Passando a limpo. De uma vez por todas.

A esquerda está dando mole. Ela deveria aproveitar que os militares e o resto da direita fica querendo igualar os dois lados para propor a eles a revogação da Lei da Anistia, de modo a todos poderem responder pelos seus crimes. Assim, poderíamos responder as seguintes perguntas, em processos penais:

1. Quem são as vítimas da esquerda armada e das forças de repressão?

2 Como e em que circunstâncias elas morreram e/ou foram torturadas?

3. Quais são os acusados pelas suas mortes e/ou suas torturas?

4. Onde estão esses supostos assassinos ou torturadores?

  • Estão vivos?
  • Em caso positivo, onde estão?
  • Foram presos e cumpriram pena na época?
  •  Em caso de não terem cumprido pena, os crimes já prescreveram ou não.
  • Caso os supostos assassinos estarem mortos, em que circunstâncias ocorreram suas mortes? Seus corpos se encontram onde?

5. Se os crimes foram outros, quais foram? Quando foram cometidos? Estão prescritos? Seus autores cumpriram pena em algum momento?
Duvi-de-o-dó que os milicos e o resto da direita aceitem a revogação da Leia da Anistia. Os motivos:

1. Os supostos crimes de assassinato e assalto já estariam prescritos há muito tempo – e muito por culpa dos próprios militares, que esconderam ou destruíram os arquivos sobre eles. Já a tortura (seguida ou não de morte) é crime contra a Humanidade e, como tal, imprescritível. Ou seja, os tais “terroristas” não seriam julgados, mas os seus torturadores sim.

2. Aqui o principal. Mesmo que algum “terrorista” fosse julgado, ele/ela o seria como indivíduo, alguém, um CPF, que matou ou roubou, não como parte de nada oficial (grupo guerrilheiro não tinha existência jurídica, né?). Já Brilhante Ustra e outros milicos seriam julgados não só como indivíduos, mas como parte do Estado, já que estavam em funções oficiais ao cometerem suas atrocidades. Ou seja, o Estado brasileiro, por meio de seus agentes das Forças Armadas, estaria sendo julgado por crimes contra a Humanidade. Seria um Tribunal de Nuremberg tupiniquim.

Alguém acha mesmo que os milicos aceitariam encarar essa?