Enquanto isso, fora da Copa, mas não tanto…

Na segunda semana de Copa, já dá para ter uma ideia mais firme da situação geral, e não só do futebol.

Por enquanto, o torneio tem sido muito ingrato para a oposição, em especial para o maior partido, aquele composto por veículos de comunicação e que tem nos coleguinhas cabos eleitorais. Afinal, tudo o que foi vaticinado – caos nos aeroportos, estádios a ponto de cair, pessoas sem conseguir chegar neles e, uma vez lá, não conseguindo nem ligar para casa -, nada aconteceu até agora. No momento, apenas uma pane no sistema elétrico pode levar água ao moinho de a oposição – e, assim mesmo, racionamento não vai acontecer, como previsto aqui.

E, para mal de todos os pecados oposicionistas, teve ainda os xingamentos a Dilmão que a fizeram sair como vítima do Itaquerão. Marcou-se assim que quem é oposição que faz barulho no país (e nas redes sociais) é a casta privilegiada – um monte de gente pode até não gostar do que está fazendo (e, principalmente, deixando de fazer) o governo, mas isso não quer dizer que vá, automaticamente, votar em Aécio e/ou Eduardo. Esse fato pode ser também observado que o “hit” nos estádios é aquela musiquinha irritante que afirma que temos orgulho de ser brasileiros (ok) e com muito amor (?!!). Não é musiquinha de quem está no ponto para dar um cavalo-de-pau social e econômico de 180º, como defendem os dois candidatos oposicionistas.

No entanto, há algo que pode ajudar, pelo menos um pouco, a oposição, além de um apagão: a desclassificação da seleção antes das semifinais. Isso faria com que a população ficasse mal-humorada, o que sempre é bom para quem está fora do poder. A perda do título nas semis ou na final também seria boa para Aécio e Eduardo, mas não tanto – afinal, muito provavelmente enfrentaríamos os outros dois maiores favoritos para a Copa, Alemanha e Argentina (pela ordem) ou, talvez, França e Holanda. Enfim, seria derrota, haveria sensação de perda, mas não de humilhação.

Os cientistas políticos (uma designação que sempre me parece uma contradição em termos…) dizem que as campanhas do Brasil Copas não afetam o voto. Pode até ser, mas as análises não levaram em conta uma Copa realizada no Brasil, pois a última foi realizada há 64 anos, num país completamente diferente. Portanto, o resultado também pode ser diferente.

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