Começa a nona edição do King of the Kings!

Há semanas estou para realizar a primeira seletiva do King of the Kings-2016, mas fiquei sempre esperando a próxima cascata e… bem, elas estão vindo em tal profusão que não consigo acompanhar. Solicitei ajuda a dois amigos, mas eles também estão na batalha contra o golpe (na qual dou minha colaboração na linha TL particular do FB) e não puderam vir em meu auxílio. Assim, vou pôr em votação o que eu mesmo consegui coletar. Se você quiser me dar uma mão, envie sua colaboração para coleguinhas@protonmail.com, um e-mail de alta segurança (www.protonmail.com), encriptado usuário-a-usuário (end-to-end), que só será lido por mim (de fato, eu recomendo fortemente que você assine o protonmail, que é grátis).

O King ogf the Kings existe para reconhecer os esforços dos coleguinhas que trabalham duro para esculhambar o jornalismo brasileiro. Desde o ano passado, ele é acompanhado pelo Troféu Boimate, que premia a publicação que mais trabalhou para desmoralizar o próprio negócio. Para quem quiser sabe a origem do King of the Kings, clique aqui. Já a história do “boimate” é muito conhecida, mas se você a desconhece, clique aqui .

Ainda antes da lista, vamos às regras:

1. Você pode votar em até sete (7) concorrentes entre as 14 da lista.

2. Você ainda terá uma nova chance de votar nas sete não classificadas, pois elas voltarão para as outras seletivas (esta é uma mudança importante em relação ao ano passado, quando as não classificadas voltavam apenas na seletiva seguinte. No entanto, como a quantidade de cascatas é imensa e todas da alto/baixo nível, achei melhor estarem todas visíveis para uma melhor comparação dos eleitores).

3. A votação terminará na terça-feira, dia 12, pois estarei em viagem de férias a partir desta terça e não terei como anunciar o resultado domingo, como de praxe.

Agora sim, vamos as concorrentes:

1. Época denuncia professor francês muçulmano como terrorista mesmo ele tendo sido inocentado na França.

2.  Folha diz que Lula mandou nomear diretor da Petrobras, mas esquece que dizer que esquema na petroleira movimentara R$ 100 milhões durante governo FHC.

3. Zero Hora troca FHC por Lula em charge sobre os R$ 100 milhões em propinas.

4. Veja acusa falsamente mulher de estar envolvida na Lava-Jato.

5. Estado de São Paulo acusa Lula mencionando relatório da PF que não fala do ex-presidente.

6. Colunista do Globo ataca Lula em twitter publicado pela manhã e só se retrata de madrugada.

7. Rede Globo e Agência Lupa acusam erro de dados sobre microcefalia do Ministério da Saúde e são desmentidas por ministro e blogueiro cientista.

8. Estado de São Paulo publica como afirmação de Lula o que era uma corrente no What´s up.

9. Valor Econômico depõe a presidenta.

10. Rede Globo divulga grampo realizado ilegalmente a mando de Sérgio Moro envolvendo a presidente da República.

11. Estado de São Paulo divulga lista de apoio a Sérgio Moro com nome de 500 juízes federais, mas assinaturas eram apenas 200, nem todas de juízes federais e algumas nem eram juízes.

12. Estado de São Paulo divulga dados falsos sobre bloqueio de dinheiro por autoridades suíças, é desmentido pelo Advogado Geral do país e manipula o desmentido.

13. Veja anuncia que Lula vai pedir asilo na Itália e é desmentida pela embaixada do país.

14. Istoé afirma que presidenta está a um passo da loucura.

Chegou a hora! Escolha a maior cascata de 2015!

