Vamos à segunda seletiva do King of the Kings-2017!

O meio do ano já chegou! O tempo voa mesmo, como dizia minha avó. Então, é hora da segunda seletiva para o King of the Kings-2017! Das dez concorrentes desta seletiva, quatro estão na repescagem da primeira e seis são novas. Antes de começar, vamos às regras, como sempre.

1. Você pode votar em até seis concorrentes.

2. Também dessa vez, as quatro não classificadas terão nova chance na próxima seletiva.

3. A votação vai até o próximo domingo, dia 16.

E vamos às concorrentes!

1. Estado de São Paulo acusa erradamente juiz do Amazonas de ligação com facção criminosa e ele passa a ser ameaçado por outra.

2. Site 247 recebe informação de leitor, não checa e publica que presidente do Bird criticou governo por acabar com programas sociais.

3. Elio Gaspari defende que Temer deve ficar porque “ruim com ele, pior sem ele”. (Folha e Globo).

4. Procuradores da PGR dão “coletiva em off” para vazar nomes da Lista da Odebrecht. (Vários).

5. Estadão afirma que 59 milhões de tuiteiros apoiaram Dória em polêmica com Amazon.

6. Jornalista da GloboNews festeja recessão e desemprego por devolver poder de compra aos brasileiros.

7. Estudante tem a cabeça quebrada por cassetete empunhado por policial e a Folha o descreve como “homem trajado de PM”

8. Veja acusa Lula de usar Dona Marisa para escapar de Moro.

9. Miriam Leitão afirma ter sido agredida por petistas durante voo, mas ninguém vê.

10. Folha usa perito Molina para desqualificar gravações de Joesley Batista que mostram Temer cometendo diversos

 

Os deputados e os veículos de comunicação – III (TV)

Assim chegamos à terceira parte da análise da pesquisa da FSB a respeito de como os políticos se informam e qual a influência os meios de comunicação têm sobre eles (as duas primeiras colunas sobre o tema, você pode acessar aqui e aqui). Nesta semana, o foco recai sobre quais os telejornais vistos por suas excelências e os portais que são acessados por eles mais frequentemente.

Antes de começar, aqueles toques metodológicos um tanto chatos:

1.  O universo abrange apenas os deputados federais.
2.  Foram ouvidos 230 parlamentares de 26 partidos, nos dias 8 e 9 de março.
3.  A escolha foi aleatória, mas observou-se a proporcionalidade das bancadas.
4.  Partidos com apenas um representante não fazem parte da amostra por permitirem a identificação dos respondentes.
5.  Por internet, o levantamento abrange mídias sociais, blogs e sites.
6.  Nas perguntas tanto sobre os telejornais quanto sobre os portais foram computadas até três respostas.
7.  Em 2016, as respostas alcançam apenas o primeiro trimestre.

Vamos então ao primeiro gráficos, com a análise em seguida.

relatorio_midia_e_politica_fsb_2016_telejornais

1. No total, os três telejornais nacionais da Globo (Nacional, Globo e Bom dia, Brasil) perderam, em conjunto, 16 pontos percentuais no período considerado. A maior perda de audiência entre os parlamentares foi do JN, com 14 pontos percentuais (de 59% para 45%) e o ganho solitário foi do JG, com 5 p.p (25% para 30%). O Bom Dia, Brasil perdeu 7 p.p. (de 12% para 5%).

2. A Globonews manteve-se quase estável com a perda de apenas 2 p.p. no mesmo período.

3. O maior ganho relativo no período foi do Jornal da Record, que dobrou seu índice, saindo de 5% de audiência para 10%.

4. O Jornal da Band também teve uma queda importante de 4 p.p. (26% para 22%), com o agravante, para o grupo, pela queda concomitante da BandNews de 2% para 1%.

5. O Jornal do SBT também apresentou pequena queda, de 2 p.p. (6% para 4%).

6. A pesquisa aponta um crescimento de 3 p.p. (7% para 10%) em Outros. Não é possível afirmar com certeza, mas, dado os desempenhos dos telejornais nomeados, é possível que boa parte deste ganho seja da RecordNews e do Repórter Brasil, da EBC, este devido à cobertura mais equilibrada do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

7. Dos dados gerais, observa-se a clara perda de importância dos telejornais como foco de consumo de notícias dos deputados federais, pois, com exceção do Jornal da Record e de Outros, houve queda muito significativa nos índices de audiência deste tipo de produto.

