A chance dos Marinho, meu!

Golpe é um vício de família

O golpe de Luiz Frias na irmã pode abrir caminho para um antigo sonho dos Marinho: ter um jornal em São Paulo.

Meu raciocínio: como Luizinho quer se ver livre do jornal para que este não atrapalhe suas relações com o governo Bolsonaro, via Banco Central, o qual pode causar muito prejuízo ao PagSeguro, ele e a viúva de Otavinho, que participou da puxada do tapete da Maria Cristina, teriam todo o interesse em vender as suas partes das ações da Folha (ou apenas um pedaço delas) para os Marinho. Estes nem precisariam ficar com a maioria acionária, bastaria apenas serem acionistas relevantes e, com base em um acordo, tocarem o negócio.

Em termos empresariais, seria ótimo para os Marinho, que poriam os dois pés no Estado com o maior mercado publicitário do país, o mesmo em que estão as duas praças mais importantes da Rede Globo, numa sinergia de fazer babar o tal de mercado. Até hoje, eles não fizeram isso por haver um acordo com os Frias e os Mesquita para que não entrassem lá. Com os primeiros caindo fora o negócio – e os Mesquita mal das pernas – não haveria motivo para o acerto ser mantido.

Obviamente, os Bolsonaro odiariam esse movimento, pois fortaleceria em muito uma empresa já poderosa e que eles consideram inimiga. Assim, certamente fariam de um tudo para impedir – e você sabe como eles agem quando entram em guerra.

Parece guerra de famílias mafiosas? É por que é mesmo. E daquelas que pode rolar até sangue (e, em se tratando da familícia, pode não ser apenas metafórico)