O drama do Dudu

Não devia, mas estou começando a ficar com pena do Dudu Campos. O passar do tempo em direção à eleição de 2014 está sendo muito ingrato com o conterrâneo candidato. Se bem que a culpa é dele – foi decisão sua ter se feito refém da Marina.

Tudo bem que a ideia parecia boa: juntar os trapinhos com alguém com 19% do eleitorado de amealhados no pleito anterior, ligada à causa verde e, muito mais importante, com acesso à carteira de empresários do Sul Maravilha, sem os quais não se consegue eleger um presidente por aqui desde Prudente de Morais.

Só que a coisa não funcionou, não deu liga. Marina até conseguiu transferir votos, mas não a ponto de fazer com que Dudu se tornasse um candidato viável (não passa de 9%, 10% nas pesquisas) e os grandes empresários amigos da verde, diante desse quadro, educadamente marcaram as reuniões solicitadas, mas não parecem muito entusiasmados em substituir Aécio por Dudu como seu candidato em 2014.

Pior mesmo, porém, foi a parceira. Dudu descobriu, e nós com ele, que Marina é politicamente tantã. Ela parece acreditar piamente que é a única mensageira da Verdade Política e, em seu messianismo, tem sistematicamente afastado aliados de seu agora colega de partido, além de dividir o antes sólido PSB. Um incômodo sério que caminhará para o desastre se o conterrâneo não der um basta claro e decidido – só que, se o fizer, pode levar uma resposta que faria a operação desmontar de vez e o jogaria numa situação pior do que a que se encontrava antes de ela ter começado.

Como se vê, Dudu Campos está numa situação deveras desconfortável e que tende a se agravar. Afinal, o ano está acabando e, quando 2014 começar, não haverá mais tempo para tergiversar. A corrida vai começar e o carro precisará estar com todas as peças no lugar e funcionando com perfeição.

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