Golpe pela culatra

Ao fim e ao cabo, os presidentes do Mercosul acabaram fazendo do limão – o golpe no Paraguai – uma limonada, botando a Venezuela para dentro, uma jogada que está, hilariamente, deixando muito irritados os editorialistas dos jornais.

Vamos convir, que, nessa danças das cadeiras, o Mercosul levou vantagem. Trocou-se um país quase sem recursos naturais (o único que tem, a água, precisa dividir com os vizinhos mais poderosos), sem saída para o mar e que esteve em guerra (ou estado de) com todos os seus vizinhos nos últimos 200 anos, por um que boia em petróleo, tem saída para um oceano (Atlântico)  e um mar ( Caribe), e ainda apresenta uma hidrologia exatamente oposta aos outros parceiros (o que facilitaria em muito a interconexão elétrica de toda a América do Sul, e mesmo a Latina inteira).

Ah..Certo…Tem o Chavez… Mas, a despeito de os veículos de comunicação não acreditarem nisso, ele terá um fim – sairá do poder nem que seja morto um dia, muito provavelmente mais cedo do que se pensa. E, como lembrou Dilma, tratados são assinados com países e não com governos – além disso, quem quer seja o governante pós-Chavez, ele/ela não vai abrir não de ter acesso privilegiado a um mercado como o brasileiro, isso é certo.

Assim, as oligarquias paraguaias ao mirarem seus próprios interesses, podem ter é dado um tiro no pé e, ainda, ajudaram os seus parceiros e a inimiga Venezuela. É, a geopolítica é uma arte muito sutil.

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2 comentários sobre “Golpe pela culatra

  1. Ops! Quem tem litoral no Pacífico e Caribe é a Colômbia. A Chavelândia limita-se com o Caribe e Atlântico.

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