Folha, Veja e O Globo dividem Troféu Boimate – 2017. TV Globo vence última seletiva para o King of the Kings.

Os jornalistas da Folha de São Paulo, da Veja e do Globo dividiram o Troféu Boimate de redação mais cascateira de 2017, após a definição das últimas três finalistas do King of the Kings, premiação que reconhece os coleguinhas que mais ajudaram a avacalhar o jornalismo no Brasil.

Os resultados foram os seguintes:

TROFÉU BOIMATE – 2017

1. Folha de São Paulo, Veja e O Globo: 3
2. IstoÉ: 2
3. Estado de São Paulo, Record, Exame, History Channel, Globonews e TV Globo: 1

 

4ª SELETIVA PARA O KING OF THE KINGS – 2017

1. Jornal Nacional torna glamourosa a necessidade de pobres terem de usar lenha para cozinhar. (31 votos, 30%)

2. Mídia esconde depoimento de advogado que expõe tráfico de influência na Lava-Jato (30 votos, 29%).

3. Veja já tem matéria pronta para condenação de Lula (20 votos, 19%)
Mídia apoia reforma da Previdência em troca de anúncios (20 votos, 19%)

Vamos à última seletiva para o King of the Kings-2017!

 

Ano Novo, tradição mantida: a Coleguinhas começa 2018 com as colunas dedicadas à escolha das maiores cascatas do ano que passou. Nesta semana, serão escolhidas as últimas concorrentes ao King of the Kings-2017 e, no dia 21, começará a eleição da grande vencedora do único prêmio brasileiro que reconhece os coleguinhas que tanto batalham pela esculhambação do jornalismo do Brasil. Paralelamente, com a indicação das últimas concorrentes, saberemos qual a redação que venceu o Prêmio Boimate, que homenageia a equipe de coleguinhas que mais fez, em conjunto, pela detonação da própria profissão em 2017.

Antes de começarmos a votação da quarta seletiva, aqui vão as regras:
1. Você pode votar em até três cascatas.
2. O pleito termina no domingo que vem (14 de janeiro).

Vamos então as cinco concorrentes:

1. Veja já tem matéria pronta para condenação de Lula

2. Folha demite humorista depois de ele ser atacado em redes sociais

3. Jornal Nacional torna glamourosa a necessidade de pobres terem de usar lenha para cozinhar. (TV Globo)

4. Mídia esconde depoimento de advogado que expõe tráfico de influência na Lava-Jato. (Todos)

5. Mídia apoia reforma da Previdência em troca de anúncios (Todos)

 

O Globo vence 3ª seletiva do King of the Kings e iguala a Folha na liderança do Troféu Boimate

Vitória fácil

Não chegou a ser surpresa. A cascata do Globo colocando a foto das malas de Geddel Vieira abaixo de uma manchete sobre Lula e Dilma venceu a terceira seletiva do King of the Kings-2017 com boa vantagem sobre a segunda colocada – a do Estadão dizendo que Temer não comprou votos do Congresso para se livrar das denúncias de corrupção. O Globo também igualou a Folha na liderança do Troféu Boimate, que premia a redação mais cascateira do país, ambas com três finalistas já classificadas para a final do King of the Kings, que se realizará em janeiro de 2018.

Após a contagem de 264 votos, as cascatas classificadas para a finalíssima foram as seguintes:

1. O Globo dá foto sobre Malas do Geddel, mas com manchete sobre Lula e Dilma. (59 votos, 22%)
2. Estadão afirma que Temer não comprou Congresso para fugir das acusações de corrupção. (45/17%)
3. IstoÉ afirma que PT tem célula dentro da PGR e domina Lava-Jato. (38/14%)
4. Míriam Leitão acusa “forças do atraso” que ajudou a pôr no poder pela tentativa de liberação do trabalho escravo. (27/10%)
5. History Channel mente a historiadores para produzir programa que deturpa a História do Brasil. (26/10%)

As cascatas que ficaram em sexto, sétimo e oitavo lugares voltarão para a última seletiva. São elas:

• Folha demite repórter com medo de seguidores de Danilo Gentilli.
• Veja já tem pronta matéria sobre condenação de Lula.
• Superinteressante fala da ameaça da Coreia do Norte aos EUA, mas esquece de falar das razões do ódio dos norte-coreanos.
• SporTv chama assassinato de torcedor de “fatalidade”

Vamos à 3ª seletiva do King of the Kings-2017!

