Investimentos em publicidade da Administração Direta do Governo Federal (2011-2016) – V (Rádio). Com Eduardo Cunha, com tudo.

Então chegamos ao rádio, a última mídia do nosso estudo sobre os investimentos em publicidade da Administração Direta do Governo Federal, no período 2011-2016. Na garimpagem dos dados na Secom, encontrei um troço interessante nas rádios: o investimento do GF nas rádios da Fundação Sara Nossa Terra, que até 2015 abrigava ao notório ex-deputado Eduardo Cunha. O montante não é expressivo, em relação às outras emissoras, mas, como me pareceu interessante, fiz uma observação na análise.

Então, vamos lá?

 

Análise

1. A emissora que teve o maior crescimento em termos de investimento de publicidade na  AD do GF no período foi a Bandeirante (incluindo aí todas a rede), com uma elevação de 143,88% entre 2011-2016, sendo que, entre 2015 e 2016, a elevação atingiu 128,50%.

2. O dado acima é ainda mais expressivo  se observamos que todas as outras emissoras – e redes de emissoras –  tiveram decréscimo no mesmo período (houve uma exceção, da qual falarei abaixo).  Neste caso, os exemplos maiores foram da Eldorado, de São Paulo ( – 43,92%) e Globo (-42,43%).

3. Como o montante total manteve-se praticamente estável (- 0,43%), segue-se que houve uma real transferência de investimento da publicidade da AD do GF, no que se refere ao  meio rádio, em favor da Rede Bandeirantes.

4. O gráfico demonstra que 2013 foi o ano fora da curva, ficando 37,07% abaixo da média dos outros anos do período (R$ 1.575.903,70 contra R$  2.504.074,67).  Neste ano, houve também uma queda de investimento – mais expressiva até – no meio jornal (-62,16%).

5. A exceção que citei no item 2 foi a rede de emissoras da igreja neopentecostal Sara Nossa Terra. Fundada e liderada pelo pastor Robson Rodovalho, a Sara Nossa Terra tinha como principal expoente o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que a trocou, em 2015, pela Assembleia de Deus de Madureira. A defecção, porém, não abalou o recebimento de verbas de publicidade do AD do Governo Federal – antes pelo contrário – , como se pode ver no gráfico.

O expressivo aumento em 2016 pode ser atribuído à entrada no ar da retransmissora da rede no Rio de Janeiro (base eleitoral de Cunha), no último trimestre de 2015. A lista das emissoras da Sara Nossa Terra é esta: Aracajú (97,1 FM), Brasília (99,7 FM), Curitiba (107,5 FM), Goiânia (93,9 FM), Florianópolis (89,1 FM),Porto Alegre (95,5 FM), Angra dos Reis (105,9 FM), São Paulo (101,3 FM) e  Rio de Janeiro (106,1 FM).

Investimentos em publicidade da Administração Direta do Governo Federal (2011-2016) – I (TV)

Muito bem. Conforme prometido, vamos à numeralha da verba de publicidade do governo federal, no que tange à Administração Direta, ou seja, Presidência e ministérios. Antes, alguns comentários:

1. Normalmente, começo do geral para o específico. Dessa vez, porém, para mudar um pouco, farei o contrário, indo do específico – ou seja, de cada meio – para o geral. Assim, só no fim veremos os números por empresa (nem comecei a calcular ainda).

2. É sempre bom lembrar que o grosso da publicidade federal vem da Administração Indireta, especialmente das empresas de economia mista. Assim, só quando tiver os dados, que estou há meses pedindo à Secom por meio da LAI, saberemos se a participação por meio e empresa são correspondentes nos dois tipos.

3. Reuni os números de 2011 a 2016 (os que estão na base de dados da Secom aberta ao público), deixando 2107 separado porque só há números disponíveis até março.

4. Sugiro cautela se alguém quiser tirar conclusões políticas dos dados. É importante ter em mente o item 2 e também que as atitudes e ações políticas são determinadas por outros fatores tão poderosos quanto o dinheiro sonante – às vezes até mais.

