direta, ou seja, Presidência e ministérios. Antes, alguns comentários:

1. Normalmente, começo do geral para o específico. Dessa vez, porém, para mudar um pouco, farei o contrário, indo do específico – ou seja, de cada meio – para o geral. Assim, só no fim veremos os números por empresa (nem comecei a calcular ainda).

2. É sempre bom lembrar que o grosso da publicidade federal vem da Administração Indireta, especialmente das empresas de economia mista. Assim, só quando tiver os dados, que estou há meses pedindo à Secom por meio da LAI, saberemos se a participação por meio e empresa são correspondentes nos dois tipos.

3. Reuni os números de 2011 a 2016 (os que estão na base de dados da Secom aberta ao público), deixando 2107 separado porque só há números disponíveis até março.

4. Sugiro cautela se alguém quiser tirar conclusões políticas dos dados. É importante ter em mente o item 2 e também que as atitudes e ações políticas são determinadas por outros fatores tão poderosos quanto o dinheiro sonante – às vezes até mais.

Bem, então vamos lá. Começarei com o meio TV e as grandes redes nacionais. Primeiro, os totais anuais investidos no meio.

20170528_tabela_secom_tv

Análise

1. O ano de maior investimento foi 2013, com R$ 76,3 milhões.
2. O menor foi 2016, com R$ 49,7 milhões.
3. Confrontados os anos de 2013 e 2016, houve queda de 34,82% no investimento.
4. No período 2013-2016, a maior redução ocorreu entre 2014 e 2015, com uma queda de 28,06%. O fato deveu-se, muito provavelmente, ao drástico corte de gastos patrocinado pelo então ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
5. Até 2016, o investimento em publicidade da AD ainda não havia recuperado o nível de antes de 2013. Pelo contrário – em relação a 2015, o ano passado apresentou redução de 7,44%.
6. Em relação ao início da série (2011), a redução em 2016 foi de 20,80%.

 

Agora, vamos ver a participação no bolo publicitário da AD por rede de TV, entre 2011 e 2016.

20170528_graficos_secom_tv

Análise
1. Como seria de se esperar, a Rede Globo, por ser a mais assistida, detém a maior participação, com 50% ou mais do bolo em cinco dos seis anos. A exceção foi 2014, quando ficou com 49%, fato surpreendente, já que, em ano de Copa do Mundo, seria mais provável que o percentual se mantivesse acima dos 50% por ser a Globo a rede dominante na transmissão no esporte nacional, influindo mesmo, diretamente, sem seu gerenciamento.
2. O percentual da Globo só voltou a superar os 50% em 2016, retornando ao patamar de 55% de 2013, mas ainda inferior ao pico de 58% atingido em 2012.
3. Nota-se claramente que à queda 6 pontos percentuais (55% para 49%) de participação da Globo, em 2013, correspondeu avanço quase idêntico da Record, de 21% para 26%.
4. A diferença, em termos percentuais, para a Globo, entre o pico de 2013 e o vale de 2015, foi de 37,11%, muito superior às perdas das outras redes, conforme se pode observar na tabela abaixo:

20170528_tabela_secom_AD_variacao_globo

 

Por fim, o gráfico comparativo da participação das emissoras na verba publicitária nos primeiros trimestres de 2016 e 2017.

20170528_secom_AD_comparacao_globo-2017_1tri_2016_1tri

Observa-se a queda de 4 p.p. da participação da Globo, com o crescimento de 8 p.p. do SBT e 3% da Bandeirantes.

A volta e a volta do JB

Não sou lá muito esperto e não há muito o que eu possa fazer diante dessa predisposição genética, ainda mais agora que estou idoso. Assim, não cheguei a me surpreender por não ter entendido quando, há mais ou menos um mês, Osmar Resende Peres Filho adquiriu o título o Jornal do Brasil, que pertencia a Nelson Tanure desde 2000, e, no embalo, anunciou que ele voltaria às bancas, deixando de ser apenas digital, como ocorre desde 2010.

A minha incompreensão nem era tanto por Catito, como é conhecido, ir contra a corrente e voltar ao mundo impresso quando, dizem os sábios, o caminho rumo ao digital é inexorável. Afinal, se você organizar a coisa direito, o digital amplia o alcance do impresso, que nem precisa ter uma tiragem enorme para atingir um público grande. O problema era o porquê um cara do ramo de restaurantes (Fiorentina e Bar Lagoa, no Rio, Piantella, em BSB) iria voltar ao jornalismo com uma operação tão arriscada. Sim, voltar porque Resende Peres Filho já foi dono da TV Panorama, afiliada da Globo em Juiz de Fora, onde possuía a rádio do mesmo nome, e ainda tivera uma passagem-relâmpago pelo Jornal do Sports (mas não rápida o suficiente para evitar ser processado na Justiça do Trabalho).

