Um grande se foi

Morreu Luiz Mário Gazzaneo, meu chefe na editoria de País, do Globo, na década de 80. Me fez muito conhecido na redação, pois berrava “Ivsooooonnn!!!” a cada 15 minutos na redação, estivesse eu na cantina, tomando café, ou ao seu lado, na mesa de edição, que dividia com Lutero Soares, João Rath e Cristina Konder (caramba! Como tendo professores como esses, e ainda Marcos de Castro, eu não me tornei um bom jornalista? Só sendo muito burro mesmo…).

Aliás, depois que o Lutero me chamou para ser redator do Globo, aos 26 anos (enquanto estive lá, fui o mais jovem de toda a redação), com uma frase marcante – “sei que você quer ser repórter, mas a gente tem que comer” -, o Gazza me apresentou ao Marcos:

– Esse é o Ivson. Vai trabalhar com vocês. O texto não é lá essas coisas, mas é rápido. Vê o que você pode fazer.

Como o Zé Sérgio Rocha, eu também aprendi muito sobre política e história do Brasil com o Gazza, a quem homenageei ano passado nesse post, mas, nem que tivéssemos, ambos, dezenas de vidas (algo que, como grande comunista, jamais acreditou, e não aceitaria se fosse verdade), poderia ficar quites com ele.

Vai na paz, meu mestre.

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