“Barrigas” aceleradas

Muito bem. O tal racionamento de energia botou uma grana no bolso de uns e outros (e/ou outras) graças à manipulação do mercado via jornais e sites. Só que o pano de fundo dessa jogada, aquilo que a propiciou a armação, foi a decisão dos grandes jornais agirem como um partido político.

A problema é que veículo de comunicação não é partido político e por isso os “barões da mídia” dão com os burros n’água. O motivo do fracasso não conseguiria expor melhor do que o professor Emir Sader neste texto.

A obsessão por derrotar e fazer retroceder o projeto de país que está sendo implantado no Brasil desde 2003, porém, além de fracassar politicamente, está destruindo o que ainda restava de qualidade técnica nas redações (sem falar na moral, claro). A semana que termina demonstrou isso com as incríveis “barrigas” da Veja (aqui) e e da Folha (aqui), essa com direito a vexame da Eliane Cantanhêde, uma das estrelas da companhia e muito considerada também na Globonews.

Assim, nessa semana, o lento deslizar do jornalismo brasileiro para o fundo do poço sofreu uma aceleração. E essa nova velocidade, se os veículos não mudarem drasticamente a orientação que vem sendo seguida há alguns anos, tenderá a aumentar.

4 comentários sobre ““Barrigas” aceleradas

  1. Você viu que durante algumas horas, nessa semana, o Globo Online deu destaque, na primeira página, a Lula e Demóstenes estarem em primeiro na segunda edição do reconhecidíssimo e renomadíssimo prêmio “Algemas de Ouro”, que será concedido ao “maior corrupto de 2012”, eleito em uma… enquete do Facebook? E que dias depois o jornal noticiou (não sei se com destaque) que a ~eleição~ foi vítima de fraude, com votos em massa para Demóstenes?

    • Vi não, velho. Globo on line e G1 são dois gigantes do mau jornalismo do Bananão.

      • O que nos resta ler? Nem eu nem a maioria da população tem acesso a informação (alguns, eu certamente, inteligência) para acompanhar o que acontece com um mínimo de isenção, por quem teria a responsabilidade de informar.

        • André, de minha parte, há algum tempo voltei a entrar no “modo ditadura” – como naquele tempo, passei a tentar ler nas entrelinhas todas as matérias de política e economia (e muitas das outras editorias) e colunas. É desgastante, neurótico, mas, pelo menos, hoje em dia não estamos uma ditadura – pelo menos, não numa real – e posso comparar o que sai nos meios de comunicação com o que há de aproveitável na internet – a separação do joio do trigo nesta também desgasta muito. De repente, o nome certo do modo nem é ditadura, é “modo analista de informações”.

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