IstoÉ frágil

A IstoÉ é a última das três semanais de informação cujos resultados de 2014 analiso há três semanas. Seus resultados não são nada melhores do que as concorrentes Veja e Época, chegando a ser muito pior em um caso A tendência de queda a coloca em situação mais frágil que as outras duas por ter circulação muito menor que a revista dos Civita e não ter visto suas vendas reagirem no último trimestre como a dos Marinho.

Variação de circulação – Janeiro/Dezembro 2014

Tabela/Gráfico 1

20150322_istoe_tabela_jan-dez-2014_circulacao

20150322_istoe_grafico_ jan-dez-2014_circulacao

 

 Variação por tipo de venda (4º trimestre)

Tabela 2

20150322_istoe_tabela_variacao_ultimo tri

Análise

A IstoÉ não possui edição digital (ou não a declara, pelo menos). Desse modo, há apenas duas tabelas e um gráfico na análise, diferente da Veja e da Época (aqui e aqui). Por não possui-la, os resultados da revista da Três aproximam-se mais daqueles da Época – cujo número da edição em bits é irrisório – do que da Veja. Assim, a queda percentual da circulação da IstoÉ em 2014, de 4,23%, é muito parecido com a que ocorreu com a semanal da Editora Globo (4,5%) – saiu de 329.879 exemplares em janeiro para 315.901 em dezembro (tabela/gráfico 1).

No entanto, diferente do caso da Época, o desempenho do último trimestre de 2014 não suscita esperanças de um futuro melhor. Enquanto a semanal dos Marinho cresceu 4,11% de outubro a dezembro, a IstoÉ caiu 1,8% – resultado melhor que a Veja, porém, cujo decréscimo de circulação chegou a 3,4% nos três últimos meses do ano passado. Como a Veja, o problema na IstoÉ concentrou-se nas vendas avulsas, onde levou um tombo de 17,77% no último trimestre (contra mais de 25% da semanal dos Civita), que não refletiu muito na circulação geral porque a participação da venda em banca não chega a 10% do total (na Veja, ultrapassa esse percentual).

Com a revista da Editora Três, termino as análises dos resultados das semanais, assunto ao qual pretendo retornar quanto tiver em mãos os números dos primeiros seis meses de 2015 (o que, com a dificuldade que tenho de obtê-los, deve ocorrer lá para agosto ou setembro). Não comemore, porém – você não vai se livrar de meus gráficos e tabelas tão facilmente.

2 comentários sobre “IstoÉ frágil

  1. Será que você ´poderia também divulgar os números da CartaCapital, a menor e mais alternativa das semanais de informação? Fiquei muito curioso em saber como a revista do Mino está se saindo nessa transição de impresso para digital – ainda que uma queda na circulação não seja um grande problema, já que a revista vende o relacionamento com o leitor e não um número

    • Vou tentar, Gui, mas obter os dados das revistas é bem mais complicado do que dos jornais. Por isso, nada posso prometer, ok?

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