Peneirando a PBM-2015 (XI): Confiança, por renda, internet

A PBM-2016 deve estar começando a ser apurada agora (se o Levy não a cortou também) e ainda estou aqui, escovando a de 2015. Enfim, agora falta pouco – depois dessa de hoje, “Confiança, por faixa de renda, internet” –faltarão apenas mais duas, também no âmbito da confiança, mas por grau de escolaridade. Assim, sem mais delongas, vamos à numeralha desta semana.

 

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Os sites jornalísticos (creio, porque a PBM não especifica) apresentam uma disparidade notável entre as faixas mais baixa e mais alta de renda no que se refere à confiança. Abaixo de 1 SM, ela é de apenas 22%, enquanto no estrato acima de 5 SM, é 13 pontos percentuais maior, o que coloca a faixa também 5 pp acima de média Brasil. O mais provável é que essa diferença aconteça porque a faixa mais alta de renda tenda a ser também composta por pessoas mais velhas, mais suscetíveis às marcas que as empresas de mídia tradicionais construíram por décadas (e que, aqui no Bananão, vêm procurando ativamente destruir na última década).

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Os blogs gozam de menor confiança do público do que os sites, mas, ainda assim, os números mostram que a mesma disparidade de confiança entre os extremos das faixas de renda. Ela atinge 10 pp entre a mais alta e a mais baixa, mas o percentual de confiança da faixa acima de 5 SM é apenas 2 pp acima da média Brasil.

 

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Já nas redes sociais, a as faixas de renda mostram um grau de dispersão menor no que se refere à confiança. Ela atinge apenas 6 pp, sendo que na faixa de renda abaixo de 1 SM a percentual é igual ao dos sites (22%), 5 pp acima dos blogs. Esse número pode indicar a força dos relacionamentos, já que, numa rede social, por definição, recebemos informações de amigos e conhecidos, o que lhes confere um grau de confiança maior, principalmente entre os mais pobres, cuja relações comunitárias são mais fortes, até porque muitas vezes ligadas à própria sobrevivência e da família. Esse ponto explicaria também a diferença de confiança, na mesma comparação com os sites, em favor destes (35% x 28%), no estamento acima de 5 SM, cuja necessidade de redes de solidariedade para a sobrevivência são menores.

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