Ainda bem, porém, que há gente realmente esperta nesse mundo. Sobraram até algumas no jornalismo, como é o caso de Consuelo Diegues, da Piauí. Um tempo para você ler a matéria assinada por ela, que nem é extensa, para os padrões da revista do João Moreira Salles. 1, 2, 3…..

Leu? Então sacou, como eu, é que o “revival” do ex-“jornal da Condessa” às bancas é, na verdade, uma volta do Tanure na Anatel, jogada para poder sentar à mesa de controle da Oi. Um lugar bem amplo, pois, diferente do que está na matéria da Consuelo, Tanure não seria mais dono de apenas 7% das ações de tele, mas de algo entre 22% e 25%, contando suas participações em outras fontes, também acionistas da companhia.

“Ok, mas por que raios o Tanure quer tanto ser influente numa empresa que deve R$ 65 bilhões a mais de 60 mil pessoas físicas e jurídicas?”, perguntará você, com toda a razão. A explicação para o aparente contrassenso está no PLC 79/2016, aquele que, dizem muitos, daria de presente R$ 100 bilhões em bens de telecomunicação da União às teles. Estes seriam bens que retornariam à União em 2025, para a realização de novo leilão. Há dúvidas bem razoáveis de que o valor desses bens seja mesmo de R$ 100 bi – as teles dizem que é de algo em torno de R$ 20 bilhões. O projeto de lei já tinha sido aprovado no Congresso e esperava apenas a sanção de #foraTemer quando foi paralisado por um liminar e retornou ao Senado, cujo então presidente, Renan Calheiros, bateu o pé e diz que agora só entraria em pauta quando o STF definir-se sobre o mérito da ação proposta pela oposição contra o PLC, o que não tem data para acontecer.

Enrolado, né? Mas nada que assuste Tanure (ou Catito), gente muito bem relacionada que conhece bem os bastidores da política (Resende Peres Filho foi secretário de Indústria e Comércio na gestão de Itamar Franco em Minas e candidato ao Senado pelo PDT, em 2006). Tanure aposta que, uma hora, a Oi vai dar um tremendo retorno, mesmo sem o PLC – a companhia é peça-chave nas telecomunicações do país, “grande demais para quebrar”, e, assim, mais dia, menos dia, o governo terá que ajudá-la a sair do buraco, o que a valorizaria. Aposta arriscada, claro, mas os ganhos compensam os riscos, na avaliação dos jogadores.

Como se vê, o JB velho de guerra é apenas uma peça, e não tão importante assim, num jogo muito, muito maior, que nada tem a ver com jornalismo.

Acusação de suborno do NYT pelo PT vence o King of the Kings de maior cascata de 2016

A acusação do colunista da Época Guilherme Fiúza de que o New York Times recebeu pagamento do PT para criticar #foraTemer, publicada em junho, foi eleita como maior cascata de 2016 pelos leitores da Coleguinhas. No pleito, que contou com o maior número de sufrágios (2.670) dentre as suas nove edições, a cascata da semanal da Editora Globo susperou por apenas dois votos – 171 a 169 – a segunda colocada, o lero da Veja de que Lula pediria asilo na Itália para escapar da Lava-Jato, chorumelada em março.

Abaixo as Dez Mais das cascatas de 2016, com seus respectivos autores (quando identificados):

 

20170129_tabela-kofk

 

Alguns comentários sobre a eleição cascatal de 2016:

1. O título individual foi da Época, mas o melhor desempenho cascatal por equipe foi da redação do Estado de São Paulo, que, por este motivo, conquistou o Troféu Boimate

2. A redação do jornal cinquentecentão de São Paulo também teve o maior número de cascatas entre as Top Ten (3)

3. Metade das Dez Mais foi publicada em revistas semanais, com Época e Veja dividindo a primazia, com duas cascatas cada.

4. Numa divisão por assunto, a tentativa de encobrir o golpe de estado parlamentar e a Lava-Jato diretamente foram objeto de três cascatas cada, ficando ataques pessoais à presidente Dilma e o RP puro e simples para o Golpista, com duas.

Rufem os tambores! Que comece a eleição da maior cascata de 2016!

Não, meu caro/minha cara, 2016 ainda não acabou – sobrou um compromisso importante a ser quitado: a eleição da maior cascata do ano. Esta é a nona vez que o pleito é realizado de maneira seguida (em era anterior da Coleguinhas, era realizado de maneira esporádica). O King of the Kings – desculpe a falta de modéstia – é único no cenário do jornalismo brasileiro por não haver outro que reconheça o esforço e a determinação dos coleguinhas na busca pela completa desmoralização da própria profissão, quebrando aquele contrato tácito de que o jornalista deveria apenas contar a verdade da melhor maneira que pudesse a fim de que o leitor fizesse seu julgamento. Caso você tenha interesse em ver os premiados desde 2008 e a origem do nome do prêmio é só ir em “Hall da Infâmia do King of the kings”, aí na aba superior.
Este ano, são 28 cascatas na disputa e as regras e dicas para a eleição são as seguintes:

1. Você pode votar em até 14 concorrentes. Não é proibido de votar em menos, mas, francamente, creio que você vai é achar o número bem limitado, dada a qualidade das cascatas (e a consequente falta de vergonha na cara das matérias).

