Um escândalo quase como os outros

O escândalo DEMóstenes começou pouco antes de minha viagem de uma semana para fora do Bananão. Confesso não ter dado atenção, na época, pois parecia com dezenas de outros. Em verdade, é mesmo – parlamentar que faz parte da folha de pagamento de chefão do crime, seja ele nacional ou regional, não é novidade aqui e em nenhum lugar. Nem mesmo que o parlamentar pego com a mão na cumbuca se apresentasse como um “varão de Plutarco”  chega a ser lá muito original (apesar da ironia de ter o personagem principal ter o nome de um deles). Também não é exatamente uma novidade o esforço dos veículos de comunicação de ignorar os indícios de que um tucano, no caso Marconi Perillo, o governador de Goiás, também recebia um “faz-me rir” do Carlinhos Cachoeira.

A única coisa legal mesmo, até agora, em mais esse escândalo do DEM, é o envolvimento da Veja no rolo, como canal de divulgação de dossiês usado por Cachoeira. Infelizmente, tirando a Carta Capital (de leve, por enquanto), o corporativismo vai prevalecer e nenhum outro veículo atirará a primeira pedra contra a revista dos Civita. Afinal, telhado de vidro é o que não falta nessa área, né?

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