A circulação da Época e “crowdfunding”

Nesta semana, a análise de circulação será revista semanal do Grupo Globo, a Época, enfocando o primeiro trimestre deste ano, em relação aos primeiro e quarto períodos trimestrais de 2015. Antes, porém, pausa para uma autopromoção. Para manter este serviço, que antes era 0800 graças a uma fonte, preciso pagar. Para recolher fundos, abri uma campanha de “crowdfunding” no Catarse. Se você gostar da que vai ler e achar a manutenção deste serviço importante, é só clicar aqui e contribuir com qualquer quantia até 29 de setembro. Desde já, fico muito grato.

Agora, aos números da Época. O primeiro ponto a ser observado é que a semanal dos Marinho, diferente da Veja, não apresenta assinaturas híbridas (digitais+papel), o que facilita a análise e deixa a nu a irrelevância da circulação digital da revista, que não chega a 2.500 em meio a uma circulação total de mais de 360 mil exemplares. Desta forma, as análises da semanal dos Marinho é bem mais curta do que dos veículos já estudados (que bom, hein?). Por este fato também os pares tabelas/gráficos vão seguidos um do outro e analisados em conjunto.

 

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Circulacao Epoca 1tri_2016-1tri_2015
1. A comparação entre os meses extremos do período de seis meses entre outubro e março (primeiro par tabela-gráfico), aponta uma queda de 1,2% na circulação, indicando estabilidade na circulação geral, o que está em linha com o que aconteceu em todas as publicações impressas, em maior ou menor grau.

2. Já na comparação entre os primeiros trimestres de 2015 e 2016 (segundo par tabela-gráfico), há uma diferença mais notável. Entre janeiro e março do ano passado, a circulação da Época cresceu 1,5%, enquanto apresentou uma pequena queda de 0,3% no mesmo período deste ano.

3. O resultado acima seria melhor se a comparação entre os meses de janeiro não apresentasse uma queda de 4%, indicando uma mudança de patamar (para baixo) da circulação na virada do ano, com uma queda de 5,5% entre dezembro e janeiro.

4. Este fato não é incomum, dado que estes são meses de férias e de pagamento de contas anuais e aquelas contraídas por conta das Festas. O problema mesmo é que a recuperação não chegou com um nível que se poderia esperar, fazendo com que a tendência de queda se mantivesse, embora em níveis menores, mas, ainda assim, invertendo a tendência demonstrada entre janeiro e março de 2015.

5. O grande problema da Época, porém, é mesmo sua fraquíssima inserção digital, que chega a merecer mesmo a qualificação de ridícula. Ela é muito perigosa para a longevidade da publicação, pois ela praticamente não tem presença na mídia digital (internet ou apps) que é para onde caminha o meio revista.
O “CROWDFUNDING”

Gostou da análise? Acha importante a sociedade ter acesso a estes números? Então por favor me ajude a manter o serviço contribuindo na “vaquinha virtual” no Catarse. Vamos lá! Tem recompensa a partir de 20 “real”. É só clicar aqui e colaborar. De novo, agradeço a ajuda desde já.

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