Os deputados e os veículos de comunicação – III (TV)

Assim chegamos à terceira parte da análise da pesquisa da FSB a respeito de como os políticos se informam e qual a influência os meios de comunicação têm sobre eles (as duas primeiras colunas sobre o tema, você pode acessar aqui e aqui). Nesta semana, o foco recai sobre quais os telejornais vistos por suas excelências e os portais que são acessados por eles mais frequentemente.

Antes de começar, aqueles toques metodológicos um tanto chatos:

1.  O universo abrange apenas os deputados federais.
2.  Foram ouvidos 230 parlamentares de 26 partidos, nos dias 8 e 9 de março.
3.  A escolha foi aleatória, mas observou-se a proporcionalidade das bancadas.
4.  Partidos com apenas um representante não fazem parte da amostra por permitirem a identificação dos respondentes.
5.  Por internet, o levantamento abrange mídias sociais, blogs e sites.
6.  Nas perguntas tanto sobre os telejornais quanto sobre os portais foram computadas até três respostas.
7.  Em 2016, as respostas alcançam apenas o primeiro trimestre.

Vamos então ao primeiro gráficos, com a análise em seguida.

relatorio_midia_e_politica_fsb_2016_telejornais

1. No total, os três telejornais nacionais da Globo (Nacional, Globo e Bom dia, Brasil) perderam, em conjunto, 16 pontos percentuais no período considerado. A maior perda de audiência entre os parlamentares foi do JN, com 14 pontos percentuais (de 59% para 45%) e o ganho solitário foi do JG, com 5 p.p (25% para 30%). O Bom Dia, Brasil perdeu 7 p.p. (de 12% para 5%).

2. A Globonews manteve-se quase estável com a perda de apenas 2 p.p. no mesmo período.

3. O maior ganho relativo no período foi do Jornal da Record, que dobrou seu índice, saindo de 5% de audiência para 10%.

4. O Jornal da Band também teve uma queda importante de 4 p.p. (26% para 22%), com o agravante, para o grupo, pela queda concomitante da BandNews de 2% para 1%.

5. O Jornal do SBT também apresentou pequena queda, de 2 p.p. (6% para 4%).

6. A pesquisa aponta um crescimento de 3 p.p. (7% para 10%) em Outros. Não é possível afirmar com certeza, mas, dado os desempenhos dos telejornais nomeados, é possível que boa parte deste ganho seja da RecordNews e do Repórter Brasil, da EBC, este devido à cobertura mais equilibrada do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

7. Dos dados gerais, observa-se a clara perda de importância dos telejornais como foco de consumo de notícias dos deputados federais, pois, com exceção do Jornal da Record e de Outros, houve queda muito significativa nos índices de audiência deste tipo de produto.

 

Sigamos agora para os gráficos (são dois) referentes aos portais e suas análises.

relatorio_midia_e_politica_fsb_2016_portais

1. Apenas dois portais (G1 e UOL) concentram 91% da atenção dos deputados federais.

2. Os dois, porém, estão trilhando, no momento, caminhos diferentes. O G1 é o destaque dos gráficos, por, no decorrer dos nove anos do levantamento, ter crescido nada menos do que 43 pontos percentuais, tendo assumido a liderança e ampliado sua vantagem sobre o segundo colocado (o UOL) de lá para cá.

3. O portal da Folha, ao contrário, depois de crescer 14 p.p. nos anos do levantamento, apresentou uma brusca queda de 12 p.p. nos três primeiros meses de 2016. Há que se observar que esta redução drástica ocorreu no mesmo momento em que o portal passou a apresentar colunistas de extrema-direita como Reinaldo Azevedo e Kim Kataguiri.

4. Diante da vantagem avassaladora dos portais do Grupo Globo e do UOL, sobra pouco para os outros. Mesmo nestes, porém, há uma certa concentração, com o Terra tendo 6% de audiência, contra índices irrisórios dos outros três portais (chegando a zero no caso do iG).

