Caso Zara, raciocínio lógico, economia e geopolítica

Coleguinha de política e economia, que tal aproveitar o flagra tomado pela Zara e outras empresas que usam semi-escravos para fazer roupas de grife para um exercício intelectual? Assim, ó:

1. A maioria, talvez a totalidade, dos semi-escravos são bolivianos, paraguaios ou peruanos, que vêm para cá em busca de uma vida melhor;

2. Em seus depoimentos, eles dizem que não voltam para os países de origem de jeito nenhum porque lá a situação é pior, já que nem trabalho tem.

3. A repressão, sozinha, vai acabar com o problema? Bem, diante do que se vê nas experiências dos EUA e dos países europeus, pode-se deduzir que não.

4. Então, além da repressão – que não pode ser abandonada, óbvio -, o Brasil estimular a economia dos países vizinhos, de forma que se crie empregos lá, seria uma boa ideia, correto?

5. Assim, o Brasil ajudar os países vizinhos a ter energia mais barata – condição essencial para o desenvolvimento econômico sustentado – também é uma boa ideia, correto?

6. Atenção agora…É o momento mais complicado desse sofisticado raciocínio…Então, em vez de criticar o governo brasileiro por, exemplificando, ajudar o Paraguai a usar a energia de Itaipu para desenvolver-se, pagando R$ 360 milhões a mais por ano, os veículos de comunicação brasileiros deveriam estar aplaudindo essa iniciativa pelo seu alcance gegpolítico, certo?

Deu pra entender? Espero que sim porque eu não sei desenhar.

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