Bem, então vamos lá. Começarei com o meio TV e as grandes redes nacionais. Primeiro, os totais anuais investidos no meio.

20170528_tabela_secom_tv

Análise

1. O ano de maior investimento foi 2013, com R$ 76,3 milhões.
2. O menor foi 2016, com R$ 49,7 milhões.
3. Confrontados os anos de 2013 e 2016, houve queda de 34,82% no investimento.
4. No período 2013-2016, a maior redução ocorreu entre 2014 e 2015, com uma queda de 28,06%. O fato deveu-se, muito provavelmente, ao drástico corte de gastos patrocinado pelo então ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
5. Até 2016, o investimento em publicidade da AD ainda não havia recuperado o nível de antes de 2013. Pelo contrário – em relação a 2015, o ano passado apresentou redução de 7,44%.
6. Em relação ao início da série (2011), a redução em 2016 foi de 20,80%.

 

Agora, vamos ver a participação no bolo publicitário da AD por rede de TV, entre 2011 e 2016.

20170528_graficos_secom_tv

Análise
1. Como seria de se esperar, a Rede Globo, por ser a mais assistida, detém a maior participação, com 50% ou mais do bolo em cinco dos seis anos. A exceção foi 2014, quando ficou com 49%, fato surpreendente, já que, em ano de Copa do Mundo, seria mais provável que o percentual se mantivesse acima dos 50% por ser a Globo a rede dominante na transmissão no esporte nacional, influindo mesmo, diretamente, sem seu gerenciamento.
2. O percentual da Globo só voltou a superar os 50% em 2016, retornando ao patamar de 55% de 2013, mas ainda inferior ao pico de 58% atingido em 2012.
3. Nota-se claramente que à queda 6 pontos percentuais (55% para 49%) de participação da Globo, em 2013, correspondeu avanço quase idêntico da Record, de 21% para 26%.
4. A diferença, em termos percentuais, para a Globo, entre o pico de 2013 e o vale de 2015, foi de 37,11%, muito superior às perdas das outras redes, conforme se pode observar na tabela abaixo:

20170528_tabela_secom_AD_variacao_globo

 

Por fim, o gráfico comparativo da participação das emissoras na verba publicitária nos primeiros trimestres de 2016 e 2017.

20170528_secom_AD_comparacao_globo-2017_1tri_2016_1tri

Observa-se a queda de 4 p.p. da participação da Globo, com o crescimento de 8 p.p. do SBT e 3% da Bandeirantes.

Estudo do Reuters Institute dá uma geral de como anda a mídia no mundo

Eu juro. Juro que ia publicar um textinho leviano (como dizia aquele jogador de futebol) sobre uma coisa bem engraçada que acontece na fan page da Coleguinhas, após cinco semanas de numeralha hard. Só que aí, na mesma semana, o Reuters Institute e o Pew Research Center lançaram, respectivamente, o Digital News Report e o State of the News Media, os dois mais importantes estudos anuais sobre mídia do mundo. Então, o que eu, um fraco, poderia fazer?

É muito número, vou dizer a vocês. Por isso, vou começar me concentrando no estudo da Reuters por ele ser muito mais abrangente – apresenta dados de 26 países, inclusive o Brasil -, enquanto o da Pew é restrito ao mercado dos EUA, e por isso vai ficar pra semana que vem. Bom, então começo com os toques:

1. No Brasil, o DNR abrange apenas as áreas urbanas, ou seja, os números não dizem respeito ao total da população, mas a cerca de 85% dos 203 milhões (segundo a PNAD/2015 do IBGE) – os 172 milhões que vive em áreas urbanas.

2. Outro ponto é que, como o nome indica, o estudo é sobre consumo de notícias com foco na mídia digital, ou seja, só conta quem tem acesso à internet, o que, no Bananão, quer dizer 58% dos tais 172 milhões, o que é igual a 99 milhões.

3. Assim, no que tange ao Brasil, o estudo não é tão abrangente como parece ser no que se refere a países com maior penetração da internet. De qualquer forma, merece atenção e reflexão.