Após um ano inteiro e oito seletivas, das quais participaram 38 concorrentes de altíssimo (ou baixíssimo) nível, finalmente você terá a oportunidade de escolher a maior cascata de 2015. Ela conquistará o King of the Kings, único prêmio a reconhecer os coleguinhas que, arduamente, dia a dia, se esfalfam para esculhambar o jornalismo brasileiro.
Como sempre, antes da lista das finalistas, vamos às regras, que são bem simples:

1. Você poderá escolher até 15 (quinze) concorrentes.
2. A votação terminará domingo que vem, dia 17.

Antes da apresentação oficial, uma dica da organização: normalmente, as cascatas mais recentes levam certa vantagem por estarem mais fresquinhas na cabeça. Para equilibrar um pouco, tente lembrar do impacto (ou não) que a cascata teve quando você a leu e como ela repercutiu à época.

Então (rufar de tambores!), aqui estão as finalistas do King of the Kings-2015!

  1. Corrupção desviou R$ 88 bilhões da Petrobras (Folha)
  2. Lula está com metástase (UOL)
  3. Petrobras cria empresa de fachada para construir gasoduto (O Globo)
  4. Reuters pede aprovação de FHC para publicar que a corrupção na Petrobras começou no governo dele
  5. Repórter assedia adolescente sobrinho de Lula (Veja)
  6. Manchete do Globo de 16 de março (O Globo)
  7. Coleguinhas “esquecem” de ouvir advogada da Odebrecht que encontrou ministro (Todos)
  8. Tinta vermelha de ciclovia mancha carros em São Paulo (TV Globo)
  9. Lula forçou Petrobras a patrocinar escolas de samba do Rio (Valor)
  10. Sonegação da Operação Zelotes é maior que a corrupção na Petrobras, mas mídia não está nem aí (Todos)
  11. CBN tenta culpar Haddad por denúncia sobre irmão de secretário de Alckmin
  12. Irmãos Marinho tentam mostrar que Globo não ajudou a Ditadura de 64 (Valor)
  13. Lula confessa a Mujica que sabia do Mensalão( O Globo)
  14. Ciência sem Fronteiras não paga bolsa de estudantes (TV Globo)
  15. MP investiga Lula por fazer lobby no BNDES  (Época)
  16. Carlos Alberto Sardemberg culpa Lula e Dilma pela crise da Grécia (CBN)
  17. Lula pede “habeas corpus“ para não ser preso na Operação Lava-Jato (Folha)
  18. Venezuela veta entrada de senadores brasileiros (O Globo)
  19. Romário tem conta escondida em banco suíço (Veja) 
  20. Época diz que problemas políticos de Dilma se devem à falta de sexo
  21. Lula tem tríplex no Guarujá dado por empreiteira da Lava-Jato (O Globo)
  22. Escondendo Cunha (Folha)
  23. Barriga de Lauro Jardim provoca admissão de erro do Globo na primeira página
  24. Merval prevê “caminho livre para golpe” e STF, SQN  (O Globo)
  25. Bill Gates processa a Petrobras (Vários)

As explicações de Fernando Rodrigues

Na entrevista ao site Vice (um dos poucos veículos em que se pratica bom jornalismo brasileiro hoje), Fernando Rodrigues procura explicar porque ainda não divulgou os nomes dos patrícios que têm contas no HSBC da Suíça. Até explica, mas justificar que é bom, não. Três pontos me chamaram a atenção na entrevista a João Paulo Charleaux:

1. O que é interesse público: Basicamente, é o que Fernando Rodrigues diz que é. Ele cita o hipotético José da Silva, de Capela do Socorro (uma região de São Paulo), correntista do HSBC com US$ 50 mil. Ele diz que se pudesse provar que José da Silva não tinha declarado a grana ano Fisco, tinha interesse público e ele publicaria o nome do cara. Legal. Mas ele conseguiu essa prova sobre os nomes que já publicou? Desculpe, não basta que o cara seja ligado a empreiteira investigada pela Operação Lava-Jato para que se configure que aquela conta específica dele foi escondida do Leão. É suspeitíssima sim, mas como Fernando falou de prova, bem, se ele não tem como provar, o nome do sujeito não deveria ter sido publicado, como não seria o de José da Silva. Ou seja, ao publicar a lista dos empreiteiros, valeu mais o interesse de Fernando Rodrigues do que o do público que ele diz defender.