2. Como é uma final – o que obriga a uma responsabilidade maior no ato de votar -, o prazo normal de uma semana será estendido para duas, a fim de que você pese com calma antes sufragar suas escolhidas. Assim, a eleição termina em 29 de janeiro.

3. Caso você tenha alguma dúvida sobre uma ou mais cascatas específicas, os links para elas estão aqui do lado direito.

Então, vamos lá! Vote! Premie aqueles que mais tentaram engabelá-lo/a com mentiras, meias-verdades e manipulação.

A economia dos passaralhos

Toda vez que há um passaralho, como o que pousou na sucursal da Folha no Rio (e a levou embora de vez), vem a questão: “o que esses caras estão fazendo? Vão acabar com o próprio negócio! ”. Também sempre me perguntei isso, inclusive desta vez, mas pode ser que, finalmente, tenha começado a encontrar uma resposta coerente nesta matéria publicada na Carta Capital sobre a tese de doutorado da economista Thereza Balliester Reis, apresentada na Universidade de Paris.

Se a gente olhar os movimentos das empresas editoras sob o prisma da financeirização da economia brasileira (desculpe, mas você vai ter que seguir o link e ler a matéria), eles têm lá sua lógica, assim como a defesa intransigente da “austeridade”. Esta deixa de fora o mercado financeiro, mas atinge em cheio gastos sociais, e não está dando certo em lugar nenhum há anos, só que, aqui, garante uma taxa de juros real enorme, muito acima da que é praticada por países de nosso tope econômico por todo o mundo.

Para entender o processo macro que está por trás da tese de Ballestier Reis precisa antes dar uma olhada na tese central de Thomas Piketty em seu famoso “O Capital no Século XXI. Nele, o economista francês (não deve ser coincidência) diz que num ambiente em que o crescimento “r” seja mais baixo que o retorno do capital “g” (r<g), o dinheiro cria dinheiro. Assim, numa economia como a nossa, na qual os juros reais ficam cerca de 10% acima da média mundial para países do mesmo naipe ao longo de décadas (como mostra a matéria do link – já leu, né?) e apresenta um crescimento mínimo, quando não negativo, o resultado apurado pela fórmula de Piketty vai parar no cocuruto do Cristo Redentor.

Então, o processo nas empresas de comunicação fica sendo mais ou menos este:

1. Elas cortam os custos, como a Folha fez com a sucursal do Rio;

2. O que sobra é passado ao mercado financeiro, onde rende horrores pela fórmula de Piketty;

3. Uma parte do lucro é investido na manutenção da aparelhagem de suporte à vida que mantém respirando o negócio supostamente principal, e outra, provavelmente bem maior, é usada em consumo e enviado para paraísos fiscais (né, Luizinho Frias? Né, Irmãos Marinho?)

Pode-se argumentar que é um esquema que não pode manter-se muito tempo, pois a qualidade do produto cai e, com esta queda, os leitores/telespectadores/ouvintes se mandam. É argumento válido, mas só até certo ponto, pois apresenta duas limitações principais:

1. Como você leu na matéria da Carta (pô, você leu, né?), há um grupo formado, em sua maior parte, por pessoas das classes dominantes do país, mas também da classe média mais afluente (ou nem tanto) que também tem o rentismo como fonte de renda muito importante, talvez principal. Suspeito seriamente que seja este pessoal o principal responsável por ter-se mantido praticamente estável a circulação de jornais e revistas nos últimos trimestres, como mostram os números do IVC que apresentei aqui nas semanas anteriores. São os fiéis que sustentam a igreja de pé para que os pastores preguem e que também pagam o dízimo para que fiquem no púlpito.

2. Como até as pedras e o Ricardo Gandour sabem, a circulação informacional mudou de tal forma com as redes sociais que a chamada “qualidade da informação” ficou em segundo plano (quando não em terceiro ou quarto). Não importa se é opinião ou fato, se é verdade ou não, o que importa é que circule muito, de várias formas, incessantemente – o golpe de estado no Bananão e Trump disputando as eleições na Corte demonstram o fato claramente. Assim, um grupo pequeno pode manter a máquina em funcionamento, não necessitando nem mesmo que seja particularmente bom na realização da tarefa que lhe compete – esta fraqueza técnica, claro, desvaloriza ainda mais seu trabalho, valor já bem reduzido pelo fato dele não ser mais tão essencial assim para manutenção do negócio.