 

Sigamos agora para os gráficos (são dois) referentes aos portais e suas análises.

relatorio_midia_e_politica_fsb_2016_portais

1. Apenas dois portais (G1 e UOL) concentram 91% da atenção dos deputados federais.

2. Os dois, porém, estão trilhando, no momento, caminhos diferentes. O G1 é o destaque dos gráficos, por, no decorrer dos nove anos do levantamento, ter crescido nada menos do que 43 pontos percentuais, tendo assumido a liderança e ampliado sua vantagem sobre o segundo colocado (o UOL) de lá para cá.

3. O portal da Folha, ao contrário, depois de crescer 14 p.p. nos anos do levantamento, apresentou uma brusca queda de 12 p.p. nos três primeiros meses de 2016. Há que se observar que esta redução drástica ocorreu no mesmo momento em que o portal passou a apresentar colunistas de extrema-direita como Reinaldo Azevedo e Kim Kataguiri.

4. Diante da vantagem avassaladora dos portais do Grupo Globo e do UOL, sobra pouco para os outros. Mesmo nestes, porém, há uma certa concentração, com o Terra tendo 6% de audiência, contra índices irrisórios dos outros três portais (chegando a zero no caso do iG).

5. Observa-se que o crescimento dos portais vai contra a tendência geral dos veículos que apresentaram queda, com apenas dois apresentando decréscimo nos nove anos de levantamento, sendo que apenas um deles com mais de 5 p.p.

6. Também é notável o mau desempenho dos portais de jornais, especialmente o da Folha de São Paulo, que, nos últimos seis anos perdeu 20 p.p. (22% para 2%) de audiência entre os parlamentares. Lamento a ausência do site Globo.com da pesquisa.
Quem quiser baixar a pesquisa, pode fazê-lo clicando aqui.

Facebook “mistura-e-manda” – I

O facebook tem um monte de problemas, mas um dos que mais me irrita é que não posso (ou não sei e aí a irritação fica com minha burrice) encadear links. Não adianta botar hashtags porque elas ficam perdidas da mesma maneira. Assim, resolvi reviver o “mistura-e-manda”, um tipo de post que escrevia em outras era da Coleguinhas, com o objetivo de pôr links que fazem parte de um (ou mais) temas, pelo menos dentro de minha caótica cachola – sempre com o que escrevi no post.

Para começar, aí vão quatro:
O abraço de tamanduá corporativo no jornalismo
O jornalismo brasileiro veiculado pelos grandes meios não se tornou este desastre de uma hora para outra, e nem devido apenas aos interesses dos seus donos em arranjar dinheiro com um governo ilegítimo que eles puseram no Planalto. O processo vem de longe e este ótimo documentário, exibido em 2009 e que levou três anos para ser produzido, demonstra as raízes do que vivemos em 2016. Vale muito ver (de novo se for o caso) e divulgar.

Aquarius só para maiores
Quem produzir cultura no Brasil nos próximos anos, precisará levar muito a sério a possibilidade de só ter a internet como plataforma para divulgar obras contra o “fascismo light” (leve, por enquanto) que vai assolando o país aos poucos. Pelo menos, aquelas que tiverem o objetivo de atingir um público mais abrangente.

“Manual do Perfeito Empreendedor” ou economia para coxinhas
Está desempregado?! Está empregado, mas o seu patrão é um mala-sem-alça-de-papelão-na-chuva?!
Seus problemas acabaram!
É só seguir o “Manual do Perfeito Empreeendedor”, veiculado pela GloboNews! O MPE não apenas permitirá conseguir o emprego dos sonhos, mas, dependendo apenas de sua ambição, talento e determinação, levá-lo-á à riqueza!
(Se você seguir o MPE e não conseguir sucesso é porque “tu é” um idiota irremediável, sua besta!)