2. Posição do governo: A questão da prova leva ao segundo ponto, que, ao meu ver, é o mais complicado. Fernando reclama que funcionários do governo não lhe confirmaram a situação de nomes que ele passou, com a maior pureza d’alma. No meu entendimento, fizeram muito bem, pois, se o fizessem, cometeriam um crime, no caso, quebra de sigilo fiscal. Ao dizer ao coleguinha se a pessoa tinha declarado ou não a existência da conta e o valor que nela constava, o agente público teria prevaricado (definição de prevaricação aqui). O que o cara deveria ter feito (e, provavelmente, fez) seria dizer “obrigado pela sua colaboração, bom cidadão. Tomaremos as providências devidas”, desligado e nunca mais retornado. A Receita – ou qualquer órgão do governo que lide com informações sensíveis – não tem que confirmar ou desmentir nada a jornalista ou a quem quer que seja, a não ser que conste explicitamente em lei ou obedecendo a ordem judicial. E ainda tem mais – Fernando poderia ser processado por induzir o agente público a cometer o crime.

a. Caso ache mesmo que a Receita deve esta informação ao público, ele pode tomar o caminho de apelar para a Lei de Acesso à Informação (aqui), assinada por este mesmo governo que ele acusa de pouco transparente. Dica: se ele quiser mesmo, pode ter jogo no Artigo 31, Parágrafo 4.

b. Revoltado com a “desídia, preguiça e má-fé” dos agentes públicos que ele contatou, como bom cidadão Fernando deveria denunciá-los à Ouvidoria do órgão em que eles trabalham a fim de que passem pelo devido processo administrativo disciplinar e, caso confirmada a acusação, sofrerem punição.

3. Pimenta no dos outros…: O tom geral das respostas – e, principalmente, o desabafo final, no estilo “mamãe-vou-pra-Miami” – demonstra que Fernando está se sentindo incomodado por ter seus critérios jornalísticos expostos ao escrutínio público. Assim, depois da piada pronta, temos a ironia pronta.

Em email interno, editor do Globo elogia cobertura “capa de bandido”

O texto abaixo foi escrito por Alto Conselheiro que pôs a mão em um email interno do Globo, assinado pelo Pedro Dória, editor executivo do Globo. Nele, o editor tece loas ao material sobre as manifestações da edição de 17 de outubro, cuja primeira página segue abaixo, em tamanho maior do que no último post, para melhor visualização.

A capa

Apesar de publicar o nome do Dória – algo que só faço em condições especiais e a desse caso específico está explicada lá no fim do post – gostaria de deixar claro um ponto que considero fundamental para aqueles que não costumam acessar o blog, a imensa maioria das cerca de 50 mil pessoas que vieram à Coleguinhas nos últimos dias:

  • A Coleguinhas não fulaniza críticas. Elas são feitas às ideias e não às pessoas. Mesmo quando os nomes são citados – e isso só ocorre com os colunistas ou outros jornalistas que, por um motivo ou outro, são mais midiáticos, como no caso -, a crítica não é pessoal.

Como consequência desse credo, e diante do fato de que a polarização política está muito grande e nem todos se lembram de seguir o preceito acima – ou mesmo não concordam muito com ele (como poderá ser literalmente visto lá na dica do fim do post) -,  peço que as críticas que porventura existirem às ideias do Dória sejam feitas a elas e não à pessoa do colega. É sempre bom lembrar que ele, como a boa parte de nós no momento e quase todos no futuro, têm compromissos como supermercado no fim do mês, escola das crianças, pensão alimentícia etc.

Isto posto , à matéria do Alto Conselheiro.

===================================================

Mesmo após avalanche de críticas, editor de ‘O Globo’ classifica cobertura como ‘bom trabalho’ e ‘excelente material’

Em meio a uma avalanche de críticas à capa do jornal “O Globo” do último dia 17 de outubro (foto), que condenou previamente dezenas de manifestantes soltos pouco tempo depois pela absoluta falta de provas, Pedro Dória, editor executivo do jornal carioca, classificou, por meio de uma resenha interna, o material da cobertura como “excelente”. A mensagem faz referência ao material como um todo, e não apenas à capa.

