Olhando seis meses para trás: a circulação de Veja, Época e IstoÉ

Como é de praxe, as editoras demoram para divulgar seus números, mesmo para o IVC. Dessa forma, o instituto só tem as circulações pagas com três meses de atraso. Aí vão, portanto a tabela e o gráfico das circulações médias dos três principais revistas semanais dos últimos seis meses, com análises depois.

 

tabela revistas_1tri_2014


VEJA

Veja_graf1_1tri_2014

Olhando o gráfico, parece que a coisa começa a clarear para a Veja, certo? Bem, mais ou menos. A boa notícia para os Civita é que a circulação média aumentou continuamente nos últimos seis meses, como mostra o gráfico, saindo de 1.118.409, em outubro passado, exemplares de circulação para 1.162.970, em março, uma variação de 3,98%. A má notícia é que isso ocorreu devido à contagem das edições digitais, a partir de junho do ano passado.

Dessa forma, dos 1.162.970 de circulação de março, 134.467 são de edições digitais, sendo 126.234 sobrepostas à edição impressa – ou seja, gente que acessa a publicação pelos dois meios indistintamente. Assim, a edição impressa mesmo vendeu, em março, 1.028.513, praticamente o mesmo que em outubro (1.029.081) e menos 2,63% do que circulou em março de 2013 (1.056.338).

A série está prejudicada ainda porque o IVC mudou o método de apuração da circulação em janeiro deste ano, passando a contar separadamente as edições digitais sobrepostas às assinaturas impressas das que não o são. Sem a sobreposição e comparando com a circulação impressa desde outubro, a situação a Veja fica assim:

 

tabela_1
E o gráfico, assim:

Veja_graf2_1tri_2014

Bom, mas nem tanto, certo? Na verdade, vamos ter que esperar como ficam os dados do segundo trimestre. Mesmo que eles seja influenciados com Copa do Mundo e outras variáveis, ainda assim devem dar uma indicação mais clara de como estará indo a líder do mercado de revistas semanais.

 

ÉPOCA

epoca_graf_1tri_2014

 

A situação da semanal da Editora Globo é bem mais clara. O gráfico abaixo pouco muda se agregarmos as 2.659 (número de março) assinaturas digitais: a circulação média da Época vem caindo mesmo e ponto final.

 

ISTOÉ

istoe_graf1_1tri_2014

Em termos de dados, a situação da IstoÉ é ainda mais clara do que a da Época porque simplesmente não tem edição digital para contar. Em termos de gráficos, porém, a revista da Editora Três parece estar sofrendo de arritmia cardíaca – um sobre-e-desce tremendo, mas com uma tendência de queda acentuada, se pegarmos os dados de abril de 2013 para cá, como se vê no gráfico abaixo:

istoe_graf2_1tri_2014

 

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