Uma entrevista de emprego na redação

 

#aGlobodedveserdestruida

Peneirando a PBM-2015 (VII) – Confiança (Geral)

Eu disse que esta seria a última coluna sobre os números da PBM-2015, certo? Bem, só que não. É que olhando os dados sobre a confiança depositada pelos usuários de cada meio – é disso que trata uma parte da PBM -, vi que não seria bom tratar tudo num único texto, porque ele ficaria enorme, o que, junto com os tradicionais tabelas e gráficos, o faria ilegível. Assim, haverá uma coluna geral (esta) e uma para cada meio.

Para começar, quatro notas metodológicas (tudo isso, meu Deus?):

1. A PBM utiliza um gradiente que vai do “confia” ao “não confia”. Aqui, resolvi juntar “confia” com “confia muitas vezes” e “não confia” com “confia poucas vezes”, pois, creio que facilita a visualização. Há, é claro, a questão de que, para um meio de comunicação, cujo produto se baseia totalmente na credibilidade, só poderia existir o “confia” ou “não confia”. No entanto, é preciso ver que é cada meio é julgado como um todo e não cada veículo específico, e isso deve ser sempre levado em conta na hora de olhar os números sobre confiança.

2. Da mesma forma, os números sobre confiança referem-se apenas aos usuários de cada meio. Assim, os dados devem ser cruzados com os índices de leitura de cada um deles para ver até que ponto eles são mais ou menos influentes.

3. Diferente das outras, esta coluna fará uma comparação com a PBM-2014 a fim de dar uma contextualização melhor, até porque há algumas mudanças notáveis de um ano para o outro.

4. Nesse campo é importante também dizer que a PBM é de 2015, ano em que foi lançada, mas os números se referem a 2014, assim como os números da versão 2014 foram obtidos em 2013. É meio óbvio isso, mas como, dessa vez, há uma comparação explícita entre as duas pesquisas, resolvi enfatizar isso.

Um último ponto antes de passarmos às tabelas e gráficos (sei que você mal pode se conter de tanta ansiedade, mas aguente ainda um pouco). Dependendo de como andar o ímpeto cascatal dos coleguinhas das redações pode ser que tenha que interromper a numeralha para realizar a sexta seletiva do King of the Kings-2015 – sei que você sentirá tanto quanto eu, mas não posso deixar as cascatas se acumularem, sob pena de termos mais um mês só de cascatas, ok?

Isto tudo posto, vamos aos nossos queridos números, finalmente.

CONFIANÇA NAS NOTÍCIAS ACESSADAS (POR MEIO, EM %)

01_tabela_confiança_geral_confia

02_gráfico_confiança_geral_confia

03_tabela_confiança_geral_nao confia

04_gráfico_confiança_geral_nao confia

Alguns pontos de destaque (também pretensiosamente chamados de análise)

1. O percentual de confiança cresceu em todos os meios de 2013 (PBM-2014) para 2014 (PBM-2015). Suspeito que a cobertura da eleição tenha a ver com isso – como as pessoas procuram se informar mais, eles tendem a crer naquilo que leem/veem/ouvem (não teria sentido ir procurar informação para descrer muito ou totalmente dela). Precisa ver como esses números evoluem com o passar dos anos, o que, de resto, vale para toda a pesquisa PBM.

2. O destaque, em termos aumento de confiança, foi o meio revista, com acréscimo de 14 pontos percentuais em um ano. Um contingente migrou do “confia pouco” para o “confia muito”, que são as categorias contíguas (4 pp), mas não foi a maior parte. É um argumento mercadológico em favor da cobertura cascatal das revistas de informação, mas precisaria ver se foi esse tipo de revista que cresceu na confiança do público. Há ainda o ponto de que o meio, como já vimos, não é muito lido (2% do total da amostra da PBM, na média Brasil), o que faz o seu público ser mais fiel e, portanto, mais crente (como está nos pés da tabela e na nota metodológica 2 – você leu, né? – , o percentual foi tirado daqueles que acessam o meio e não do total geral da amostra). Mesmo com esse salto todo, porém, há mais gente desacreditando no que lê (52%) do que acreditando (44%).