Claro que a “financeirização” das empresas de comunicação tende a funcionar melhor com conglomerados de grande porte – tipo Globo e Folha (se somada ao UOL) – e nem tanto com empresas menores, mas mesmo estas podem jogar no cassino se conseguirem apertar os custos o suficiente para sobrar dinheiro a fim de entrar na brincadeira. É na busca de voltar a ter o antigo tamanho que a Abril, por exemplo, está negociando com a Editora Caras a retomada dos 18 títulos que vendeu há dois anos. Com eles de volta, Walter Longo, contratado pelos Civita no início do ano para salvar a empresa, espera poder entrar na ciranda e com um bom cacife, alimentado pelo tal GoBox.

Facebook “mistura-e-manda” – I

O facebook tem um monte de problemas, mas um dos que mais me irrita é que não posso (ou não sei e aí a irritação fica com minha burrice) encadear links. Não adianta botar hashtags porque elas ficam perdidas da mesma maneira. Assim, resolvi reviver o “mistura-e-manda”, um tipo de post que escrevia em outras era da Coleguinhas, com o objetivo de pôr links que fazem parte de um (ou mais) temas, pelo menos dentro de minha caótica cachola – sempre com o que escrevi no post.

Para começar, aí vão quatro:
O abraço de tamanduá corporativo no jornalismo
O jornalismo brasileiro veiculado pelos grandes meios não se tornou este desastre de uma hora para outra, e nem devido apenas aos interesses dos seus donos em arranjar dinheiro com um governo ilegítimo que eles puseram no Planalto. O processo vem de longe e este ótimo documentário, exibido em 2009 e que levou três anos para ser produzido, demonstra as raízes do que vivemos em 2016. Vale muito ver (de novo se for o caso) e divulgar.

Aquarius só para maiores
Quem produzir cultura no Brasil nos próximos anos, precisará levar muito a sério a possibilidade de só ter a internet como plataforma para divulgar obras contra o “fascismo light” (leve, por enquanto) que vai assolando o país aos poucos. Pelo menos, aquelas que tiverem o objetivo de atingir um público mais abrangente.

“Manual do Perfeito Empreendedor” ou economia para coxinhas
Está desempregado?! Está empregado, mas o seu patrão é um mala-sem-alça-de-papelão-na-chuva?!
Seus problemas acabaram!
É só seguir o “Manual do Perfeito Empreeendedor”, veiculado pela GloboNews! O MPE não apenas permitirá conseguir o emprego dos sonhos, mas, dependendo apenas de sua ambição, talento e determinação, levá-lo-á à riqueza!
(Se você seguir o MPE e não conseguir sucesso é porque “tu é” um idiota irremediável, sua besta!)

Uma entrevista de emprego na redação

 

#aGlobodedveserdestruida

Época vence segunda seletiva do King of the Kings-2016. Estadão dispara no Troféu Boimate.

A insinuação de um colunista de que o New York Times recebe dinheiro do PT para afirmar que o golpe no Brasil foi golpe levou a Época à vitória na segunda seletiva do Troféu King of the Kings, edição 2016. O KofK é o único prêmio aos indômitos coleguinhas que trabalham com determinação visando a total esculhambação do jornalismo no Brasil. O Troféu Boimate, que premia o veículo com o maior número de cascatas escolhidas para disputar o KofK, está sendo liderada com folga pela redação do Estado de São Paulo, com seis escolhas, bem à frente das segundas colocadas, a própria Época e a Rede Globo (é sempre bom lembrar que, nesta disputa, a Veja é “hours concours”).

Conheçam as cascatas classificadas para a final, que será disputada em janeiro de 2017 (as concorrentes não classificadas voltarão na terceira seletiva).

  1.  Colunista da Época insinua que New York Times recebe dinheiro do PT  (32 votos, 15%).
  2.  Estado de São Paulo acusa jornalistas estrangeiros de serem petistas (25/12%).
  3.  Veja glorifica primeira-dama golpista como “bela, recatada e do lar” (22/11%).
  4.  Estado de São Paulo denuncia banquete de Lula no restaurante da Tia Zélia (21/10%).
  5.  Estado de São Paulo faz denúncia contra Lula, mas o inocenta (18/9%).
  6.  Rede Globo e Agência Lupa acusam erro de dados sobre microcefalia do Ministério da Saúde e são desmentidas por ministro e blogueiro cientista (17/8%).
  7.  Época denuncia professor francês muçulmano como terrorista mesmo ele tendo sido inocentado na França (12/6%).

Total de votos: 207

Já a colocação no Troféu Boimate ficou assim:

  1. Estado de São Paulo – 6
  2. Rede Globo e Época – 2
  3. Istoé, Zero Hora e Agência Lupa – 1