Peneirando a PBM-2015 (XII) – Confiança, por escolaridade, veículos tradicionais

Vamos lá, mais uma escovada na PBM-2015 – agora falta bem pouquinho, é a penúltima. Dessa vez, o recorte de Confiança é por escolaridade, com foco nos meios tradicionais. Antes de começar, um lembrete: os percentuais sobre Confiança se referem apenas aos entrevistados que responderam que acessam os veículos – assim, o percentual de quem confia ou não em TV, por exemplo, é obtido apenas entre aqueles que veem TV e não sobre o universo total da pesquisa, ok? Dei mole e achei que isso era óbvio, mas não é, né?

Dito isto…Bora!

 

20_tabelas e gráficos_TV_confiança_escolaridade

Como em outros recortes, também por escolaridade, a TV mantém uma invejável estabilidade acima dos 50% e variando pouco entre as faixas, que, assim, ficam em torno da média, tanto no caso de “Confia/Confia muitas vezes” quanto do oposto.

 

21_tabelas e gráficos_Jornal_confiança_escolaridade

Diferente da TV, o meio jornal, apesar de manter também acima dos 50% de confiablidade, varia muito entre as faixas. Na mais baixa (cidadãos que não chegaram a estudar até a 4ª do Ensino Fundamental), a confiança nos jornais é de 54%, 4 pontos percentuais abaixo da média Brasil (58%) e nada menos do que 9 pp a menos do que a faixa mais alta (cidadãos que chegaram ao curso superior) – 63% de confiança, a mais alta deste recorte. Muito provável que a diferença de linhas editoriais entres os chamados “jornais populares”, provavelmente os mais lidos na primeira faixa, e os chamados “quality papers” (seja lá o que isso signifique no Brasil), cuja vendagem é concentrada no último estrato, explique essa diferença na credibilidade.

 

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O meio revista apresenta a maior disparidade de confiança entre faixas de escolaridade, mais precisamente entre a primeira e a última – entre aqueles que cursaram até a 4ª série do Fundamental apenas 34% confiam no que leem em revistas, contra 48% entre os que possuem curso superior, diferença de 14 pp e 10 pp para os que têm curso Médio, cuja percentagem é a mesma da média Brasil (44%). Também aqui as linhas editoriais dos veículos dos pelos três estratos devem desempenhar um papel relevante na explicação dessa diferença. Interessante notar também que 8% dos entrevistados com a até a 4ª série do Fundamental não responderam se confiam ou não nas revistas (ou não têm opinião formada), o maior índice entre os meios.

 

23_tabelas e gráficos_Rádio_confiança_escolaridade

O meio Rádio merece mais confiança das pessoas que estudaram até a 4ª série (55%) do que das faixas acima, especialmente a que chegou até o curso superior (50%), um percentual que ombreia com – e até bate – a TV (53%) e o Jornal (54%), na primeira faixa .

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