5. Observa-se que o crescimento dos portais vai contra a tendência geral dos veículos que apresentaram queda, com apenas dois apresentando decréscimo nos nove anos de levantamento, sendo que apenas um deles com mais de 5 p.p.

6. Também é notável o mau desempenho dos portais de jornais, especialmente o da Folha de São Paulo, que, nos últimos seis anos perdeu 20 p.p. (22% para 2%) de audiência entre os parlamentares. Lamento a ausência do site Globo.com da pesquisa.
Quem quiser baixar a pesquisa, pode fazê-lo clicando aqui.

A fraude da Folha e o chute no balde

A fraude – desculpe aí, mas Glenn Greenwald e Erick Dau estão certos, não tem outra palavra – que a Folha cometeu ao divulgar pesquisa dizendo que 50% dos brasileiros querem que #foraTemer continue no governo, quando a verdade inteiramente diferente, quase oposta, para mim confirma que os donos dos veículos impressos de comunicação simplesmente chutaram o balde, desistiram do negócio – ou passaram a considerá-lo apenas um acessório de outros, em ramos diferentes. Confirma porque não foi o primeiro desatino editorial cometido nos últimos anos: centenas, talvez milhares, de matérias anteriores insuflaram o golpe de estado ora em andamento, os exemplos são numerosos e os mais significativos podem ser consultados por quem se interessar no Hall da Infâmia do King of the Kings (aí em cima).

Você pode argumentar que não foi o Otavinho que editou a lambança. Poderia ser assim se fosse uma cascata normal, dessas que a Folha edita três ou quatro vezes por semana. Essa não. Mentir deliberadamente para o leitor não está na alçada da direção de redação – arriscado demais, é decisão para dono, para quem manda, para quem toma as decisões estratégicas.

E sabe do que mais? Do ponto de vista de um dono de jornal, de cara que pensa apenas na última linha do balanço, aquela em que se vê se houve lucro ou prejú, a decisão de Otavinho é defensável.

Dê uma olhada nesta dupla tabela/gráfico. Ela foi montada a partir daquela pesquisa realizada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República publicada ano passado, com dados apurados no fim de 2014, que vimos exaustivamente por aqui, e antes, portanto, da “débâcle” da circulação ocorrida ao longo de 2015 e início deste ano e apontada pelos números de IVC, também vistos por aqui (aliás, falaremos sério sobre os dados do IVC semana que vem, ok?).

 

 

Frequência de leitura de jornais por idade
Não precisa nenhum estatístico para ver qual o problema. Três em cada quatro brasileiros simplesmente não leem jornal. Nunca. Muito ruim, mas há mídia em situação pior – as revistas. Veja (com trocadilho, por favor).

 

Frequência de leitura de revistas por idade
O problema dos veículos impressos não se restringe ao Brasil, obviamente, e os dados obtidos pelo Pew Research Center e divulgados há pouco demonstram isso nos Estados Unidos. Esta situação se estende a quase todos os países, nos quais os jornais há muito deixaram de ser fontes primárias de notícias, como se vê nos gráficos abaixo, retirados do Digital News Report, edição 2015, publicado pelo Reuters Institute de Oxford – o primeiro mostra a variação dos meios como fontes primárias de notícias na Alemanha e na Dinamarca; o segundo a distribuição desta mesma variável por 15 países, incluindo o Bananão.

 

Reuters Institute Digital News Report 2015_Variação de fontes de notícias_Alemanha e Dinamarca.png

 

Reuters Institute Digital News Report 2015_Fontes de notícias por país.png
A diferença entre lá fora e aqui é a atitude dos “publishers” no que diz respeito ao declínio inexorável dos veículos impressos. Enquanto potências como New York Times e o grupo Axel Spring, da Alemanha, se viram procurando tornar suas reputações, construídas durante décadas, fontes de receitas por meio de novas ferramentas e produtos, os donos de veículos brasileiros definiram que, já que suas reputações nunca valeram de muito mesmo, vão radicalizar o que sempre fizeram: usar as publicações como armas apontadas para os Executivos visando tomar deles o que puderem em termos de publicidade oficial.

