A direita, afinal

Depois de anos com seus membros divididos entre os que se escondem em artigos herméticos como fumadores de crack entre tapumes, os que vociferam contra a corrupção como velhinhas do tempo de Carlos Lacerda e os saudosos da ditadura militar, finalmente a direita apresenta um esboço do seu projeto de país para os próximo anos nesse texto assinado pelo economista Rodrigo Constantino, formado no viveiro de tucanos da PUC-RJ, membro-fundador do Instituto Liberal e diretor do Instituto Millenium, think tank que conta com apoio, entre outras instituições de direita, do Globo, onde foi publicado o texto, que também serve de anúncio para vender o livro do autor a ser em breve lançado (ah, o liberalismo…).

Ok, Cosntantino apenas traça, com linhas mais fortes, o retrato do que já foi levado avante pelos tucanos durante os quase 10 anos em que estiveram no poder, numa espécie de Era FHC revisada pelo Tea Party, uma forma de ver a economia e a sociedade que nos levou à crise mundial que vivemos hoje. Mas, pelo menos, é um começo de discussão algo civilizada e o radicalismo do autor é até bem-vindo, pois, como todo radicalismo de qualquer credo, permite que os seres pensantes à direita e à esquerda reflitam até onde suas bem-intencionadas propostas podem levar.

2 comentários sobre “A direita, afinal

  1. Ivson, vociferar contra a corrupção não é patrimônio da direita. No resto, concordo.

    • Fazer disso plataforma política é, Zé Sérgio. Mas admito que a esquerda já fez isso – lembra de quando seu amado líder disse que “o PT é a UDN de macacão”? Pois é.

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