A SIP e sua desimportância

Para não passar batido, assinalo que a reunião da Sociedade Interamericana de Prensam (SIP), realizada em São Paulo, na semana passada, deixa clara a desimportância a instituição. Fora os veículos da grande mídia (com entusiasmo bem aquém do que eu esperava) e, para tentar aproveitar a onda que acabou não vindo, alguns setores da esquerda ligado ao movimento pela democratização da informação, ninguém deu pelota para o encontro. Nem o novo presidente eleito da entidade, o equatoriano Jaime Mantilla Anderson, que tomou posse por videoconferência, veja só.

A razão maior para esse nem-aí da sociedade, a meu ver, é que os grandes veículos de mídia regional gostam mesmo é de discursos altissonantes em defesa da liberdade de imprensa, mas apontando o dedo apenas numa direção – a da esquerda. Quando se trata de mostrar que governos de direita são bem mais perigosos para a liberdade de imprensa – e, de maneira mais abrangente, para liberdade de expressão -, a SIP simplesmente ignora e, como resultado, é ignorada de volta.

Esses dois textos flagram os pesos e medidas diferente da SIP – aqui e aqui.

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