Mais três concorrentes e o KofK bate recorde

A semana começa com três novas cascatas concorrendo ao King of the Kings-2011:

1. Caso Chevron – O descaso inicial, por parte do Globo, em relação ao derramamento de óleo em Campos foi muito estranho, ainda mais no momento em que o jornal vinha em campanha acerba em defesa dos royalties do petróleo para o Rio e o vazamento, fosse de que tamanho fosse, seria um forte argumento em favor da causa.

2. Campanha anticorrupção – As melancólicas manifestações de 15 de novembro jogaram uma betoneira de cal em cima desse movimento, que estava, desde o início, fadado ao fracasso, por não ter base econômica e política, e só foi levado a sério nas páginas da internet e nas redes sociais. Aliás, essa história de mobilização política via rede social é outro tremendo boitatá. Política se faz na rua e não na internet. Primeiro, sua-se ao sol e molha-se na chuva (melhor ainda se puder apanhar da polícia) e aí compartilha-se isso nas redes sociais, para angariar adeptos. Fazer o contrário dá no que deu a tal campanha anticorrupção.

3. Vídeos dos globais contra Belo Monte – Por falar em rede social, essa cascata vem diretamente de lá. Totalmente calcado em informações falsas e/ou falaciosas, o vídeo, depois de uma bombada no primeiro dia, acabou provocando efeito rebote – a desconfiança com esse súbito engajamento de habitantes do “mundo manoel carlos”, um monte de gente foi conferir as informações e aí ficou clara a cascata. Internet tem isso de vantagem: escreveu, não leu, o pau comeu imediatamente.

Com essas três, chegamos a 18concorrentes ao KofK deste ano, um recorde desde a criação do prêmio, há seis anos. Não sei se é caso de comemorar.

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