É dentro deste conceito que pode ser vista a fraude perpetrada pela Folha e capturada (haha) pelo The Intercept. Como jamais desenvolveram capacidades gerenciais reais, dedicando-se apenas a aprender as melhores formas de mamar nas tetas governamentais, os “publishers” tupinambás resolveram raspar o tacho – armaram o golpe e, agora, com o governo de #foraTemer no poder, partem com tudo para cima das verbas publicitárias manejadas pelo notório Eliseu Padilha. Se, pela boa, conseguirem emplacar um tucano em 2018 (se não alcançarem a meta de melar as eleições presidenciais até lá, o que seria melhor), terão mais cinco anos (é o novo período de mandato presidencial, lembra?) para saquear o que restar – se sobrar algo.

Se der tudo errado e a esquerda voltar ao poder, então se verá o que fazer. Uma opção para todos seria a “solução Abril”: vender parte minoritária das ações (como os Civita fizeram para o Naspers, em 2006) e/ou ir fundo no “branded content” (matéria ou publicações inteiras que falam de um tema de forma jornalística, mas pagas por anunciante ou grupo de anunciantes – um passo além do publieditorial, pois não há aviso de que é matéria paga em lugar algum). A autorização, por parte de #foraTemer, permitindo que o Grupo Globo repasse indiretamente as suas concessões poderia ser um passo preliminar para a primeira ideia. O Grupo Folha da Manhã, nesse contexto, está numa posição muito boa, pois, hoje, o jornal, além de arma para assaltar os cofres públicos, é pouco mais do que um gerador de tráfego para o UOL, a “rede Globo” dos Frias.

Assim, quando mestre Bob Fernandes pergunta se os donos das empresas de comunicação não sabem que as pessoas estão vendo a hipocrisia deles no processo político pelo qual o país passa atualmente, a resposta é sim. Sabem. Só não se importam.

P.S.: Você seguiu os links, certo?

 

Estudo do Reuters Institute dá uma geral de como anda a mídia no mundo

Eu juro. Juro que ia publicar um textinho leviano (como dizia aquele jogador de futebol) sobre uma coisa bem engraçada que acontece na fan page da Coleguinhas, após cinco semanas de numeralha hard. Só que aí, na mesma semana, o Reuters Institute e o Pew Research Center lançaram, respectivamente, o Digital News Report e o State of the News Media, os dois mais importantes estudos anuais sobre mídia do mundo. Então, o que eu, um fraco, poderia fazer?

É muito número, vou dizer a vocês. Por isso, vou começar me concentrando no estudo da Reuters por ele ser muito mais abrangente – apresenta dados de 26 países, inclusive o Brasil -, enquanto o da Pew é restrito ao mercado dos EUA, e por isso vai ficar pra semana que vem. Bom, então começo com os toques:

1. No Brasil, o DNR abrange apenas as áreas urbanas, ou seja, os números não dizem respeito ao total da população, mas a cerca de 85% dos 203 milhões (segundo a PNAD/2015 do IBGE) – os 172 milhões que vive em áreas urbanas.

2. Outro ponto é que, como o nome indica, o estudo é sobre consumo de notícias com foco na mídia digital, ou seja, só conta quem tem acesso à internet, o que, no Bananão, quer dizer 58% dos tais 172 milhões, o que é igual a 99 milhões.

3. Assim, no que tange ao Brasil, o estudo não é tão abrangente como parece ser no que se refere a países com maior penetração da internet. De qualquer forma, merece atenção e reflexão.

4. Como é uma numeralha do caramba, vou me restringir a dissecar o Brasil, mas passando, lá embaixo, o link para quem quiser se aprofundar no estudo em nível mundial.

5. Os links dão acesso também à parte do Brasil, à base de dados (para quem quiser se divertir fazendo cruzamentos novos) e para o hot site do estudo.

