Os morros de Nova York

Quando li o trecho sublinhado abaixo fiquei em dúvida. Nunca tive o prazer de ir à Grande Maçã, portanto, consultei quem vai a NY como quem se dirige a Botafogo e recebi a certeza: Nova York não tem morro.

Então como é que a correspondente do Globo fez essa comparação?

5 comentários sobre “Os morros de Nova York

  1. Então, evitaram-se as famílias soterradas porque não há encostas.

    • Yesss!!!!

    • Alto Conselheiro, que vive em NY há anos, obtempera (o cara é craque, tem todo o direito de obtemperar), com razão:
      “A correspondente do GLOBO em NY é a Fernanda Godoy. Aquele texto do ‘morro’ tava me cheirando a coluna, não foi não? Foi da colunista ou da correspondente? Eu não li ainda, mas fiquei achando, com aqueles números do lado, com cara de coluna, não? E sobre morros – Manhattan é quase que completamente plana, mas a cidade tem 5 distritos. O ponto mais alto de NYC, li uma vez, fica em Staten Island, o Todt Hill, com 125 metros acima do nível do mar (é assim que se fala?). o Morro da Urca fica a 220 m, a título de comparação. (…)”

      Meus comentários:

      1. Sim, era uma coluna, mas estava lá em cima “De Nova York”, ao lado do nome da colunista.

      2. É forçar demais a barra comprar cidades praticamente planas com outra cerca de morros.

      3. Perguntei ao A.C. se o Todt Hill (e outros morros de NY) era sedimentar, como a maior parte dos morros cariocas. Se é, em sua maior parte, de rocha, como o Morro da Urca, a chance de ele vir abaixo é beeem menor, além, também, de ser bem mais complicado erguer construções – quando isso ocorre, elas não são barracos, mas verdadeiros prédios, com fundações e tudo. Como naquela parábola bíblica sobre o homem que ergue a casa na areia e o que ergue a casa fincada sobre a rocha.

  2. E o “Mas evitou-se o que era evitável (…)”? Fã da Evita? Lixo.

  3. O “evitou-se o que era evitável” é triste mesmo. E o texto, de maneira geral, muito ruim. Mas sobre soterrar famílias, acho que há implicância. É óbvio que ela não fala de morros inexistentes e desmoronamentos praticamente impossíveis em NY, assim como não fala de lá ao citar ônibus sendo arrastados ou de milhares de pessoas presas no trânsito. Essas seriam decorrências de nossas rotineiras tempestades tropicais que, como ela diz, teoricamente teriam potencial destrutivo menor que um furacão. Teoricamente…

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