Nostalgias

Não só o Carnaval carioca, com os blocos e os bailes de salão, vive um momento de nostalgia (já estou esperando até o retorno das grandes sociedades) – há coleguinhas que estão revivendo os velhos e bons (na visão de nós, gente de mais idade) tempos:

1. Míriam Leitão – Desde a volta das férias, Dona Míriam deixou de lado a política, de que ela entende tanto quando eu de física quântica, e se concentrou nas análises econômicas. Mais estranho ainda – mesmo nessas, adotou um tom crítico mais comedido, embora ainda antigoverno. Hoje, porém, ela foi mais longe ainda na busca do seu tempo perdido e voltou a ser repórter, em grande estilo, com a matéria sobre o martírio de Rubens Paiva. Muito bacana! Espero em Deus que ela avance nessa senda de volta ao bom jornalismo, pois capacidade ela tem.

2. Plantão médico – Houve tempo, crianças, em que os principais hospitais do Rio contavam com setoristas, que os cobriam como repórteres esportivos cobriam (e ainda cobrem) clubes de futebol. Não peguei esse era (não sou assim tão idoso), mas ainda vi uma ou duas salas de imprensa, que continuavam lá, embora usadas para outros fins. Recordo esse tempo porque o Merval e o Ancelmo o estão revivendo com seus plantões médicos em que dão notícias sobre o estado de saúde do presidente Hugo Chavez e do Nove-Dedos.