Um ninja incomoda muita gente…

Depois do editorial da Folha, de uma triste matéria desqualificativa do Globo e de outra da Veja (as duas atacando o Fora do Eixo) e de um constrangedor Roda Viva, dois colunistas do Globo (Pedro Dória e Zuenir Ventura), em dias seguidos, saíram em defesa do jornalismo tradicional em detrimento do Mídia Ninja – o “fora do eixo” jornalístico -, enunciando esse enfrentamento ou não. Os textos variaram do “vejismo” (a maneira como a revista da Abril entende o “jornalismo objetivo” e que não é, nunca, objeto de crítica de nenhum colunista da grande imprensa) até a complacência e autoindulgência do Véio Zuza.

Não tenho ideia para onde caminha o Mídia Ninja (e o Fora do Eixo), mas, depois de toda essa reação corporativa, tenho certeza de que está no rumo certo.

2 comentários sobre “Um ninja incomoda muita gente…

  1. Este caminho do jornalismo é interessante e bem-vindo, e a Mídia Ninja faz um bom trabalho. Mas isto não livra o Fora do Eixo de críticas. Sua prática tem problemas que são apontadas pelo menos desde 2010 vindas de muitos produtores culturais. Isto municia a direita? Sim. Azar, paciência.

    • Sim, toda a prática é sujeita à crítica. Mas há que ver quem também quem critica, de que lugar e com que objetivo. Se for do estilo dessa moça cineasta de um filme só (até agora), é meio doido. Veja, ela critica os caras exatamente pelo que eles dizem que os caracteriza e que os orgulha – o coletivismo. É como um comentarista de basquete criticar um time de vôlei por este não jogar basquete. Se ela é mainstream pode discordar ideologicamente dos caras e tudo bem – mas, pelo que se sabe, as pessoas estão lá por que querem. A moça mesmo andou por lá por um ano e aproveitou-se do sistema Fora do Eixo. Se era tudo tão horroroso assim – escravidão, abuso sexual, controle mental etc – ela foi meio lenta para descobrir o que, hoje, ela diz que é óbvio. Esquisito, não?
      De qualquer forma, a ideia do FdoE é um caminho que merece ser trilhado e melhorado, mas essa não parece ser a ideia dos críticos. Pelo que dá para ver, a relação deles com o FdeE é a mesma de Catão com Cartago.

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