(Últimas) notas eleitorais

Encerrando a série sobre o primeiro turno das eleições municipais, seguem mais quatro pitacos:

1. Tragicômica a luta dos coleguinhas para tapar o sol com a peneira e não admitir que o Nove-Dedos já é um dos vencedores do pleito só pelo fato de ter levado o poste Haddad ao segundo turno em São Paulo. Esse desafio à realidade, porém, está para cair por terra com a iniciativa, que já cheira a desespero, do Estadão de especular que N-D poderia ser réu de um julgamento pós-Mensalão. Se essa ideia prosperar, aí é que o prato da balança vai pender de vez pro Haddad, pois ficará provado que o problema é de luta de classes, não tendo nada a ver com o bom combate pela moralidade pública;

2. E agora, Marta? O Haddad foi pro segundo turno e nem precisou de você. No segundo turno, vai ter que fazer mais em troca da colher de chá ministerial.

3. Quanto tempo ainda vai durar o DEM? Aposto que não chega à Copa das Confederações, em junho do ano que vem. Mesmo se ganhar em Salvador. Afinal, que deputado vai ficar num partido que não tem a menor perspectiva de poder? O máximo que os atuais próceres demos podem fazer é realizar uma retirada organizada, impedindo o estouro da boiada. Aí vem outro problema: ir para onde? Pro PSD, do renegado Kassab? Pro PMDB, sócio do arqui-inimigo PT no governo? Pro PSDB para ser tratado como primo pobre que se acolhe em casa por não ter onde cair morto?

4. Alguém viu a Marina Silva por aí? Se a encontrarem, avisem que o PRB e o Russomano já estão chegando pelo Expresso da Neutralidade.

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2 comentários sobre “(Últimas) notas eleitorais

  1. Marina Silva periga virar um Enéas, né? Aparece de quatro em quatro anos pra disputar a presidência, faz um barulho desproporcional à importância política e depois volta pra obscuridade.

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