A pesquisa que não era

O escândalo da semana nos veículos foi a história da pesquisa do Ibope que mostraria uma queda de Dilmão e a subida dos candidatos de oposição. O boato foi espalhado pelo tal mercado, levado avante pelos coleguinhas (já como “informação”) e embasou a subida das ações das principais empresas estatais em cerca de 10% (aqui e aqui, dois exemplos entre dezenas), que, obviamente, serão ou privatizadas na bacia das almas ou reduzidas à irrelevância caso Aécio ou Dudu Campos vençam em 2014.

O problema é que a tal pesquisa – divulgada dois dias após o primeiro prazo dado pelo mercado – dizia exatamente o que outras vêm apontando há uns dois anos, ou seja, que, caso a eleição fosse hoje, atual presidente venceria em primeiro turno, em qualquer cenário, contra qualquer adversário. As ações das estatais caíram imediatamente para os patamares anteriores à divulgação do boato.

Imagino o quanto os tais analistas do mercado ganharam com a brincadeira e fico a me perguntar: será que houve coleguinhas levaram algum nessa? Por conta da desfaçatez dessa manipulação, ela se torna a quarta concorrente ao King of the Kings de 2014.

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