Redações em plena atividade

 

Você vai ficar um tanto decepcionado/a, mas não há tantas cascatas assim para disputar a terceira seletiva do King of the Kings-2017. Há dois motivos básicos para o fato, creio. O primeiro é que, como já mencionei mais de uma vez, meus critérios cascatológicos, desenvolvidos em mais de duas décadas, são extremamente rígidos. Para entrar na lista de concorrentes ao KofK, a cascata precisa ser de muito baixo nível. O segundo motivo é decorrente do primeiro – o jorro de cascatas de baixo nível caiu muito desde que o Golpe de 2016 desandou e os antigos aliados começaram a ser atacados pelos veículos de comunicação, os quais também, vendo que já não detêm um controle absoluto sobre o golpe que comandaram, começaram a passar um paninho, posando, novamente, de “isentos, imparciais e objetivos”. Quem não os conhece que os compre.

Por estes motivos, são apenas dez as cascatas que estarão na disputa por uma vaga para a final de janeiro de 2018. Antes de nomeá-las, vamos às regras:

1. Você pode votar em até cinco concorrentes.
2. As cinco não classificadas voltam para a última seletiva.
3. O pleito segue até dia 19 de novembro, dando, portanto, duas semanas para você ler e votar com calma.

 

Então, vamos às concorrentes!

1. SporTV chama assassinato de torcedor de “fatalidade”.
2. Veja já tem pronta matéria sobre condenações de Lula.
3. IstoÉ usa investigação para acusar senadora que defende governo da Venezuela.
4. IstoÉ afirma que PT tem célula dentro da PGR e domina Lava-Jato.
5. Superinteressante fala da ameaça da Coréia do Norte aos EUA, mas esquece de falar das razões do ódio dos norte-coreanos.
6. O Globo dá foto sobre Malas do Geddel, mas com manchete sobre Lula e Dilma.
7. Folha demite repórter com medo de seguidores de Danilo Gentilli.
8. Míriam Leitão acusa “forças do atraso” que ajudou a pôr no poder pela tentativa de liberação do trabalho escravo.
9. History Channel mente a historiadores para produzir programa que deturpa a História do Brasil.
10. Estadão afirma que Temer não compra Congresso para fugir das acusações de corrupção.

O investimento em publicidade da Petrobras de 2011 a 2016 – IV (Revista)

Confesse: você nem notou que não publiquei a Coleguinhas semana passada. Foi a primeira vez em uns 10 anos, creio, e ninguém notou, o que provou a minha tese de que ninguém realmente presta atenção ao que escrevo. Estou sentido, abalado, triste? Quem pensa assim é que não conhece a minha autoestima e meu ego à prova de bomba H e kriptonita.Confesse? Você nem notou que não publiquei a Coleguinhas semana passada. Foi a primeira vez em uns 10 anos, creio, e ninguém notou, o que provou a minha tese de que ninguém realmente presta atenção ao que escrevo. Estou sentido, abalado, triste? Quem pensa assim é que não conhece a minha autoestima e meu ego à prova de bomba H e kriptonita.

Não houve Coleguinhas semana passada porque me defrontei um problema complicado ao preparar a parte referente ao meio revista. Vi que não adiantaria falar apenas das revistas semanais se quisesse dar uma versão abrangente da relação publicitária da maior estatal brasileira e as editoras do país, no caso representado pelas quatro que editam as principais semanais do Sudão do Oeste (Abril, Carta Capital, Globo e Três)  O alargamento do campo de pesquisa acabou por dar um trabalho do cão, pois precisei olhar o investimento da Petrobras em cada título de cada uma das quatro editoras. E depois comparar a importância das semanais no bolo publicitário destinado a cada uma pela empresa, claro.

