O “voto indeciso”

Cada vez que eu penso que o pessoal das redações atingiu os limites da manipulação, sou surpreendido por um novo recorde. O mais recente é a apresentação dos resultados das pesquisas. Agora, para mostrar o percentual de votos válidos – sempre mais forte porque apresenta um candidato com mais de 50%, o que reforça a impressão de vitória – se diz que foram tirados da contagem “os votos brancos, os nulos e os indecisos, como faz o TSE”.

Completo nonsense. O TSE só considera três tipos de votos: os dados aos candidatos, o voto branco e o voto nulo (os dois últimos considerados não-válidos). Para o TSE, não existe o “voto indeciso” pelo simples fato de que, na hora que o/a cara digitou o voto na urna, ele/ela deixou de ser indeciso e virou um daqueles três.

Muita cara de pau, né?