A circulação do Estadão e o “crowdfunding” no Catarse

Alguns amigos e amigas, que acompanham a Coleguinhas há alguns anos e apoiam a campanha de “crowdfunding” que lancei no Catarse , sugeriram que eu explicasse o que são os números do Instituto de Verificador de Circulação (IVC) e a importância da manutenção de seu acompanhamento por alguém independente dos veículos de comunicação. Dessa forma, argumentaram, quem não é jornalista entenderia a questão e se disporia ajudar. Bem, vou fazer melhor- em vez de explicar, mostrarei um exemplo real. Assim, vamos à análise dos dados do primeiro trimestre da circulação d’O Estado de São Paulo.
Os dados vão ser agrupados de duas maneiras, visando confrontar a variação da circulação do jornal dos Mesquita. Na primeira dupla tabela/gráfico, abaixo, estão os dados comparando a circulação do último trimestre de 2015 com o primeiro tri de 2016; no segundo par, está a comparação entre o primeiro tri de 2015 com o mesmo período deste ano. Ao fim de tudo, vem análise.
Então, vamos lá.

 

Gráfico 1

20160807_grafico_tabela_estadao_3tri2015-1tri2016

 

Gráfico 2

Gráfico Estadão - 1tri-2105x1tri-2016

 

1. O par tabela/gráfico 1 (4º tri/2015 x 1ºtri/2016) indica que a circulação do Estadão sofreu um queda na passagem do ano, com redução de uma média de circulação total de 221.103 exemplares para 208.034 (- 5,9%).

2. A redução foi puxada pelas assinaturas híbridas (digital mais impresso), com – 22,4%, enquanto as digitais puras reduziram 4,9% e as assinatura impressas tenderam à estabilidade, com 3,1%.

3. O segundo par tabela/gráfico mostra que a situação do Estadão deteriorou-se de um ano para cá, com uma queda na circulação total de 16,2%, mas que pode estar chegando a um momento de estabilidade, pois a redução na comparação de trimestres separados por 12 meses foi cerca de três vezes maior que a queda entre os trimestres consecutivos.

4. A boa notícia – a única do levantamento – para o jornal dos Mesquita vem das assinaturas digitais, que, no comparativo entre os primeiros trimestres de 2015 e 2016 apontou uma elevação de 5,7% no número médio desta forma de assinaturas.

5. O desempenho razoável das assinaturas digitais, porém, nem de longe foi capaz de fazer frente à queda das assinaturas impressas, de – 11,6% no confronto entre os dois primeiros semestres dos dois anos, e à desastrosa performance das assinaturas híbridas, que reduziram à metade (menos 51,3%) em um ano.

6. Os números demonstram que o Estadão até vai bem na obtenção de assinaturas digitais, mas não foi capaz de deter a sangria do número de leitores, que abandonaram dm grande número no último ano. O consolo dos Mesquita é que o desempenho dos dois últimos trimestres parece demonstrar que a velocidade da queda reduziu-se, embora a redução não tenha parado.

O “CROWDFUNDING”

Então, gostou? É este serviço que me proponho a manter, se você me ajudar contribuindo na “vaquinha virtual” que iniciei no Catarse semana passada e se estende até 29 de setembro. Vamos lá! Tem recompensa a partir de 20 “real”. É só clicar aqui e colaborar. Desde já, agradeço a ajuda.

Um comentário sobre “A circulação do Estadão e o “crowdfunding” no Catarse

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