4. Como é uma numeralha do caramba, vou me restringir a dissecar o Brasil, mas passando, lá embaixo, o link para quem quiser se aprofundar no estudo em nível mundial.

5. Os links dão acesso também à parte do Brasil, à base de dados (para quem quiser se divertir fazendo cruzamentos novos) e para o hot site do estudo.

. E para facilitar a minha vida para escrever (também sou filho de Deus, qual é?) e a sua para ler, vou fazer como aí em cima e mandar ver os principais pontos em tópicos.

Então vamos lá.

Brasil

• Os cinco veículos tradicionais (TV, rádio e jornal) mais acessados como fonte de informação durante a semana e como fonte principal (em %):

20160619_tabela_gráfico_veícculos tradicionais

 

• Os cinco veículos on line mais acessados como fonte de informação durante a semana e como fonte principal.

20160619_tabela_gráfico_veículos online

• Como dá para notar, a TV é, individualmente, a maior fonte de notícias (79%), com as redes sociais chegando perto com 72%, mas, se contarmos todas as fontes on line, incluindo as RS, estes passam à frente, com 91%. A má notícia é para os jornais: são consultados como fonte primária de informação por apenas 40% das pessoas.
20160619_fontes de notícias por mídia

 

• O Facebook é a rede social em que maior parte das pessoas busca notícias (69%), com o zapzap, que também pertence ao Mark, ficando em segundo (39%) e o You Tube logo atrás, com 37%.

• O nível de confiança dos respondentes com as recebem atinge 58% (o terceiro maior nível entre os 26% países pesquisados, atrás apenas de Finlândia (65%) e Portugal (60%)).

• Já o nível de confiança da população é um pouco menor no que se refere às organizações de mídia em si (56%), percentagem que se reduz quando se refere aos profissionais (54%)

• Também no que se refere à confiança, 36% dos pesquisados acreditam que os jornalistas não recebem pressões políticas (ou seja, 64% acham que recebem) e 35% creem que eles estão livres de pressões por parte de interesses econômicos (65% acham que sim).

ANÁLISE
Bom, de cara dá para perceber que embora seja verdade que a internet e as redes sociais abriram um campo de disputa contra o oligopólio das empresas de comunicação, especialmente, contra a Globo, esta ainda mantém amplo domínio do consumo de mídia já que nada menos do que 32% dos respondentes da amostra (que, aliás, é de 2001 pessoas) afirma que a TV Globo ou o jornal O Globo são suas fontes principais de informação, sendo que a primeira é consultada como fonte por 53% ao menos uma vez por semana, e o segundo, por 32%.

No campo da internet propriamente dita, o equilíbrio é maior, mas, ainda aqui, o Grupo Globo – por meio dos sites da TV/G1 e do jornal – são fonte de consulta principal por 24% (quase 1 em cada 4 pessoas), embora, individualmente, o UOL lidere com 16%, ficando ainda com o segundo lugar em termos de consulta semanal, com 49%, perdendo por pouquinho para a dupla TV Globo/G1.

As redes sociais avançam avassaladoramente como fonte de informação, tendo subido 25 pontos percentuais em apenas quatro anos, já mordendo os calcanhares da TV. Do outro lado, os jornais perderam 10 p.p. no mesmo período. Neste quadro, vantagem para Mark, que é dono das duas mais consultadas fontes de informação entre as redes sociais.

Por fim, no que se refere à confiança com as notícias recebidas, organizações de mídia e jornalistas, os percentuaisdo levantamento da Reuters são consistentes com os realizados nos últimos por outras instituições nos últimos anos, rodando em torno de 60%. No entanto, interessante é que os jornalistas, como profissionais estão cotados bem abaixo no índice de confiança, pois quase dois terços dos entrevistas acreditam que eles são influenciados por interesses políticos e /ou econômicos. Definitivamente não é uma boa notícia para os profissionais, mas que pode ser atribuída ao momento de polarização política pela qual passamos.

