Tem eleição para o King of the Kings também! Vamos à terceira seletiva!

Não é só na eleição para vereador e prefeito que você tem possiblidade de exercer o direito do voto. Começa hoje a terceira seletiva para a final do prêmio King of the Kings-2016, que, como você talvez saiba, desde 2008 reconhece o esforço dos coleguinhas das redações em esculhambar completamente o jornalismo do país. A finalíssima do prêmio, que já tem 14 concorrentes (veja ao lado), será em janeiro de 2016.
Desta vez, vou fazer um pedido especial. É que o Facebook, por algum motivo que não sei exatamente qual é, mas desconfio, cortou minha possiblidade de impulsionar a publicação, visando que ela chegue ao conhecimento de um número maior de pessoas. Como a plataforma, só apresenta os posts a apenas 4% dos meus amigos e seguidores gratuitamente, eis que o colégio eleitoral fica restrito. Assim, mais do que nunca, preciso que você compartilhe o King of the Kings. Desde já, muito obrigado pela ajuda.
Vamos às regras do pleito:

1. Você pode votar em até sete (7) concorrentes entre as 14 da lista.

2. Você ainda terá uma nova chance de votar nas sete não classificadas, pois voltarão em outras seletivas.

3. A votação terminará no domingo, dia 9 de outubro.

 

Agora, as concorrentes:

1. Folha mostra delações contra Lula e esconde as que falam de FHC e Renan.

2. Colunista do Globo calunia Lula durante o dia e se retrata na madrugada.

3. Valor depõe Dilma Rousseff.

4. Estado de São Paulo mente sobre investigação e é desmentido pela Procuradoria da Suíça.

5. Estado de São Paulo infla lista de apoio a Moro.

6. Estado de São Paulo não ouve defesa de Lula sobre sítio de Atibaia.

7. Veja mente sobre salário de Aderbal Freire-Filho.

8. Estado de São Paulo manipula pensamento de Marc Bloch e toma descompostura da neta do historiador.

9. Folha manipula resultado de pesquisa para favorecer Temer e é flagrada.

10. Veja é multada por divulgar pequisa eleitoral sem registro.

11. Veja plagia capa da Newsweek para atacar Lula.

12. Temer confessa que não houve motivo para o golpe, mídia esconde e colunista do Estado que tenta desmentir passa vexame.

13. Folha publica notícia antiga para expor blogs de esquerda.

14. Época mente ao dizer que Dilma furou fila da aposentadoria.

 

A abstenção vem aí

Mais uma prova da preguiça dos coleguinhas? Pois não. Semana passada houve a divulgação de mais uma das pesquisas da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), uma tradição na política brasileira há mais de uma década. Como vem acontecendo há tempos, o levantamento mostrou Dilmão à frente, ganhando no primeiro turno de todos – fácil contra Aécio e Dudu Campos, mais duramente quando Marina substitui Dudu -, o mesmo acontecendo no segundo.

No Datafolha, também tradicional instituto de pesquisa da Folha, que divulgou hoje (domingo, 23) um levantamento, Dilmão dispara com 47% das intenções de voto, quando enfrenta Aécio (18%) e Dudu (12%), e fica com 43%, contra Marina (23%) e Aécio (15%). Não vou botar o Lula e nem o Joaquinzão na roda, como fez o Datafolha, porque se desconfio que estatística desse tipo é ficção (aqui), botar quem nem está no páreo vira, para mim, ficção científica, tipo universo paralelo.

Os levantamentos da Folha e da CNT trazem um dado que foi tratado com ligeireza por todos – um pouco menos pelo jornal dos Frias -, mas que me parece essencial: a rejeição aos candidatos. Só que há discrepância significativa entre os números.

No Datafolha, os três principais candidatos – Dilmão, Aécio e Dudu – estão com índice de 30%, com Marina em 20%. Na pesquisa da CNT, porém, Dilmão, aparece com 37%, Aécio apenas com 1% a menos de rejeição, Marina apresenta 35,5%, e Dudu, 34%. Ou seja, estão tecnicamente empatados, como no Datafolha, mas com rejeição fora das margens de erro entre as duas pesquisas (a pesquisa CNT tem índice de erro de +/- 2,2%, enquanto a da Folha é +/2%, informação que você só encontra com lupa ao lado dos gráficos).

Problemas de metodologia à parte, mesmo com todos os candidatos da oposição fora da função de vidraça – no Executivo – há um tempão (Marina nunca o foi, na verdade), seus índices de rejeição são praticamente os mesmos de Dilma, que sofre bombardeio 24×7 de todos os grandes meios de comunicação do país.

O que isso indica? Na minha modesta opinião é um aviso de que a abstenção na próxima eleição geral vai bater todos os recordes e de longe. Já no segundo turno de 2010, ela chegou a 21% (dado do TSE), patamar jamais atingido antes. Aliás, uma definição: abstenção é o cara que não vai à seção eleitoral, não comparece mesmo, não o que vota nulo ou em branco. Assim, 1 em cada 5 eleitores simplesmente não se deu ao trabalho de sair de casa para ir “exercer seu dever cívico”, como de dizia lá nos antigamente, há quatro anos.

Uma parada aqui:

Há algum risco em não votar (veja aqui), mas nada que uma justificativa esfarrapada  e o pagamento de uma multinha não resolva (ano passado, essa multa foi de R$ 3,50, mas se o juiz eleitoral não for com sua cara, pode aumentá-la até…R$ 35,00!)

Voltando…

Como mostram os percentuais de rejeição obtidos pelas pesquisas CNT (principalmente) e Folha, a próxima eleição tem tudo para deixar aqueles 21% de 2010 comendo poeira. Afinal, se cerca de um terço do eleitorado rejeita um dos candidatos, a possibilidade de o total de abstenção avançar em direção a esse número – embora sem atingi-lo – é bem grande. Tão grande que valeria a pena, CNT e Folha botarem a possibilidade clara de abstenção nas futuras pesquisas e analisá-las em separado, detalhadamente (mas acho que não vão).

Seria um horror? Bem, sim e não. Sim, porque se, digamos, 1 em cada 4 brasileiros achar que não tem nada a fazer numa seção eleitoral, o/a presidente eleito em outubro/novembro próximos começa com um problema sério de representatividade – não será ilegítimo/a (nunca será, mesmo com um único eleitor comparecendo para votar, por ter concorrido a um pleito aberto), mas já começaria com a desconfiança absoluta de 25% dos cidadãos em idade de voto – ou seja, mais de 30 milhões de pessoas.

Não, porque o problema não será só dele/dela – é do mundo inteiro. No Chile, a abstenção na eleição geral, realizada ano passado, chegou a 60% (foi a primeira sem a obrigatoriedade do voto). Na França, em 2012, chegou a 20,5% (e tinha um monte gente querendo chutar o Sarkozy para fora do Eliseu). Nos EUA, no mesmo ano, o Obama só foi eleito por 25% dos americanos com direito a voto (lá, só vota quem quer mesmo, quem se registra para isso, e, entre esses, só 50% apareceram). Já na terra de Elizabeth 2ª, a abstenção, em 2010, atingiu 35%. Tirei esses números desse interessante artigo aqui, que aponta para o tamanho do buraco que está aberto bem no meio da representatividade política.

Importante, né? Valeria um intenso debate, certo? Várias matérias sobre o assunto, positivo? Pois é melhor pegar uma cadeira confortável para esperar – há uma grande possibilidade de matérias com essa abordagem simplesmente não rolarem. Pelo menos não no que depender da vontade de trabalhar dos coleguinhas.