Diz um trecho da resenha, enviada aos jornalistas da empresa diariamente: “Excelente material sobre os Black Blocs. Explicamos a operação, revelamos personagens. (…) Tem sido uma cobertura com vários momentos de tensão na qual atenção é fundamental. Bom trabalho, pessoal. Mesmo.” O e-mail faz um apanhado dos principais pontos positivos e negativos da edição, além de nomear os responsáveis pela cobertura e sugerir focos melhores.

A chamada na capa – “Crime e castigo: Lei mais dura leva 70 vândalos para presídios” – gerou uma série de protestos nas redes sociais. As acusações contra os manifestantes foram classificadas pelo presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, como “aberrações”. Damous disse que a forma como estavam ocorrendo as prisões “eram comuns na ditadura militar e são inaceitáveis numa democracia”. (leia na íntegra em http://glo.bo/1gwbbeo)

Até o fechamento desta matéria, quase todos os denominados “vândalos” já haviam sido soltos tanto pela falta de provas quanto pelos vícios processuais. De acordo com advogados que assistiram os manifestantes, o número de pessoas detidas “passou de 200 e não havia motivos de ordem técnica para os detidos serem levados para delegacias de outras regiões, se tratando de um expediente para dificultar a defesa jurídica dos acusados”. (leia a nota assinada por diversas organizações em http://bit.ly/1gwcry9)

Além da reação oficial de diversas entidades da sociedade civil, as redes sociais foram inundadas por mensagens criticando a abordagem do jornal da Família Marinho. Apenas cinco dias depois, uma página denominada “Muito além do papel de um leitor” – alusão ao slogan do jornal “Muito além do papel de um jornal” –, e que incentiva o cancelamento da assinatura do diário, já possuía mais quase 7 mil seguidores. Uma das mensagens da página explica o passo-a-passo do cancelamento e já havia sido compartilhada mais de 900 vezes. (acesse em http://on.fb.me/1gwaDW0)

A reação do ilustre membro do aquário não parece representar, no entanto, a visão da maioria dos jornalistas que trabalham no próprio jornal, segundo informou o experiente jornalista do blog “Coleguinhas”, que escreveu sobre o mal-estar instalado imediatamente após a publicação da edição.

“No meio da tarde daquele dia, o e-mail interno geral do Globo começou a receber centenas de e-mails revoltados com a capa “retrato de bandido” acima (sim, sei qual é o endereço). A imensa maioria – talvez uns 80% – era composta de um texto padrão, educado, que dizia algo como ser inaceitável O Globo fazer uma capa daquela, e 20% eram textos próprios, muitos com impropérios (…)”, escreveu Ivson Alves. (http://bit.ly/1gwb2YH)

Segundo as informações do blog e de fontes ouvidas pela redação, os emails internos de protesto foram bloqueados pela área de tecnologia da empresa, o que gerou ainda mais revolta.

A insatisfação diante da manipulação grosseira parece ter surtido efeito, pelo menos entre os leitores, informou Alves: “No mesmo dia, o cancelamento diário de assinaturas, que normalmente já não é desprezível (em torno de 10), subiu algo entre 10 e 20 vezes, segundo as fontes. A torrente de e-mails continuou até mais ou menos as 9h30min de sexta, quando o sempre competente setor de tecnologia do Globo conseguiu uma forma de bloqueá-la.”

Uma colaboradora ouvida por mim lembra outro aspecto da capa, que interessa aos três jovens expostos indevidamente, bem como os demais expostos na imprensa:

“Calúnia, conforme artigo 138 do Código Penal, é a imputação falsa de crime a alguém. Atinge a honra de pessoa física. Tem de haver a vontade de causar ofensa (ou seja, dolo e não culpa). O fato deve conter todos os requisitos do delito, ou não se poderá falar em fato definido como crime. Deve ser determinado e descrito em suas circunstâncias essenciais (imputações vagas não são consideradas). De qualquer maneira, o conjunto das manifestações, se vislumbra incriminar alguém, autoriza a suposição da calúnia.”