Mas, enfim, saiu e o resultado aqui está. Mas, antes de olharmos para eles, como de praxe, vamos às notas metodológicas:

1. Há uma cisão temporal. Até 2013 (inclusive), os dados se referem a valores autorizados – empenhados, em burocratês -, não necessariamente realizados. De 2014 para cá, porém, são os valores efetivamente executados.

2. À primeira vista, manter os dois tipos de dados juntos não seria correto. No entanto, a junção não muda a tendência, , já que o fato de os valores terem sido previstos demonstra a orientação estratégica da Petrobras, a intenção de se investir neste meio e em determinadas empresas e publicações. Ainda assim, no caso de determinadas editoras,  houve uma variações estranhas que podem ter sido causadas pela mudança na metodologia de cômputo dos dados.

3. Como não pedi a relação previsto/realizado no período, não há como se ter uma ideia do percentual médio de execução orçamentária. Ano que vem, solicitarei essa relação.

4. As conclusões não têm o objetivo de esgotar o assunto. Ao contrário, gostaria muito de que outros se debruçassem sobre os dados a fim de extrair deles outras visões. Creio que os que trabalham na Academia poderiam fazer este trabalho com grande proveito para todos. Os dados brutos estão aqui (em arquivo zipado)

5. As conclusões políticas – de existirem – ficam por sua conta e risco, certo?

Agora, vamos lá:

 

 

1. O que mencionei no item 2 das notas metodológicas se pode ver logo aqui. As curvas da Abril, em 2013 (antes da mudança da forma de computar a liberação de verbas), e da Três (em 2015, após a mudança) são iguais, embora os valores sejam muito diferentes. Ainda assim, observa-se – também como pontuado nas notas – que as decisões de investimento publicitário da Petrobras migraram da editora dos Civita para a dos Alzugaray, após uma aproximação em 2014, ainda em favor da Abril.

2. O aumento do faturamento da Três pode ser atribuído ao aumento no número de títulos que a empresa passou a publicar naquele ano – Select, IstoÉ Platinum e IstoÉ 2016 – bem como o investimento em títulos nos quais a Petrobras não investia antes (Istoé Dinheiro e Gente) e que reduziu em 2016 (só permaneceram a IstoÉ e a Istoé Dinheiro).

3. As editoras Globo e Carta Capital não apresentaram variações tão acentuadas quanto as outras duas.

4. O gráfico mostra a disparidade de investimento na Carta Capital em relação às outras, mas isso pode atribuído ao fato de a editora não ter nenhuma outra publicação contemplada pelas verbas de publicidade da petroleira, a não ser a semanal, que apresenta uma circulação muito menor do que as concorrentes , (cerca de 30 mil exemplares, de acordo com o IVC de que disponho, de 2015).

5. Note-se a forte queda de investimento ocorrida de 2015 para 2016 (68,16%), afetando todas as editoras, mas em especial à Três, que sofreu um redução da ordem de 90%.

 

 

O gráfico mostra a progressiva concentração das verbas de publicidade da Petrobras nas quatro principais editoras (na verdade, nas três, já que, como viu no primeiro gráfico, a Carta Capital fica muito abaixo das outras), reproduzindo padrão tradicional do meio TV e também, de alguns anos para cá, dos jornais.

 

 

1. O gráfico de distribuição das verbas de publicidade da Petrobras para as revistas semanais de informação é, de longe, o mais errático que encontrei até o momento, em especial no que se refere à IstoÉ.  Há inclusive, nesse caso, uma quebra em 2013 porque, nos dados enviados pela estatal, naquele ano os dados foram contabilizados para o conjunto da editora, sem discriminar os títulos, ficando, dessa forma, bem problemático apontar um assumir o valor total do ano da Editora Três, apontado na tabela que acompanha o gráfico 1 (R$ 5.045.046,91).

2. De 2015 para 2016, porém, pode-se uma inversão de tendência entre os valores destinados à Veja e à Época em relação à IstoÉ. A primeira teve um acréscimo de 109,39% e a segunda, 16,47%, enquanto a IstoÉ viu o investimento da Petrobras na compra de anúncios cair 84,37%. Aliás, também a Carta Capital sofreu redução de 67,54% na verba publicitária da Petrobras no período.

