“Las Malvinas son argentinas”

A operação de mídia promovida pela Embaixada britânica no Brasil para justificar o seu domínio colonial das Ilhas Malvinas, reivindicadas pela Argentina, contou com a parceria do Globo. Nada surpreendente, em se tratando de uma empresa das OG. Afinal, o que se esperar de uma organização em que, na casa de um dos donos (Roberto Irineu Marinho, responsável), a família fala entre si em inglês?

Aliás, diante da campanha  – e, principalmente, do espaço concedido a ela (duas semanas seguidas de matérias imensas) -, o assunto vai disputar o título de maior cascata de 2012.

 

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4 comentários sobre ““Las Malvinas son argentinas”

  1. Las Malvinas son brasileñas, carajo!

  2. Poucas vezes vi um esforço tão vergonhoso da imprensa para suavizar uma notícia como neste domingo. Como todos já devem saber, o Thor Batista, filho do homem mais rico do Brasil, atropelou um ajudante de caminhoneiro que circulava de bicicleta na BR-040. Não se sabe, ressalte-se mil vezes, o que houve exatamente – se o ciclista foi imprudente, se Thor estava acima da velocidade permitida, se foi mesmo um acidente ou mais do que isso. Mas se sabe que a imprensa, desde o início, tomou um nível de cuidado reservado apenas a deuses como Thor. Alguns sites de jornais chegaram a dar manchete (lembro agora de cabeça do Dia e do Estadão). Outros, como o Globo, ignoraram o assunto ao longo do dia inteiro. A morte foi na noite de sábado, e o assunto só foi parar na primeira página do Globo no fim da tarde do domingo, e mesmo assim para informar que o ciclista atravessou a via (na frente do carro?), segundo testemunha. Passaram longe das matérias construções comuns nesse tipo de notícia, como “Motorista mata [número de pessoas] na [rua, avenida, rodovia]”. Pior: todos descreveram a ação do advogado de Thor de levar embora o carro que matou o ajudante de caminhonheiro como um simples detalhe da história. Sim, a prova do crime (atenção: mesmo sem cometimento de qualquer infração de trânsito matar é por si só um crime de acordo com nosso Código Penal) foi levada pelo advogado, sem perícia, do local do acidente. “Com a promessa de manter as condições do veículo”, ressalta a grande imprensa. E isso é normal? Os jornalistas (?) responsáveis por essas maravilhas dirão todos, não sem um tanto de razão, que não se pode expor e condenar uma pessoa de antemão. É óbvio que existe um desejo não assumido de ver o playboyzão nascido em berço esplêndido se dar mal. Não há dúvida disso, e a imprensa não pode mergulhar nesse espírito de “vingança”, no que concordamos todos. Mas pode a imprensa mergulhar numa rede de proteção como a lançada sobre Thor? Uma coisa leva, necessariamente, à outra? Relatos indicam que o impacto do Mercedes McLaren de Thor abriu o tórax do ajudante de pedreiro. Não sei se, neste domingo, Thor dormiu bem com essa imagem em sua cabeça. O que me espanta é que tantos coleguinhas consigam dormir sabendo o que produziram na seqüência dessa tragédia.

  3. Mas como as malvinas não são deles!?,eles chegaram primeiro! não chegaram?…

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