O tempo, esse cruel senhor

A passagem do tempo é mesmo cruel. A prova disso está em todos os lugares, até na internet. Estava eu, outro dia, filando o “Globo a Mais”, o vespertino digital dos Marinho, num ipad amigo, quando dei com uma matéria sobre os 18 anos do real – a moeda mesmo, não o Plano.

“Caramba! Como o tempo passa!”, pensei eu, milésimos de segundo antes de clicar para ver o vídeo da matéria. Outro susto: ele trazia entrevistas com Pérsio Arida, Edmar Bacha e André Lara Resende. “Uau! Três grãos-tucanos juntos assim, numa matéria!”, pensei e fui ver o cracão/a cracona que tinha conseguido a proeza. A última surpresa: a matéria é de autoria de três trainees do jornal digital.

Com todo o respeito que merecem, até pela boa matéria, Manuela Andreoni, Mariana Moreira e Carolina Barbosa, mas os tucanos acima citados, em outros tempos, falavam apenas com os bambambãs da redações apenas após rogos e mais rogos. Agora, dão entrevistas para jovens repórteres.

É como dizia Dona Aída, minha professora de Latim no Pedro II: “sic transit gloria mundi” (“Assim passam as glórias do mundo”).

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