 

O gráfico mostra como é variável a importância das semanais para o faturamento das editoras Abril e Três no que se refere às verbas de publicidade da Petrobras. Na primeira, em 2015, a Veja foi responsável por 32% do total, percentual que subiu para quase 96% no ano seguinte. Já a IstoÉ, destino de 40% do valor colocado na Três em 2015, saltou para 63% em 2016. Comportamento diferente teve a Época em relação à Editora Globo – houve elevação do percentual, mas ele foi suave (53% para 57,7%). A Carta Capital fica de fora da avaliação já que recebe 100% da publicidade destinada à editora de Mino Carta pela Petrobras.

Globonews vence segunda seletiva do King of King-2017. Folha assume liderança no Troféu Boimate.

A notícia, dada em termos festivos, de que a recessão tinha reduzido a inflação e devolvido o poder de compra aos brasileiros deu à Globonews a vitória na segunda seletiva do King of the Kings-2017, com 161 (16%) dos 944 votos computados. O KofK é o único prêmio dedicados aos coleguinhas que mais se destacam na tarefa de avacalhar o jornalismo brasileiro.As seis classificadas para a grande final marcada para janeiro de 2018 foram:

1. Jornalista da GloboNews festeja recessão e desemprego por devolver poder de compra aos brasileiros. (161 votos, 16%)

2. Estudante tem a cabeça quebrada por cassetete empunhado por policial e e Folha diz que foi por “homem trajado de PM”. (139, 14%)

3. Miriam Leitão afirma ter sido agredida por petistas durante voo, mas ninguém vê. (O Globo)  (127, 13%).

4. Veja acusa Lula de usar Dona Marisa para escapar de Moro. (121, 13%)

5. Procuradores da PGR dão “coletiva em off” para vazar nomes da Lista da Odebrecht. (Vários). (105, 11%).

6. Folha usa perito Molina para desqualificar gravações de Joesley Batista que mostram Temer cometendo diversos crimes. (88, 9%).

Com duas cascatas classificadas para a final do Kofk-2017, a Folha assumiu a liderança do Troféu Boimate-2017, que reconhece o esforço coletivo das redações em prol da desmoralização da profissão de jornalista no Brasil, com 3 concorrentes. A colocação do Troféu Boimate, você pode conferir à direita.

Vamos à segunda seletiva do King of the Kings-2017!

O meio do ano já chegou! O tempo voa mesmo, como dizia minha avó. Então, é hora da segunda seletiva para o King of the Kings-2017! Das dez concorrentes desta seletiva, quatro estão na repescagem da primeira e seis são novas. Antes de começar, vamos às regras, como sempre.

1. Você pode votar em até seis concorrentes.

2. Também dessa vez, as quatro não classificadas terão nova chance na próxima seletiva.

3. A votação vai até o próximo domingo, dia 16.

E vamos às concorrentes!

1. Estado de São Paulo acusa erradamente juiz do Amazonas de ligação com facção criminosa e ele passa a ser ameaçado por outra.

2. Site 247 recebe informação de leitor, não checa e publica que presidente do Bird criticou governo por acabar com programas sociais.

3. Elio Gaspari defende que Temer deve ficar porque “ruim com ele, pior sem ele”. (Folha e Globo).

4. Procuradores da PGR dão “coletiva em off” para vazar nomes da Lista da Odebrecht. (Vários).

5. Estadão afirma que 59 milhões de tuiteiros apoiaram Dória em polêmica com Amazon.

6. Jornalista da GloboNews festeja recessão e desemprego por devolver poder de compra aos brasileiros.

7. Estudante tem a cabeça quebrada por cassetete empunhado por policial e a Folha o descreve como “homem trajado de PM”

8. Veja acusa Lula de usar Dona Marisa para escapar de Moro.

9. Miriam Leitão afirma ter sido agredida por petistas durante voo, mas ninguém vê.

10. Folha usa perito Molina para desqualificar gravações de Joesley Batista que mostram Temer cometendo diversos