3. Jornal e TV também não fizeram feio no que se refere ao aumento de confiança de 2013 para 2014, com crescimento de 5 pp cada um, contingente este vindo todo de “confia pouco” para “confia muito”. Ao contrário das revistas, porém, mais gente acreditava  no que lia nos jornais em 2014  (58%) e na TV (54%) do que desacreditando – 40% e 45%, respetivamente.

4. A internet, representada aqui por sites, redes sociais e blogs, apenas oscilaram dois ou 3 pontos percentuais de 2013 para 2014.

5. A internet, aliás, sofre de um problema de credibilidade. Na média dos três representantes, o meio teve 24,67% de confiança em 2013, subindo para 27% no ano seguinte, o que, convenhamos, ainda é muito ruim. E desse problema não escapam nem os sites, muitos deles de grandes companhias de mídia. Parece ser uma dificuldade do meio em si.

6. Uma questão a ser observada na comparação entre os níveis de confiança da chamada “mídia tradicional” com a “nova mídia” é que, com exceção dos sites, a internet não “vende” credibilidade propriamente. Ninguém espera que alguém que, a cada 10 posts, fala de seus gatos em cinco e do que comeu de manhã em três, tenha a mesma credibilidade ao analisar o momento político nacional e a questão de gênero nos outros dois. Ao contrário, quando você lê numa edição impressa da Veja ou assiste a um programa da Globonews espera-se exatamente isso – e o fato influencia favoravelmente, em termos de credibilidade, como a pessoa enxerga aquilo que é escrito, lido ou falado em cada um desses suportes. Por outro lado, quando essa expectativa é quebrada, dificilmente se recupera, creio. Enfim, essa questão ainda está à espera de pesquisas e estudos mais aprofundados (alô, pessoal da Academia! Vamos mexer esses traseiros, vamos?) e das próximas PBMs.

7. Por enquanto, o que dá para dizer é que, sim, o meio no qual uma notícia é veiculada importa.

8. Outro ponto são os cortes. Nas próximas colunas, vamos pegar esse viés da PBM-2015 mostrando como anda a credibilidade de cada meio por faixa etária, renda familiar, escolaridade e região. Ora, anime-se! Vai dar um trabalho danado pra ler, eu sei, mas pense no que vou ter organizando tudo. Viu? Podia ser pior.

O bombardeador gente boa

Depois do cafetão que se apaixona, o Brasil apresenta ao mundo um novo personagem criminoso inverossímil: o bombardeador pacífico. A versão do tal Fábio Raposo, que confessou ter passado o rojão para o cara que o disparou, atingindo o coleguinha Santiago Andrade, da Band, tem mais furos que um ralo de pia. Vou apresentar só os três mais absurdos:

1. Ele diz que foi à manifestação sem intenção de brigar, mas, ao ver uma bomba cair no chão – ele identificou o rojão como bomba até na matéria da Globonews , dois dias depois, imagina na hora –, a pegou, mas não tinha intenção de machucar ninguém com ela. Ia fazer o quê? Doá-la a um museu?
2. Depois de pegar o artefato, entregou-o para um cara desconhecido que disse (palavras dele) “passa pra mim que eu jogo” . Ou seja, se não tinha intenção de machucar ninguém com o artefato de artilharia que tinha em mãos, passou, conscientemente, a alguém que ele sabia que tinha;
3. Fábio diz que vem recebendo ligações de pessoas desconhecidas tentando obrigá-lo a assumir a culpa pelo crime. Como é que pessoas desconhecidas conseguiram os telefones dele? Pela foto que apareceu nas mídias sociais? Mediunidade?

O que provavelmente aconteceu…Fábio levou o rojão para mandar em cima dos PMs, mas, na hora do vamos ver, encagaçou-se e passou a arma para o cara mais decidido que aparece nas imagens recebendo-a das mãos dele, provavelmente, o líder da sua célula “black bloc” (insistiu demais que foi sozinho à manifestação, um erro na montagem do discurso de “garoto-legal- pego-na-confusão”). Este mandou o rojão para qualquer lugar que tivesse bastante gente (e não só PMs), a fim de garantir que alguém realmente se machucasse. Quando viu que o vacilão Fábio foi flagrado, o tal líder ameaçou arrebentá-lo (ou coisa pior) se não assumisse a culpa. Aí, já completamente borrado, ele se apresentou e contou a história da carochinha lá de cima.

