Notas eleitorais – Vocação para a derrota

Os grandes derrotados dessa eleição não foram os tucanos, que ficaram mais ou menos onde estavam (e estão há dez anos), mas os meios de comunicação. A aposta em transformar o julgamento do suposto mensalão em fato político relevante, numa eleição municipal realizada sete anos depois dos supostos fatos terem acontecido, foi de uma estupidez difícil de qualificar.

O mais extraordinário, porém, ainda está por vir – os “barões da mídia” e os coleguinhas não vão aprender com mais essa derrota. Você pode apostar todo o seu salário dos próximos dois anos que, em 2014, lá estarão eles tentando influenciar os votos dos eleitores, de novo.

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2 comentários sobre “Notas eleitorais – Vocação para a derrota

  1. Ivson, “suposto” mensalão? Os caras pisaram na bola, mancharam o partido e foram condenados pela mais alta corte do país!!!!

    • Ser condenado pela mais alta corte do país não quer dizer muita coisa – e não só aqui. Quer uma dica de leitura que vai acabar com essa ideia? “Os números (não) mentem”, de Charles Seiffe (Zahar). É um livro que demonstra como os jornalistas, advogados, políticos e juízes usam de falácias matemáticas para ludibriar os que não sabem matemática e por isso têm uma tremenda reverência aos números. Esse é o escopo do livro, só que, no processo, o autor – professor de jornalismo da Universidade de NY e mestre em matemática por Yale – mostra também como os juízes da Suprema Corte dos EUA simplesmente decidem de sua própria cabeça, à revelia de provas ou arrumando alguma falácia para justificar sentenças políticas. Nesse suposto mensalão, não há uma só prova que saiu dinheiro do bolso de nenhum dos acusados, nem de qualquer conat do PT, para o bolso de outros acusados. Há indícios circunstanciais, nada mais. Não há como gostam de dizer os americanos “o revólver fumegante”. A prova maior que esse foi um julgamento político, porém, ainda está por vir – quando houver o julgamento da mesmíssima acusação, com alguns dos mesmos réus, do Mensalão Tucano. Vamos ver se algum prócer do PSDB será condenador. Se é, claro, houver mesmo um julgamento, pois o agora ágil STF até agora não se mexeu para realizá-lo.

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