Por fim, vamos aos links:

Relatório sobre o Brasil (assinado pelo coleguinha e analista financeiro Rodrigo Carro)
Relatório internacional
Base de dados

Santiago, Dilma e a Copa

O assassinato do colega Santiago Andrade deu uma mão para Dilma Rousseff manter seu emprego no Palácio do Planalto. Eu sei…Essa afirmação é completamente escrota, do tipo que os detratores de um certo florentino chamariam de maquiavélica. Mas fazer o quê? Como dizia Ari de Estagira, o homem é um animal político, e, dependendo de como partiu, não escapa dessa sina nem após a morte.

Talvez não precisasse ser assim se houvesse uma oposição que se desse ao respeito no Bananão. Sabe como é…Um grupo de pessoas que defendesse ideias próprias, com argumentos racionais (não muito falaciosos já seria aceitável) e que procurasse convencer os eleitores do quê e de como fariam diferente do governo ao qual se opõem. Mas o que temos por aqui? Grupos que falam praticamente a mesma coisa (aqui e aqui) e não dizem claramente como governariam, ficando, assim, em relação ao governo, que nem time pequeno em jogo contra grande: esperando um erro da defesa adversária para ver se faz um gol e sai com a vitória.

Dessa forma, Dilmão tem apenas um adversário de peso na briga por sua reeleição: a Copa do Mundo. Claro que não o evento em si, que as pessoas vão curtir como sempre, mas as manifestações que virão junto. Ah, sim, pois elas estão tão garantidas quanto o pontapé inicial de Brasil x Croácia, às 17h, no Itaquerão, no dia 12 de junho – até já sabemos que haverá pancadaria. A questão é de como elas serão e qual o seu significado.

Em junho passado, um número nunca bem calculado de pessoas, mas uns milhões foram às ruas para protestar “contra tudo o que esta aí”. Como disse à época (aqui), esse tipo de brado dificilmente leva a grandes alterações políticas, mas, ao menos, alerta os poderes que eles precisam se mexer, nem que seja para dar uma acalmada na galera. Já em setembro, nas manifestações que começaram (e praticamente terminaram) em 7 de Setembro – já sem as câmeras internacionais posicionadas para a disputa da Copa das Confederações -, a situação foi um pouco diferente: claramente movidas por grupos políticos partidários e/ou profissionais, elas não tiveram lá grande repercussão, exceto alguns bens públicos arrebentados e uns crânios quebrados. Politicamente, seu saldo foi nulo.

A dúvida que paira na cabeça de Dilmão – e de seus adversários – é qual dos dois tipos de manifestação ocorrerá durante a Copa. Em favor da ocorrência do primeiro tipo, há o fato da presença da mídia estrangeira, sempre ávida de mostrar o Brasil como um país exótico, habitado por uns tipos alegres, porém esquisitos – e que sempre suscita, entre os nativos, o gosto pela exibição – e do fato de que foi gasta uma grana considerável com obras que pouco acrescentarão à vida das cidades em que foram realizadas. Em favor do segundo tipo, há o fato de que a maior parte das pessoas estará muito a fim de curtir uma Copa no Brasil e de não “fazer feio” dentro ou fora de campo, além da já espraiada desconfiança-quase-certeza de que, por trás das manifestações, há interesses políticos, ainda mais evidentes pelo fato de que a Copa será realizada três meses antes das eleições.

É nesse ponto que a morte de Santiago Andrade ajuda Dilma e um exemplo dá bem a medida disso. Pouco antes da manifestação em que se desenrolou a tragédia, Marina Silva havia conclamado a população a tomar as ruas com novas manifestações. A virtual candidata a vice de Dudu Campos procurava manter vivo, e na rua, o inconformismo contra o governo federal, exatamente por identificar nele a melhor plataforma de lançamento da sua candidatura. O assassinato do cinegrafista da Band, porém, fez com que Marina, imediatamente, lançasse mão de seu melhor truque político – o desaparecimento de cena. Por dias não se soube dela, até que ressurgiu com um estranho e extemporâneo artigo sobre o pacifismo, publicado na edição da Folha, na edição de sexta (14).

