Tempestade perfeita

A democracia pode vir a enfrentar nos próximos anos o maior desafio, desde seu o retorno às terras do Bananão. Ele tem nome e sobrenome: Joaquim Barbosa. As declarações do atual presidente do STF, desqualificado o Congresso, é atestado claro de que não será somente candidato à presidente, no mais tardar em 2018 (leia aqui), mas a ditador ou, no mínimo, a condestável da República. Ok, o Parlamento brasileiro é muito ruim, mas não é democrático um presidente de outro Poder atacá-lo dessa forma, ainda mais que o Judiciário do país também está longe de ser uma perfeição.

E Barbosão tem uma boa chance de conseguir emplacar seu projeto. Pelo menos, reúne características de todos os presidentes de 89 para cá. Veja só:

Decidido (na verdade, autoritário, como nós, bons cucarachas, gostamos) como Itamar, Collor e Dilma.
Crítico de “tudo o que está aí” como Collor.
Contra os políticos também como Collor.
Intelectual (ou pode se passar por) como FHC.
“Pobre que venceu todos os obstáculos e chegou lá”, como Nove-Dedos.

É pouco? Pois Barbosa apresenta ainda mais duas características que os outros não tem e fariam chorar de felicidade um marqueteiro político: é negro e juiz.

A “tenra planta” da democracia brasileira está na bica de ter que enfrentar uma tempestade perfeita.

Barbosão, cada vez mais candidatão, joga pra galera e parte pra cima do Congresso.