Na boa? Desde setembro, quem vai a essas manifestações é com intuito de machucar alguém – de preferência, mas não necessariamente, um PM. Elas viraram brigas de gangue, de torcida organizada, só que com “black blocs” de um lado e PMs de outro. Ninguém dos dois lados se dá realmente mal, ao contrário de gente como Santiago e aquele serralheiro paulista, o do fusquinha incendiado.

“Barrigas” aceleradas

Muito bem. O tal racionamento de energia botou uma grana no bolso de uns e outros (e/ou outras) graças à manipulação do mercado via jornais e sites. Só que o pano de fundo dessa jogada, aquilo que a propiciou a armação, foi a decisão dos grandes jornais agirem como um partido político.

A problema é que veículo de comunicação não é partido político e por isso os “barões da mídia” dão com os burros n’água. O motivo do fracasso não conseguiria expor melhor do que o professor Emir Sader neste texto.

A obsessão por derrotar e fazer retroceder o projeto de país que está sendo implantado no Brasil desde 2003, porém, além de fracassar politicamente, está destruindo o que ainda restava de qualidade técnica nas redações (sem falar na moral, claro). A semana que termina demonstrou isso com as incríveis “barrigas” da Veja (aqui) e e da Folha (aqui), essa com direito a vexame da Eliane Cantanhêde, uma das estrelas da companhia e muito considerada também na Globonews.

Assim, nessa semana, o lento deslizar do jornalismo brasileiro para o fundo do poço sofreu uma aceleração. E essa nova velocidade, se os veículos não mudarem drasticamente a orientação que vem sendo seguida há alguns anos, tenderá a aumentar.

Notas eleitorais – I

Primeiros comentários sobre as eleições municipais:

1. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, desejou que o mensalão influísse nos resultados do pleito de hoje. O desejo, no entanto, não se cumpriu, exceto em um município e não do jeito que o procurador imaginava.

2. A exceção foi Osasco. Lá, como você deve lembrar-se, o candidato do PT, João Paulo Cunha, teve de renunciar à candidatura no meio da campanha por ter sido condenado pelo STF. Foi substituído, às pressas, por Jorge Lapas. Resultado: o substituto foi eleito com 60% dos votos.

3. Na maior parte do país, porém, o julgamento do mensalão foi solenemente ignorado. Até mesmo em São Paulo, onde Nove-Dedos tanto fez que levou seu pupilo para o segundo turno contra o interminável Serra.

4. São Paulo promete emoções paralelas para o segundo turno, além do novo embate PSDB x PT. Um deles: o que fará o bispo Macedo? Vamos convir que quem tirou seu candidato, Russomano, do segundo turno foi Haddad. O bispo vai à forra, apoiando Serra? Nesse caso, ficará ao lado das Organizações Globo, que jogarão toda sua força e fúria para não sofrer a suprema humilhação de ver N-D derrotá-la de novo elegendo um poste (esse poste mesmo, muito pior de carregar que o Dilmão) no seu maior mercado.

5. Outra coisa gozada de se acompanhar. Se o Serra vencer, os institutos de pesquisa sofrerão sua maior desmoralização. Afinal, desde o início da corrida eleitoral, o tucano foi apontado como recordista de rejeição – chegou a mais de 45%;. Ora, como reza a cartilha, ninguém vence eleição com índice de rejeição superior a 30%, como ficarão os institutos se der o filho do Nosfertu nas urnas? Vão dizer que ele foi desresjeitado?

6. Mas mesmo se essa possível desmoralização acontecer, nada abalará a fé dos coleguinhas e dos veículos nas pesquisas eleitorais, conforme o livro recomendado no post abaixo.

7.  A cara do Merval Pereira comentando os resultados na Globonews estava impagável – um misto de frustração, raiva, tristeza e vergonha. Hilário.