O homicídio de Santiago forçou a candidata sonhática a, pelo menos por enquanto, refluir de seu apoio ostensivo às manifestações como a marcar uma posição de distância em relação àqueles que apelam para a violência durante sua realização. Esse último ponto poderá ser um problema sério lá na frente, pois a ala mais violenta era majoritária nas manifestações de setembro e se continuar assim nas que virão com a Copa, Marina não poderá apoiá-las com a estridência que seria necessária para alavancar sua ida para o Palácio do Jaburu.

Esse refluxo da oposição já teve um primeiro reflexo nas duas manifestações ocorridas após o assassinato de Santiago. Em ambas, apesar do mote mobilizador contra o aumento das passagens de ônibus no Rio, menos de mil pessoas foram às ruas e, como não apelaram para a violência, foram solenemente ignoradas pelos cariocas. Não é crível que, em junho, as manifestações sejam tão tranquilas, mas, ainda assim, a maneira como transcorreram as que ocorreram na semana a após a morte do cinejornalista, aumenta a esperança de Dilmão de manter seu emprego até 2018.

O bombardeador gente boa

Depois do cafetão que se apaixona, o Brasil apresenta ao mundo um novo personagem criminoso inverossímil: o bombardeador pacífico. A versão do tal Fábio Raposo, que confessou ter passado o rojão para o cara que o disparou, atingindo o coleguinha Santiago Andrade, da Band, tem mais furos que um ralo de pia. Vou apresentar só os três mais absurdos:

1. Ele diz que foi à manifestação sem intenção de brigar, mas, ao ver uma bomba cair no chão – ele identificou o rojão como bomba até na matéria da Globonews , dois dias depois, imagina na hora –, a pegou, mas não tinha intenção de machucar ninguém com ela. Ia fazer o quê? Doá-la a um museu?
2. Depois de pegar o artefato, entregou-o para um cara desconhecido que disse (palavras dele) “passa pra mim que eu jogo” . Ou seja, se não tinha intenção de machucar ninguém com o artefato de artilharia que tinha em mãos, passou, conscientemente, a alguém que ele sabia que tinha;
3. Fábio diz que vem recebendo ligações de pessoas desconhecidas tentando obrigá-lo a assumir a culpa pelo crime. Como é que pessoas desconhecidas conseguiram os telefones dele? Pela foto que apareceu nas mídias sociais? Mediunidade?

O que provavelmente aconteceu…Fábio levou o rojão para mandar em cima dos PMs, mas, na hora do vamos ver, encagaçou-se e passou a arma para o cara mais decidido que aparece nas imagens recebendo-a das mãos dele, provavelmente, o líder da sua célula “black bloc” (insistiu demais que foi sozinho à manifestação, um erro na montagem do discurso de “garoto-legal- pego-na-confusão”). Este mandou o rojão para qualquer lugar que tivesse bastante gente (e não só PMs), a fim de garantir que alguém realmente se machucasse. Quando viu que o vacilão Fábio foi flagrado, o tal líder ameaçou arrebentá-lo (ou coisa pior) se não assumisse a culpa. Aí, já completamente borrado, ele se apresentou e contou a história da carochinha lá de cima.

Na boa? Desde setembro, quem vai a essas manifestações é com intuito de machucar alguém – de preferência, mas não necessariamente, um PM. Elas viraram brigas de gangue, de torcida organizada, só que com “black blocs” de um lado e PMs de outro. Ninguém dos dois lados se dá realmente mal, ao contrário de gente como Santiago e aquele serralheiro paulista, o do fusquinha incendiado.

Um julgamento realmente importante

Você acha que o chamado “mensalão” (aliás, já provaram que existiu?) é um julgamento complicado? Que é decisivo para o futuro político do país? Então dá uma olhada nesse que aguarda na fila do Supremo e pense de novo.

Outra perda

Meus pêsames à família de Gelson Domingos da Silva, cinejornalista morto hoje, quando cobria uma operação policial na favela Antares. Se a morte desse colega levar os outros a refletirem sobre o fazer profissional, que não pode ir ao ponto de expor a segurança pessoal, ela não terá sido totalmente em vão.