O repórter e a moça

O desenlace do caso envolvendo o repórter Thiago Asmar e a modelo Carol Muniz deixou sequelas na redação da TV Globo. Como você deve saber, Asmar filmou Carol logo após a transa, sem que ela soubesse, e depois mandou para os amigos via zap-zap. Obviamente, o vídeo vazou e viralizou. O caso chegou aos ouvidos da direção da Globo – alguns dizem que Carol apelou ao ex- namorado, Marco Polo Del Nero, que assumiu a presidência da CBF na quinta-feira passada e foi citado na conversa de alcova – para que ele pedisse a demissão do repórter. Certa de que isso aconteceria (e também para faturar um pouco da exposição, afinal vive disso), a moça chegou a comemorar a demissão em sua conta no Instagram.

Só que não. Em nota divulgada no dia 13, a Rede Globo negou a demissão do repórter (aqui). As alegações foram de que o vídeo era íntimo, sua divulgação, ilegal, e a Globo, não citada nele. Já seria um problema uma empresa que tanto luta pela moralização do país (pelo menos segundo seus telejornais) transigir com tamanha cafajestagem, mas ficou ainda pior porque não foi a primeira vez que Thiago teria divulgado vídeos e fotos de suas conquistas obtidos após o coito (como diria Sheldon Cooper). Inclusive com colegas de trabalho.

Foi essa última descoberta que enfureceu as mulheres da redação da TV Globo. Elas estão se sentindo expostas e desamparadas pela direção da empresa, que puniu o mané apenas com uma singela “geladeira”. Se um cara pode fazer uma sacanagem dessa sem ser punido na prática, qual será o limite? Pimenta Neves?

2 comentários sobre “O repórter e a moça

  1. Demitir jornalista por informação via twitter, eles demitem. Isso aí, que no meu entender, é muito pior, dá em geladeira. Parece incoerência. E é.

  2. O limite é a tristeza sem fim que um ser humano, global ou não, é capaz de produzir.

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