Meia-volta inteira

Muito interessante a súbita mudança de posição dos grandes jornais nesta discussão sobre a redução do preço da energia. Até pouco tempo, eles davam como certa e óbvia a necessidade de reduzir as tarifas de energia para cerca de R$ 20,00 o MWh, em média, valor brandido pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em tudo que é entrevista, por dois anos.

O governo, cedendo à pressão, resolveu, então, ir fundo e baixar a tarifa para perto disso – algo em torno de R$ 23,00. Beleza.

Só que aí, de repente, os jornais – especialmente O Globo e o Estadão – descobriram que essa tarifa pode nocautear as empresas de geração e distribuição, entre elas a Cemig, a Cesp e a Copel, estatais pertencentes a estados governados por tucanos. Pronto. O valor, antes tão exigido, passou a ser um perigo para a sobrevivência das companhias.

E ainda querem que as opiniões dos órgão de comunicação brasileiros sejam levados em conta.