. E para facilitar a minha vida para escrever (também sou filho de Deus, qual é?) e a sua para ler, vou fazer como aí em cima e mandar ver os principais pontos em tópicos.

Então vamos lá.

Brasil

• Os cinco veículos tradicionais (TV, rádio e jornal) mais acessados como fonte de informação durante a semana e como fonte principal (em %):

20160619_tabela_gráfico_veícculos tradicionais

 

• Os cinco veículos on line mais acessados como fonte de informação durante a semana e como fonte principal.

20160619_tabela_gráfico_veículos online

• Como dá para notar, a TV é, individualmente, a maior fonte de notícias (79%), com as redes sociais chegando perto com 72%, mas, se contarmos todas as fontes on line, incluindo as RS, estes passam à frente, com 91%. A má notícia é para os jornais: são consultados como fonte primária de informação por apenas 40% das pessoas.
20160619_fontes de notícias por mídia

 

• O Facebook é a rede social em que maior parte das pessoas busca notícias (69%), com o zapzap, que também pertence ao Mark, ficando em segundo (39%) e o You Tube logo atrás, com 37%.

• O nível de confiança dos respondentes com as recebem atinge 58% (o terceiro maior nível entre os 26% países pesquisados, atrás apenas de Finlândia (65%) e Portugal (60%)).

• Já o nível de confiança da população é um pouco menor no que se refere às organizações de mídia em si (56%), percentagem que se reduz quando se refere aos profissionais (54%)

• Também no que se refere à confiança, 36% dos pesquisados acreditam que os jornalistas não recebem pressões políticas (ou seja, 64% acham que recebem) e 35% creem que eles estão livres de pressões por parte de interesses econômicos (65% acham que sim).

ANÁLISE
Bom, de cara dá para perceber que embora seja verdade que a internet e as redes sociais abriram um campo de disputa contra o oligopólio das empresas de comunicação, especialmente, contra a Globo, esta ainda mantém amplo domínio do consumo de mídia já que nada menos do que 32% dos respondentes da amostra (que, aliás, é de 2001 pessoas) afirma que a TV Globo ou o jornal O Globo são suas fontes principais de informação, sendo que a primeira é consultada como fonte por 53% ao menos uma vez por semana, e o segundo, por 32%.

No campo da internet propriamente dita, o equilíbrio é maior, mas, ainda aqui, o Grupo Globo – por meio dos sites da TV/G1 e do jornal – são fonte de consulta principal por 24% (quase 1 em cada 4 pessoas), embora, individualmente, o UOL lidere com 16%, ficando ainda com o segundo lugar em termos de consulta semanal, com 49%, perdendo por pouquinho para a dupla TV Globo/G1.

As redes sociais avançam avassaladoramente como fonte de informação, tendo subido 25 pontos percentuais em apenas quatro anos, já mordendo os calcanhares da TV. Do outro lado, os jornais perderam 10 p.p. no mesmo período. Neste quadro, vantagem para Mark, que é dono das duas mais consultadas fontes de informação entre as redes sociais.

Por fim, no que se refere à confiança com as notícias recebidas, organizações de mídia e jornalistas, os percentuaisdo levantamento da Reuters são consistentes com os realizados nos últimos por outras instituições nos últimos anos, rodando em torno de 60%. No entanto, interessante é que os jornalistas, como profissionais estão cotados bem abaixo no índice de confiança, pois quase dois terços dos entrevistas acreditam que eles são influenciados por interesses políticos e /ou econômicos. Definitivamente não é uma boa notícia para os profissionais, mas que pode ser atribuída ao momento de polarização política pela qual passamos.

Por fim, vamos aos links:

Relatório sobre o Brasil (assinado pelo coleguinha e analista financeiro Rodrigo Carro)
Relatório internacional
Base de dados

Sardemberg, o maior cascateiro de 2015!

