“Os EUA estão uma bagunça” . E o jornalismo – e nós – com isso?

Você viu o ataque aos policiais em Dallas? Beleza. O que vocês talvez não tenham visto foram os assassinatos de negros que provocaram o protesto durante o qual a emboscada aconteceu e levou a The Skimm à conclusão que abre o título do post. Então, vamos a eles:

Alton Sterling (Louisiana)

Philando Castile (Minnesota)

A revelação que a polícia dos EUA segue a mesma receita de caça aos negros que a do Brasil não chega a ser novidade. O diferente nos dois casos foi a reação das pessoas que assistiram às execuções, especialmente a de Dyamond Reynolds, namorada de Castile, que usou o Faceboolk Live – a ferramenta de publicação ao vivo do Mark -, para transmitir os últimos momentos do amado, ainda a tempo de mostrar a arma fumegante na mão do policial assassino. Estes vídeos levaram a uma série de reflexões sobre o crescimento e a importância do jornalismo cidadão e seus limites, se é que existem.

(Todos os links abaixo – e o que leva ao The Skimm, acima – foram obtidos por meio do Farol do Jornalismo, a excepcional newsletter semanal enviada para assinantes pelo coleguinha gaúcho Moreno Osório, a qual eu realmente insisto que você assine se encara o jornalismo a sério).

Journalism Festival: O dia em que o Facebook Live redefiniu o conceito de jornalismo cidadão.

Fortune: O mundo é uma zorra sem sentido e é bom você ter consciência disso.

Poynter: 10 perguntas que jornalistas de devem fazer antes de pôr um vídeo na rede.

Zeynep Tufekci: Brilhante socióloga turca radicada nos EUA faz pergunta incômoda.
Estes fatos e questionamentos são pertinentes aqui no Bananão – onde, só no Rio, a polícia matou 8 mil pessoas em 10 anos – e vale refletir, certo?

P.S.: Você seguiu os links, né?

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