Congresso em Foco joga luz sobre o MP

Os coleguinhas do site Congresso em Foco às vezes exageram em sua louvável e honesta cruzada em prol da limpeza da política brasileira, mas isso é natural e não empana, de forma nenhuma, a importância da missão. Prova de que eles estão no caminho certo é a matéria que publicaram semana passada sobre os descaminhos do Ministério Público.

Baseada num artigo assinado por Eugênio José Guilherme de Aragão, corregedor-geral do MP e aspirante ao Supremo, desencavado em um livro quase desconhecido, a matéria (que você pode ler aqui) enfoca as críticas do procurador à conduta dos seus colegas, especialmente à mania de colocarem os governos e entidades públicas como ser fossem vilões de histórias em quadrinho e eles mesmos como superherois desse mesmo gênero literário (é, gênero literário. Pronto, falei), a fim de emparedar os governos e fazerem com estes mantenham – e ampliem – seus privilégios funcionais.

Era (é) uma pauta que há anos está caindo de podre para ser feita, mas que os coleguinhas de redação jamais fizeram (ou farão) por terem um acordo tácito com os procuradores: esses fornecem às redações dossiês sobre investigações a fim de que elas baseiem matérias escandalosas que farão a sua fama e permitirão o achaque poder público por parte do próprio MP e dos veículos de comunicação, dando um naco de fama também aos coleguinhas, tudo em nome do sacrossanto interesse público.

Bom, se você não quiser ler a matéria do CemF e preferir direto aos artigos do corregedor Eugênio José Guilherme de Aragão, clique aqui, para a prrimeira parte, e aqui, para a segunda.

Anúncios