Ela conclui: “Provada a calúnia, por consequência, devidos os danos morais pela ofensa sofrida. Logo, a imputação de crime não cometido em jornal autoriza o ofendido a buscar na esfera criminal e cível a reparação.”

===================================================

A decisão de pôr o nome do Dória no post veio do fato de que esse vídeo está na rede e nele o email é citado. Assim, como “caiu na rede é peixe”…Aliás, recomendo ver o vídeo todo (aqui). Caso esteja sem tempo,  saco ou os dois, a parte mais legal começa aos 25 minutos e dura aí uns 45, 50 minutos. Grato a outro Alto Conselheiro que deu a dica.

A fase ruim continua para as OG

O urubu que pousou no ombro das Organizações Globo dá sinais de que não tem a menor intenção de ir embora. Depois ter tomado uma traulitada do Cade, apanhar do Ministério da Fazenda e ainda ter o Leão nos calcanhares, as OG levaram outra cacetada, dessa vez por conta de ação causada pelo tal Mensalão. Pelo menos dessa vez, a pancada não foi só no lombo global – o Correio Braziliense também entrou na vara. Leia aqui.

Os “barões da mídia” e o medo do “banho”

A histeria da mídia conservadora em torno da possibilidade do Celso Mello conceder o tal embargo infringente aos réus do tal mensalão não tem nada a ver com Justiça, defesa da democracia, combate à corrupção ou qualquer coisa do tipo. Tem a ver com um problema vivido pelos traficantes – a questão do “banho”.

Para os poucos que não sabem, “banho” é quando um traficante menor fica com parte do valor que tinha combinado com o fornecedor pela venda da droga. Ao se deparar com essa situação, o bandido maior não tem escolha – precisa executar (ou mandar executar) quem lhe passou a perna, mesmo que seja sua mãe, pai, filho ou irmão. É que, se não fizer isso, ficará desmoralizado, perdendo o respeito não só de quem o enganou como de todos os que estão em sua volta. E, logo, será ele o morto.

E o que foi combinado pelos “barões da mídia” com alguns impolutos magistrados do STF? Que eles entregariam os réus da AP 470 embrulhados e prontos para a execração pública. O acordo previa que José Dirceu, o principal alvo da caçada, por exemplo, receberia uma pena que o levaria a ser encarcerado. Quando isso ocorresse, seria humilhado publicamente – e com ele, acreditam os reacionários e conservadores, o PT – com direito a transmissão direta, em rede nacional, do momento em que estivesse entrando na cadeia, com repetição, ad nauseam, em todos os telejornais, além de muitas, muitas fotos.

Se os embargos forem concedidos, é muito provável que as penas sejam reduzidas – não existe possibilidade de absolvição -, até porque foram mesmo exageradas. Dirceu, para ficar no exemplo, com os advogados que tem, talvez consiga até  cumprir a pena em prisão domiciliar. Afinal, o Pimenta Neves, ex-diretor de redação do Estado de São Paulo, que matou a tiros namorada, a também coleguinha Sandra Gomide,  de forma premeditada e pelas costas, não cumpriu apenas dois de seus 19 anos de prisão e agora está em regime semiaberto (sem qualquer protesto dos “barões”)? Aliás, para você ver o exagero das penas, o Marcos Valério, que é canalha corrupto, mas não é assassino, pegou 40 anos.

Se o STF não lhes entregar o combinado, os “barões” da mídia vão fazer o quê? “Assassinar” o Supremo moralmente seria a resposta. Mas como, se eles têm um sem-número de interesses que tramitam ou tramitarão por aquela Corte? E se não “chacinar” os juízes do STF, a mídia conservadora ficará desmoralizada até para os reacionários brasileiros (para a parte boa da sociedade já está há muito tempo, como se vê nas manifestações). E aí, como é que ficaria?