Carlos Alberto Sardemberg superou Merval Pereira, Lauro Jardim e outros concorrentes de escol e conquistou o King of the Kings como o maior cascateiro de 2015, obtendo 72 (8%) dos 960 votos (recorde absoluto) concedidos aos 25 concorrentes ao prêmio. Merval ficou em segundo, com 61 votos (6%), com Cristina Tardáguila (na época da publicação da matéria, no Globo), por “Lula confessa a Mujica que sabia do Mensalão”, ficando em terceiro (54 votos, 6%). O King of the Kings é o único prêmio do país a reconhecer o esforço dos coleguinhas que, com suor e lágrimas, se dedicam, dia a dia, a avacalhar o jornalismo brasileiro.

Do resultado final, duas surpresas: que a barriga de Lauro Jardim dizendo que Fernando Baiano tinha implicado Lula na Lava-Jato – que levou a uma inédita correção de primeira página – tenha ficado apenas em 11˚ lugar; e que uma cascata regional como a TV Globo dizendo que a tinta vermelha da ciclovia de São Paulo manchava os carros tenha ficado numa honrosa quinta colocação.

Com os meus parabéns a todos os envolvidos em todas as cascatas concorrentes, informo a  a colocação final do King of the Kings – 2015:

 

  1. Carlos Alberto Sardemberg culpa Lula e Dilma pela crise da Grécia (CBN) – 72 votos (8%)
  2. Merval prevê “caminho livre para golpe” e STF, SQN (O Globo) – 61 (6%)
  3. Lula confessa a Mujica que sabia do Mensalão ( O Globo) – 54 (6%)
  4. Reuters pede aprovação de FHC para publicar que a corrupção na Petrobras começou no governo dele/ Lula tem tríplex no Guarujá dado por empreiteira da Lava-Jato (O Globo) – 52 (5%)
  5. Tinta vermelha de ciclovia mancha carros em São Paulo (TV Globo) – 51 (5%)
  6. Barriga de Lauro Jardim provoca admissão de erro do Globo na primeira página – 50 (5%)
  7. Época diz que problemas políticos de Dilma se devem à falta de sexo – 47 (5%)
  8. Lula pede “habeas corpus“ para não ser preso na Operação Lava-Jato (Folha) – 46 (5%)
  9. Irmãos Marinho tentam mostrar que Globo não ajudou a Ditadura de 64 (Valor) – 45 (5%)
  10. Lula está com metástase (UOL) – 43 (4%)
  11. Corrupção desviou R$ 88 bilhões da Petrobras (Folha)/ Sonegação da Operação Zelotes é maior que a corrupção na Petrobras, mas mídia não está nem aí (Todos) – 38 (4%)
  12. Bill Gates processa a Petrobras (Vários) – 37 (4%)
  13. Ciência sem Fronteiras não paga bolsa de estudantes (TV Globo) – 35 (4%)
  14. Venezuela veta entrada de senadores brasileiros (O Globo) – 34 (4%)
  15. CBN tenta culpar Haddad por denúncia sobre irmão de secretário de Alckmin – 31 (3%)
  16. MP investiga Lula por fazer lobby no BNDES (Época) – 31 (3%)
  17. Escondendo Cunha (Folha) – 30 (3%)
  18. Repórter assedia adolescente sobrinho de Lula (Veja) – 29 (3%)
  19. Lula forçou Petrobras a patrocinar escolas de samba do Rio (Valor) – 28 (3%)
  20. Manchete do Globo de 16 de março (O Globo) – 23 (2%)
  21. Petrobras cria empresa de fachada para construir gasoduto (O Globo) – 20 (2%)
  22. Coleguinhas “esquecem” de ouvir advogada da Odebrecht que encontrou ministro (Todos) – 13 (1%)

Chegou a hora! Escolha a maior cascata de 2015!

