Cinco pontos sobre pluralidade na mídia

Alguns rápidos comentários sobre pluralidade na mídia:

1. Nessa briga entre o governo argentino e o grupo Clarín todo mundo é bandido. Na Piauí desse mês, doído texto da coleguinha portenha Graciela Mochkofsky lembra que, até meados de 2008, o Clarín era aliado dos Kirchner, sendo beneficiado por verbas de publicidade milionárias e informações exclusivas. Mudou de lado quando achou que os K. estavam no fim da linha. Errou e agora está pagando.

2. O Clarín diz que, se os Kirchner detonarem o grupo, terão praticamente controlado a mídia argentina como um todo. Ora, pipocas, se um governo pode controlar a mídia de um país dominando apenas um grupo, segue-se que há uma concentração indecente no setor, correto? Então, onde está a pluralidade da imprensa exigida por um estado realmente democrático?

3. Por falar em pluralidade da mídia, Barbosão deu uma barretada à esquerda ao falar do assunto semana passada. O cara é cada vez mais candidato.

4. Aliás, desde que se manifestou dessa forma sobre o assunto, Barbosão deixou de frequentar a charge da primeira página do Globo, onde aparecia, quase diariamente, sempre vestido de “Super Joquim”.

5. Voltando ao assunto em pluralidade democrática da mídia, está rolando uma campanha em favor do Projeto de Lei da Mídia Democrática. Não, não é mais uma daquelas campanhas virtuais estilo Avaaz. É iniciativa de lei popular mesmo, para virar marco legal de verdade – ou seja, tem que arrumar 1,3 milhão de nomes, com assinatura e CPF (será que o Barbosão assina?). Mais sobre o assunto aqui e o projeto é esse.