30 anos esta noite

A falta de tempo me impediu, até agora, de dar os parabéns ao Chico Otávio e à Alessandra Duarte pela série de matérias que recorda os 30 anos da explosão da bomba do Riocentro, com novas revelações. Das matérias publicadas até agora, a que mais gostei foi a de segunda-feira, por mostrar que aquelas lúgubres figuras do passado continuam por aí, prestando favores sombrios, como fabricação de dossiês (alguns dos quais já deram até prêmios a coleguinhas, mas isso é outra história). A primeira matéria da série, a que se baseia no caderninho de endereços do sargento Guilherme Rosário, é bacana, mas, acho, interessa mais a historiadores, por confirmar informações que já tínhamos há 30 anos, com alguns adendos legais, mas que não mudam as convicções que formamos naquela época

O Globo, porém, deu uma forçada de barra ao dizer que foi dele o “furo” de que havia duas bombas no Puma. Essa informação já era conhecida na noite do evento e foi obtida por um repórter do JB, Ubirajara Roulien, do inspetor Humberto Guimarães, o Tatá. Como sei disso? Bem, é que tenho um exemplar da segunda edição do livro “Bomba no Riocentro”, escrito por Belisa Ribeiro, já em 1981, e editado pela Codecri, a editora do Pasquim.

Como recordar é viver – ainda mais fatos que não podem ser esquecidos sob pena de se repetirem -, homenageio os colegas (alguns já falecidos) que participaram daquela cobertura histórica na pessoa do meu ex-chefe e sempre ídolo Luiz Mário Gazzaneo, reproduzindo a primeira página seu depoimento a Belisa (atenção para o título, ele diz muito sobre o grande Gazza).

O grande Gazza

Exemplo de jornalista

2 comentários sobre “30 anos esta noite

  1. Trabalhos como este são fundamentais para contrariar as imposições de um árduo e bem trabalhado movimento de desmemoriação nacional, desde os primeiros momentos deste Brasil de uma história oficial que não permite a rica diversidade de memórias coletivas.

    • É isso, Sandra. seria legal que a Belisa se dispusesse a fazer uma nova edição do livro, até com uma atualização enrevistando Chico, Alessandra e outros coleguinhas que passaram pelo caso nesses 30 anos. E também como estão hoje os coleguinhas que participaram da cobertura naquela época (ok, essa é demanda pessoal por eu querer saber como eles e elas andam).

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