Os dez mais

Como a Folha anunciou (aqui), e creio que só ela, o IVC mudou a contabilização da circulação, dando mais força às assinaturas digitais. Essa modificação foi significativa para a própria Folha (et pour cause) e O Globo. Desde a ENCE, sempre odiei mudanças de base histórica (os professores faziam para nos tirar da zona de conforto e para nos dar rasteiras) e dessa vez não é diferente. Mas como não adianta reclamar (também não adiantava na escola), após, uma troca de emails com dois Honoráveis Conselheiros (sem um saber quem era o outro, evidente), resolvemos começar de novo.

Assim, para marcar o recomeço, segue o ranking dos 10 jornais de maior circulação no país, em tabela e gráfico.

jan/14 dez/13
Folha de S. Paulo 332.354 289.451
O Globo 299.821 274.302
Super Notícia (MG) 292.988 291.799
O Estado de S. Paulo 233.415 233.145
Daqui (GO) 215.671 148.081
Extra 203.537 204.163
Zero Hora 181.772 182.277
Diário Gaúcho 150.214 151.543
Correio do Povo 134.998 135.327
Aqui (MG) 129.674 132.090

Circulação - Ranking, 01/2014

Como se observa, a Folha e o Globo se deram bem com a mudança de critérios do IVC. Muito provavelmente isso deve ter ocorrido porque o Instituto aumentou a fatia das assinaturas digitais que pode ser contabilizada para fins de circulação, passando de 21%para 50%. Assim, a Folha, que tem hoje 34,6% de sua circulação em digital, beneficiou-se muito, o mesmo ocorrendo, em menor escala, com O Globo (27,8%). O Estadão apresenta algo parecido ao Globo (25%), mas deve ter sido atingido pela mudança nos critérios dos descontos – agora, podem ser contabilizadas assinaturas que tenham até 85% de desconto em relação ao cobrado nas assinaturas analógicas. Como os descontos da Folha e do Globo são maiores do que os do Estadão, mais assinaturas passaram a ser contadas.

Fiquei espantado (e, creio, você também, caso tenha prestado atenção) com o salto que o Daqui, jornal popular de Goiânia pertencente à J.Câmara, dona também de O Popular (34º no ranking), de dezembro para janeiro – nada menos de 45,6%. No entanto, é pouco provável que o fenômeno tenha se dado por conta das mudanças de critérios do IVC. O mais certo é que tenha sido uma promoção particularmente bem-sucedida, tendendo a circulação, dessa forma, a voltar aos patamares normais nos próximos meses.

Por falar em próximos meses, os HCs prometeram acompanhar a evolução dos principais jornais, mas, para dar mais consistência aos dados, só pretendo voltar ao assunto lá pelo meio do ano. Eles também acreditam podem arrumar os dados das revistas com mais facilidade do que da outra vez – você deve estar lembrado da luta que foi obter as informações no fim do ano passado. Vamos ver.

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