Poço de incompetência

O imbroglio sobre a divisão os royalties do petróleo é a prova inconteste de que o governador Sérgio Cabral é muito incompetente. Quando Nove-Dedos vetou a Emenda Ibsen, em 2010, o governador deveria ter enviado emissários com o seguinte recado ao seus colegas:

“Meu caro, sei que não posso vencer um briga contra 25, mas posso, e vou, levá-la até o Supremo. Usarei, e, tenho certeza, meu sucessores farão o mesmo, de todos os consideráveis recursos financeiros e políticos do Estado do Rio para manter o caso naquela Corte por, pelo menos, cinco anos, ao fim dos quais é bem possível que ainda saia vencedor da contenda. Mas, mesmo que isso não ocorra, garantirei que você não ponha as mãos nesses recursos pelo menos até 2018, ou seja, não servirão a nenhum dos orçamentos previstos para antes da eleição de 20l4. Bem, e aí? Como vai ser?”.

O resultado é que se chegaria a um acordo cujo texto seria próximo ao que vai sair dos vetos dilmáticos, mas sem desgaste com o Planalto, gastos com passeatas, choros e ranger de dentes.

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