Um passo atrás, dois à frente

A Direção Nacional do PT decidiu deixar pra lá a expressão “controle social da mídia”. Fez bem, Afinal, vamos combinar, esse controle já existe, embora de forma incipiente, por meio da internet. O que o partido deve fazer – e o PV e o PSOL também – é batalhar em duas frentes.

A primeira é dar força para que grupos de cidadãos façam o controle da mídia pela internet – algo como estes três sites (aqui, aqui e aqui) – espalhados por todos os estados, onde, como se sabe, os coronéis da mídia são aliados dos grandes grupos (só para ficar num exemplo, os Sarney são sócios dos Marinho no Maranhão). Estruturados, trocando experiências e até agindo em rede, acima das divergências políticas (eu não disse que ia ser fácil, disse?), esses grupos potencializariam sua ação, podendo, no médio prazo, provocar problemas bem complicados para os grandes meios, permitindo que, mesmo que limitadamente, a democracia chegasse à comunicação.

Só que para ter alguma chance de funcionar direito, essa rede precisará ter condições técnicas para atuar, certo? É aqui que o PT entraria como partido, dando prioridade à batalha pelo Plano Nacional de Banda Larga e pela aprovação do PLC-116 (ex-PL-29). O avanço nessas dois pontos daria a base institucional para o avanço no outro ponto.