Época vai mal das pernas

Vamos para segunda das três partes da série que enfoca o desempenho das principais revistas semanais de informação em 2014. Semana passada foi a Veja (aqui) e nessa, a Época. Em frente.

 

1. Variação de circulação – Janeiro/Dezembro 2014 – Total (Edição impressa + Edição Digital, média mensal)

Tabela/Gráfico 1

20150315_epoca_tabela_jan-dez-2014

 

20150315_epoca_grafico_circulacao_total

 

2. Variação da circulação por tipo de edição

Tabela/Gráfico 2

20150315_epoca_tabela_jan-dez-2014-por tipo de edicao

20150305_epoca_grafico_jan-dez-2014-por tipo de edicao

 

3. Variação por tipo de venda (4º trimestre)

Tabela 3

20150315_epoca_tabela_ultimo trimestre-2014

Análise

De cara, um problema com os números da semanal dos Marinho. Diferente de sua congênere dos Civita, a Época afirma que não há sobreposição entre as assinaturas digitais e as impressas. Ou seja, que quem assina a edição impressa não assina a digital e vice-versa. Isso é muito pouco provável, mesmo num universo tão pequeno de assinaturas digitais em relação ao total da circulação (0,66%). Mas é exatamente essa diminuta relação que a possível falta de precisão não afeta a análise.

Também de maneira diferente da sua principal concorrente, a Época terminou 2014 com uma circulação menor do que aquela que possuía em janeiro do ano passado, sofrendo uma queda de 4,5%, como se pode ver na tabela (e no gráfico) 1 – a Veja, como você pode recordar (e ler no link lá da abertura), cresceu 3,1% em 2014. Como foi assinalado, as assinaturas digitais são insignificantes e, assim, o problema ocorreu mesmo na edição impressa, que caiu de 394.622 exemplares em janeiro para 376.515, em dezembro, os 4,5%, como se pode ver no par tabela/gráfico 2.

A boa notícia para a Época é que, como se pode ver na tabela 3, há uma reação nas vendas avulsas, que subiram 4,11% no último trimestre, juntamente com 0,96% nas assinaturas. A reação não foi mais significativa porque as assinaturas digitais caíram 7,78%, um percentual que afetou o desempenho, mesmo com o peso insignificante da edição digital na circulação da revista.

Curiosidade. Como se pode ver no par tabela/gráfico 1, no mês de agosto houve um salto na circulação da Época, que atingiu pouco mais de 405 mil exemplares, entre as edições impressa e digital, bem acima da média de 385 mil. O fenômeno se deveu à edição 844, de 1º de agosto, que atingiu 470.709 exemplares. O assunto da capa: “Gordura sem medo” – matéria sobre como a ciência tem descoberto que, afinal, a gordura não é assim tão nociva à saúde.

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