Após um ano inteiro e oito seletivas, das quais participaram 38 concorrentes de altíssimo (ou baixíssimo) nível, finalmente você terá a oportunidade de escolher a maior cascata de 2015. Ela conquistará o King of the Kings, único prêmio a reconhecer os coleguinhas que, arduamente, dia a dia, se esfalfam para esculhambar o jornalismo brasileiro.
Como sempre, antes da lista das finalistas, vamos às regras, que são bem simples:

1. Você poderá escolher até 15 (quinze) concorrentes.
2. A votação terminará domingo que vem, dia 17.

Antes da apresentação oficial, uma dica da organização: normalmente, as cascatas mais recentes levam certa vantagem por estarem mais fresquinhas na cabeça. Para equilibrar um pouco, tente lembrar do impacto (ou não) que a cascata teve quando você a leu e como ela repercutiu à época.

Então (rufar de tambores!), aqui estão as finalistas do King of the Kings-2015!

  1. Corrupção desviou R$ 88 bilhões da Petrobras (Folha)
  2. Lula está com metástase (UOL)
  3. Petrobras cria empresa de fachada para construir gasoduto (O Globo)
  4. Reuters pede aprovação de FHC para publicar que a corrupção na Petrobras começou no governo dele
  5. Repórter assedia adolescente sobrinho de Lula (Veja)
  6. Manchete do Globo de 16 de março (O Globo)
  7. Coleguinhas “esquecem” de ouvir advogada da Odebrecht que encontrou ministro (Todos)
  8. Tinta vermelha de ciclovia mancha carros em São Paulo (TV Globo)
  9. Lula forçou Petrobras a patrocinar escolas de samba do Rio (Valor)
  10. Sonegação da Operação Zelotes é maior que a corrupção na Petrobras, mas mídia não está nem aí (Todos)
  11. CBN tenta culpar Haddad por denúncia sobre irmão de secretário de Alckmin
  12. Irmãos Marinho tentam mostrar que Globo não ajudou a Ditadura de 64 (Valor)
  13. Lula confessa a Mujica que sabia do Mensalão( O Globo)
  14. Ciência sem Fronteiras não paga bolsa de estudantes (TV Globo)
  15. MP investiga Lula por fazer lobby no BNDES  (Época)
  16. Carlos Alberto Sardemberg culpa Lula e Dilma pela crise da Grécia (CBN)
  17. Lula pede “habeas corpus“ para não ser preso na Operação Lava-Jato (Folha)
  18. Venezuela veta entrada de senadores brasileiros (O Globo)
  19. Romário tem conta escondida em banco suíço (Veja) 
  20. Época diz que problemas políticos de Dilma se devem à falta de sexo
  21. Lula tem tríplex no Guarujá dado por empreiteira da Lava-Jato (O Globo)
  22. Escondendo Cunha (Folha)
  23. Barriga de Lauro Jardim provoca admissão de erro do Globo na primeira página
  24. Merval prevê “caminho livre para golpe” e STF, SQN  (O Globo)
  25. Bill Gates processa a Petrobras (Vários)

O Globo conquista primeiro Troféu Boimate

A grande final do prêmio individual do maior cascateiro de 2015 será semana que vem, mas o Troféu Boimate, que, pela primeira vez, premia o veículo com o melhor (ou pior, de novo é com você) desempenho por equipe já tem dono: O Globo. O jornal dos Irmãos Marinho venceu a disputa com facilidade, garantindo 7 entre as 25 cascatas que disputarão a final do KofK-2015.

A classificação final foi a seguinte:

1. Globo: 7
2. Folha: 3
3. TV Globo, Valor, Veja, Época e CBN: 2
4. UOL e Reuters: 1

(Todos/Vários: 3)

Parabéns a todos os envolvidos!

Globo mantém ponta do Troféu Boimate

Com o resultado da sétima seletiva do KofK, o Globo manteve a ponta do Troféu Boimate, que premia a redação que conseguiu classificar mais cascatas para a final do KofK. O jornal dos Marinho já obteve cinco indicações, contra três da Folha, que assumiu o segundo lugar absoluto. A classificação atualizada do Troféu Boimate é a seguinte:

1. Globo: 5
2. Folha: 3
3. TV Globo, Valor, Veja, Época e CBN: 2
4. UOL e Reuters: 1